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sábado, 23 de setembro de 2023

Quais os cuidados para dias muito quentes?

Imagem de Freepik

Como diria a Marina Lima: 


Vem chegando o verão
O calor no coração
Essa magia colorida
São coisas da vida...


Então, quais são os cuidados que devemos tomar em dias muito quentes?


O verão está chegando e com ele muitos dias de sol e diversão, mas também alguns riscos para a saúde. Por isso, é preciso tomar alguns cuidados para evitar a desidratação, a insolação, as queimaduras e outras complicações. Veja a seguir algumas dicas para se manter fresco e saudável nos dias mais quentes do ano.

 

- Beba bastante água: A hidratação é fundamental para regular a temperatura corporal e evitar a perda de líquidos e sais minerais pelo suor. Recomenda-se beber pelo menos dois litros de água por dia, mesmo que não sinta sede. Evite bebidas alcoólicas, cafeinadas ou açucaradas, pois elas podem aumentar a desidratação.

- Use roupas leves, soltas e claras: As roupas pesadas, apertadas e escuras podem dificultar a transpiração e reter o calor. Prefira tecidos naturais, como algodão ou linho, que permitem a ventilação da pele. Proteja-se do sol com chapéus, bonés, óculos escuros e protetor solar. Aplique o protetor solar pelo menos 20 minutos antes de se expor ao sol e reaplique a cada duas horas ou sempre que suar ou se molhar.

- Evite atividades físicas intensas no horário de maior calor:  O exercício físico aumenta a produção de calor pelo corpo e pode sobrecarregar o organismo. Se for praticar alguma atividade ao ar livre, prefira os horários mais frescos do dia, como o início da manhã ou o final da tarde. Faça pausas frequentes para descansar e se hidratar. Se sentir algum sintoma de mal-estar, como tontura, náusea, dor de cabeça ou fraqueza, interrompa a atividade imediatamente e procure um local fresco e arejado.

- Mantenha o ambiente fresco e ventilado: Feche as janelas e as cortinas durante o dia para evitar que o sol entre na casa e aqueça o ambiente. Abra as janelas à noite para renovar o ar. Se possível, use ventiladores ou ar-condicionado para refrescar o ambiente. Limpe os filtros do ar-condicionado regularmente para evitar a proliferação de bactérias e fungos. Se não tiver ar-condicionado, coloque uma bacia com água gelada ou gelo na frente do ventilador para criar uma brisa mais fria.

- Cuide das crianças e dos idosos: As crianças e os idosos são mais sensíveis ao calor porque têm menor capacidade de regular a temperatura corporal e podem não perceber os sinais de desidratação ou insolação. Por isso, é preciso estar atento às suas necessidades e oferecer água com frequência. Evite expô-los ao sol nos horários mais quentes e vista-os com roupas adequadas. Em caso de febre, vômito, diarreia, convulsão ou perda de consciência, procure atendimento médico imediatamente.


Quais os cuidados com cães e gatos em dias muito quentes?

Os dias de calor intenso podem ser muito desconfortáveis também para os nossos amigos de quatro patas. Por isso, é importante tomar alguns cuidados para evitar problemas de saúde, como desidratação, insolação e queimaduras nas patas. Aqui estão algumas dicas para proteger os seus cães e gatos do calor:

- Ofereça água fresca e limpa o tempo todo: Troque a água com frequência e coloque gelo se necessário. Você também pode oferecer frutas e legumes com alto teor de água, como melancia, pepino e cenoura.

- Evite passear nos horários mais quentes do dia: Prefira as primeiras horas da manhã ou o final da tarde, quando o sol está mais fraco. Verifique a temperatura do asfalto ou da calçada com a mão antes de sair. Se estiver muito quente, use sapatinhos ou protetores nas patas dos seus pets.

- Mantenha os seus pets em locais frescos e ventilados: Evite deixá-los dentro do carro, mesmo com as janelas abertas. Se possível, ligue o ar-condicionado ou o ventilador. Você também pode usar toalhas úmidas ou caminhas geladas para refrescá-los.

- Corte o pelo dos seus pets se eles tiverem uma pelagem muito longa ou densa: Isso ajuda a reduzir o calor e a evitar nós e parasitas. Mas não raspe demais, pois o pelo também protege a pele dos raios solares.

- Fique atento aos sinais de hipertermia (Aumento excessivo da temperatura corporal): Alguns sintomas são: respiração ofegante, salivação excessiva, língua e gengivas vermelhas, letargia, vômito e convulsões. Se você notar algum desses sinais, leve o seu pet ao veterinário imediatamente.

Seguindo essas dicas simples, você pode aproveitar os dias de verão com mais segurança e conforto. Lembre-se de que a prevenção é sempre o melhor remédio. Cuide-se bem e até a próxima!

quinta-feira, 21 de setembro de 2023

O que são os isotônicos?

O que são os isotônicos?


Imagem de Freepik


Você já deve ter visto ou ouvido falar dos isotônicos, aquelas bebidas coloridas que prometem hidratar e repor os sais minerais perdidos durante o exercício físico. Mas você sabe o que são os isotônicos e quais os riscos de ingerir essas bebidas em grande quantidade?


Quais os riscos de ingerir em grande quantidade?


Os isotônicos são bebidas que contêm água, açúcar e eletrólitos, como sódio, potássio, cálcio e magnésio, em concentrações semelhantes às do plasma sanguíneo. Por isso, eles são chamados de isotônicos, pois têm a mesma pressão osmótica que o sangue. Isso facilita a absorção desses líquidos pelo organismo, evitando a desidratação e a queda do rendimento físico.

Os isotônicos são indicados para pessoas que praticam atividades físicas intensas e prolongadas, como corrida, ciclismo, natação ou futebol, pois nessas situações há uma grande perda de água e sais minerais pelo suor. Nesses casos, a ingestão de isotônicos pode ajudar a repor esses nutrientes e a manter o equilíbrio hidroeletrolítico do corpo.

No entanto, os isotônicos não são recomendados para pessoas que fazem exercícios leves ou moderados, ou que não se exercitam. Isso porque essas bebidas contêm calorias e podem contribuir para o aumento de peso e para o desequilíbrio dos níveis de glicose e sódio no sangue. Além disso, o consumo excessivo de isotônicos pode causar problemas como:

 - Hipernatremia: é o excesso de sódio no sangue, que pode provocar sede, inchaço, pressão alta, confusão mental e até convulsões.

- Hipocalemia: é a baixa concentração de potássio no sangue, que pode causar fraqueza muscular, cãibras, arritmias cardíacas e até parada cardíaca.

- Hipercalcemia: é o excesso de cálcio no sangue, que pode causar náuseas, vômitos, constipação, pedras nos rins e alterações neurológicas.

- Hipermagnesemia: é o excesso de magnésio no sangue, que pode causar sonolência, fraqueza muscular, dificuldade respiratória e paralisia.


Portanto, os isotônicos devem ser consumidos com moderação e orientação médica ou nutricional. Eles não substituem a água nem outras fontes de hidratação e nutrição. Lembre-se que a melhor forma de se hidratar é bebendo água pura e natural ao longo do dia. E se você quer repor os sais minerais perdidos pelo suor, opte por alimentos naturais e saudáveis, como frutas, verduras e legumes.


A atividade física é uma das melhores formas de cuidar da saúde e do bem-estar. Ela traz diversos benefícios para o corpo e para a mente, como:

- Melhora o condicionamento físico e a resistência muscular, prevenindo doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade e hipertensão.

- Fortalece o sistema imunológico, aumentando a defesa contra infecções e inflamações.

- Reduz o estresse e a ansiedade, promovendo o relaxamento e a liberação de endorfinas, que são hormônios que causam sensação de prazer e felicidade.

- Melhora a autoestima e a confiança, pois ajuda a manter o peso ideal, a tonificar os músculos e a melhorar a postura e a aparência.

- Estimula o funcionamento do cérebro, melhorando a memória, a concentração, a criatividade e o aprendizado.

- Favorece o convívio social, pois possibilita fazer novas amizades, compartilhar experiências e se divertir.

Para aproveitar todos esses benefícios, é importante praticar atividade física regularmente, pelo menos três vezes por semana, por no mínimo 30 minutos cada sessão. Também é essencial escolher uma atividade que seja adequada ao seu perfil, aos seus objetivos e às suas preferências. Há diversas opções de exercícios, como caminhada, corrida, bicicleta, natação, dança, musculação, pilates, ioga e muito mais. O importante é se movimentar e se sentir bem.

A atividade física é um hábito que pode mudar a sua vida para melhor. Experimente e comprove!

segunda-feira, 1 de maio de 2023

O que é a câimbra?

Imagem de shauking por Pixabay 

Você sabe o que é e como evitar esse desconforto muscular? Então continue lendo esse post e descubra!

A câimbra é uma contração rápida, involuntária e dolorosa de um músculo, que pode acontecer em qualquer parte do corpo, mas é mais comum nos pés, mãos, pernas e abdômen. Ela pode durar alguns segundos ou minutos e geralmente não é grave, mas pode ser muito incômoda.

 

Possíveis causas

Existem várias causas possíveis para a câimbra, mas as mais frequentes são:

- Excesso de exercício físico: quando o músculo fica muito cansado ou desidratado, ele pode se contrair involuntariamente. Por isso, é importante se hidratar bem antes, durante e depois da atividade física, além de fazer alongamentos antes e depois do treino.

- Falta de minerais: o cálcio e o potássio são essenciais para o funcionamento dos músculos, pois ajudam na contração e no relaxamento. Quando esses minerais estão em baixa no organismo, podem ocorrer câimbras. Isso pode acontecer por causa de uma alimentação deficiente, uso de diuréticos, vômitos, gravidez ou outras doenças. Por isso, é importante consumir alimentos ricos em cálcio (como leite e derivados) e potássio (como banana e abacate).

- Tétano: essa é uma causa rara, mas grave, de câimbra. O tétano é uma infecção causada por uma bactéria que entra no organismo por meio de ferimentos na pele. Essa bactéria produz uma toxina que afeta os nervos e provoca contrações musculares involuntárias em todo o corpo. Os sintomas incluem rigidez no pescoço, febre baixa e dificuldade para respirar. O tétano pode ser fatal se não for tratado rapidamente com antibióticos e vacina. Por isso, é importante manter a vacinação em dia e limpar bem os ferimentos.


Como tratar a câimbra?

Se você sentir uma câimbra, o primeiro passo é tentar relaxar o músculo afetado. Você pode fazer isso massageando a região, esticando o músculo ou aplicando calor ou frio. Se a câimbra for na panturrilha, por exemplo, você pode levantar-se e apoiar o pé no chão com a perna estendida. Se for no pé, você pode puxar os dedos para cima com a mão.

Depois de aliviar a dor, procure beber água ou um isotônico para repor os líquidos e os minerais perdidos. Se a câimbra for frequente ou persistente, procure um médico para investigar a causa e indicar o melhor tratamento.

 

Como prevenir a câimbra?

A melhor forma de prevenir a câimbra é manter uma boa hidratação e uma alimentação equilibrada, rica em cálcio e potássio. Além disso, é importante fazer exercícios físicos regularmente, mas sem exagerar na intensidade ou na duração. Antes e depois do treino, faça alongamentos para preparar e relaxar os músculos.

Outras dicas para evitar a câimbra são:

- Evitar ficar muito tempo na mesma posição ou usar roupas apertadas que dificultem a circulação sanguínea.

- Evitar o consumo excessivo de álcool, café ou refrigerantes que podem desidratar o organismo.

- Evitar o uso de medicamentos que podem causar câimbra sem orientação médica.

- Consultar um médico se você tiver alguma doença que possa afetar os músculos ou os nervos.

domingo, 30 de abril de 2023

O que é a hérnia de disco?

 

Imagem de Robystarm por Pixabay 

A hérnia de disco é um problema que afeta a coluna vertebral, mais precisamente os discos intervertebrais, que são estruturas que ficam entre as vértebras e servem para amortecer o impacto e permitir o movimento da coluna. Esses discos são formados por um anel fibroso e um núcleo pulposo, que é uma substância gelatinosa.

A hérnia de disco acontece quando há um desgaste ou uma ruptura do anel fibroso, fazendo com que o núcleo pulposo saia da sua posição normal e comprima as raízes nervosas que saem da medula espinhal.

Isso pode causar dor, formigamento, dormência ou fraqueza em um braço ou uma perna, dependendo da região da coluna afetada. A hérnia de disco é mais comum nas regiões cervical (pescoço) e lombar (parte baixa das costas), pois são as áreas que sofrem mais movimento e carga.

 

Diagnóstico

A hérnia de disco pode ter várias causas, mas as principais são o envelhecimento, a genética, o excesso de peso, o sedentarismo, os movimentos repetitivos ou bruscos e o levantamento de peso inadequado. A hérnia de disco pode ser prevenida com hábitos saudáveis, como praticar exercícios físicos regularmente, manter uma boa postura, evitar fumar e controlar o estresse.

O diagnóstico da hérnia de disco é feito pelo médico ortopedista, que avalia os sintomas e o exame físico do paciente. Também podem ser solicitados exames de imagem, como raio-X, tomografia ou ressonância magnética, para confirmar a localização e o tipo da hérnia. Existem diferentes tipos de hérnia de disco, que variam conforme o formato e a extensão do abaulamento do disco intervertebral.

 

Tratamento

O tratamento da hérnia de disco depende da gravidade dos sintomas e da localização da lesão. Em muitos casos, é possível tratar a hérnia de disco com medidas conservadoras, como o uso de medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos, a aplicação de calor ou frio na região afetada, o repouso relativo e a fisioterapia.

A fisioterapia é uma parte importante do tratamento da hérnia de disco, pois ajuda a reduzir a inflamação e a dor, a melhorar a mobilidade e a flexibilidade da coluna e a fortalecer os músculos que sustentam a estrutura vertebral. Além disso, a fisioterapia também orienta o paciente sobre como prevenir novas crises e como realizar as atividades diárias sem sobrecarregar a coluna.

A hérnia de disco é um problema comum que pode afetar a qualidade de vida das pessoas. Por isso, é importante buscar ajuda médica se você sentir dor nas costas ou nos membros que não melhora com repouso ou analgésicos. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico e iniciado o tratamento, maiores são as chances de recuperação e prevenção de complicações.


Quais são os melhores exercícios para hérnia de disco?

Os exercícios para hérnia de disco devem ser prescritos de acordo com as características e as necessidades de cada paciente. Não existe um tipo de exercício que seja ideal para todos os casos de hérnia de disco, pois cada pessoa tem um grau de lesão, uma capacidade funcional e uma tolerância à dor diferentes.

No entanto, alguns princípios gerais podem ser seguidos na hora de escolher os exercícios para hérnia de disco:

- Evitar exercícios que causem dor ou desconforto na coluna ou nos membros afetados pela compressão nervosa;

- Evitar exercícios que gerem impacto ou sobrecarga na coluna, como saltos, corridas ou levantamento de pesos;

- Preferir exercícios que promovam o alongamento e o relaxamento da musculatura da coluna e dos membros afetados pela compressão nervosa;

- Preferir exercícios que estimulem o fortalecimento dos músculos abdominais e paravertebrais, que são responsáveis pela estabilização da coluna;

- Preferir exercícios que melhorem a postura e a consciência corporal do paciente.

O que é a hipertensão arterial?

Imagem de Tumisu por Pixabay 
 

A hipertensão arterial é uma condição médica que se caracteriza por um aumento persistente da pressão que o sangue exerce sobre as paredes das artérias. A pressão arterial normal é de 120/80 mmHg (milímetros de mercúrio), mas quando ela ultrapassa os valores de 140/90 mmHg, considera-se que há hipertensão.

A hipertensão arterial é um fator de risco para diversas complicações cardiovasculares, como infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca e renal. Além disso, a hipertensão pode causar danos em outros órgãos, como os olhos e o cérebro.


Diagnóstico e sintomas

O diagnóstico da hipertensão arterial é feito com base na medição da pressão arterial em pelo menos duas ocasiões diferentes. Alguns médicos se utilizam também de outros exames como a monitorização da pressão por 24 horas e o teste ergométrico, pois, este analisa o comportamento da pressão antes, durante e depois do teste.

A hipertensão arterial é uma doença silenciosa, pois na maioria dos casos não provoca sintomas. Por isso, é importante medir a pressão arterial e consultar um médico regularmente.

Alguns sintomas que podem indicar hipertensão arterial são: dor de cabeça, tontura, falta de ar, palpitações, sangramento nasal e visão embaçada. No entanto, esses sintomas podem ter outras causas e não são exclusivos da hipertensão.


Tratamento

O tratamento da hipertensão arterial envolve mudanças no estilo de vida, como reduzir o consumo de sal, praticar atividade física, controlar o peso, evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool. Além disso, o médico pode prescrever medicamentos anti-hipertensivos, que devem ser tomados conforme a orientação médica.

A hipertensão arterial é uma doença crônica que requer acompanhamento médico e adesão ao tratamento. O objetivo é manter a pressão arterial dentro dos limites normais e prevenir as complicações da doença.


Benefícios da atividade física para os hipertensos

A hipertensão arterial é uma condição que afeta milhões de pessoas no mundo e que pode trazer sérias complicações para a saúde cardiovascular. Por isso, é importante adotar hábitos saudáveis que ajudem a controlar a pressão alta, como uma alimentação equilibrada, um sono adequado e a prática regular de exercícios físicos.

A atividade física é um dos pilares do tratamento da hipertensão arterial, pois ajuda a regular a pressão arterial e a prevenir outras doenças associadas, como o colesterol alto, o diabetes, a obesidade e o sedentarismo.

Além disso, o exercício físico melhora a função cardíaca, aumenta a capacidade aeróbica, fortalece os músculos, melhora o metabolismo, reduz o estresse e melhora a qualidade de vida dos hipertensos.


Exercício físico e hipertensão

Antes de iniciar um programa de exercícios físicos, é fundamental que o paciente com hipertensão consulte um médico para avaliar seu estado de saúde e receber as recomendações adequadas para sua condição.

Alguns cuidados que devem ser tomados ao se exercitar com hipertensão são:

- Medir a pressão arterial antes e depois do exercício

- Evitar exercícios muito intensos ou que exijam muita força

- Evitar exercícios que comprimam o abdômen ou o tórax

- Evitar exercícios em ambientes muito quentes ou frios

- Hidratar-se bem antes, durante e depois do exercício

- Respeitar seus limites e interromper o exercício se sentir dor no peito, falta de ar, tontura ou palpitações

- Usar roupas confortáveis e adequadas ao clima

Se você tem hipertensão arterial ou suspeita que possa ter, procure o seu médico e siga as orientações dele. A hipertensão arterial é uma doença silenciosa, mas pode ser controlada com medicamentos e mudanças no estilo de vida. Cuide da sua saúde e da sua pressão!

domingo, 23 de abril de 2023

O que é a labirintite?

 

Imagem de Sam Williams por Pixabay 

 

A labirintite é um termo popular que se refere a vários distúrbios que afetam o labirinto, uma estrutura do ouvido interno que participa da audição e do equilíbrio. A labirintite verdadeira, que é uma inflamação do labirinto causada por infecções graves, é uma doença rara e grave. 

Na maioria das vezes, as pessoas usam o termo labirintite para descrever sintomas como tontura, vertigem, náusea, zumbido e perda auditiva, que podem ter outras causas mais comuns e benignas.


Algumas das possíveis causas dos sintomas de labirintite são:

- Infecções virais ou bacterianas do ouvido ou de outras partes do corpo

- Alergias

- Medicamentos que afetam o ouvido interno

- Problemas na circulação sanguínea

- Estresse e ansiedade

- Alterações metabólicas, como diabetes, hipertensão e colesterol alto

- Envelhecimento

- Traumatismo craniano

- Doenças neurológicas, como AVC ou esclerose múltipla


Como diagnosticar?

O diagnóstico dos distúrbios do labirinto é feito por um médico otorrinolaringologista, que avalia os sintomas, o histórico clínico e os exames físicos e complementares do paciente. Alguns dos exames que podem ser solicitados são:

- Audiometria: mede a capacidade auditiva do paciente

- Eletronistagmografia: avalia os movimentos involuntários dos olhos provocados pela estimulação do labirinto

- Vídeo Head Impulse Test (vHIT): avalia a função dos canais semicirculares do labirinto

- Potencial evocado miogênico vestibular: avalia a função dos órgãos otolíticos do labirinto

- Ressonância magnética: permite visualizar as estruturas internas do ouvido e do cérebro

 

Tratamento


O tratamento dos distúrbios do labirinto depende da causa e da gravidade dos sintomas. Em geral, são usados medicamentos para aliviar a tontura, a náusea e o vômito, como anti-histamínicos, corticoides, sedativos e antieméticos. 

Também é importante evitar fatores que possam piorar os sintomas, como mudanças bruscas de posição, leitura, luzes fortes e ruídos intensos. Em alguns casos, pode ser indicada a reabilitação vestibular, que consiste em exercícios específicos para melhorar o equilíbrio e a coordenação.

A maioria dos distúrbios do labirinto tem cura ou melhora espontânea com o tempo. No entanto, é importante procurar um médico se os sintomas forem frequentes, intensos ou acompanhados de outros sinais de alerta, como perda súbita da audição, febre, dor de cabeça forte, convulsões ou alterações na fala ou na visão. Esses sintomas podem indicar condições mais graves que requerem tratamento urgente.


Exercícios e labirintite

A labirintite é uma condição que afeta o labirinto, uma estrutura do ouvido interno responsável pela audição e pelo equilíbrio. Quando o labirinto está inflamado ou alterado, podem surgir sintomas como tontura, vertigem, zumbido no ouvido, náuseas e perda de equilíbrio. As causas da labirintite podem ser diversas, como infecções, doenças metabólicas, estresse, consumo excessivo de álcool ou cafeína, entre outras.

O tratamento da labirintite depende da origem do problema e pode incluir medicamentos, mudanças na alimentação e exercícios de reabilitação vestibular. Esses exercícios são indicados por um otorrinolaringologista ou um fisioterapeuta e têm como objetivo estimular o labirinto e melhorar a sua função. Eles podem ser feitos em casa ou em uma clínica especializada.

Além dos exercícios de reabilitação vestibular, outras atividades físicas podem ser benéficas para quem tem labirintite, como caminhada, pilates ou musculação. Essas atividades ajudam a controlar as doenças metabólicas que podem afetar o labirinto, além de melhorar a coordenação motora e a postura. No entanto, é importante começar devagar e evitar movimentos bruscos ou que exijam muito equilíbrio. Também é aconselhável ter um profissional por perto que saiba da condição e possa orientar o exercício.

A labirintite não é uma doença que impede a prática de exercícios físicos. Pelo contrário, eles podem ser aliados no tratamento e na prevenção das crises. O importante é seguir as recomendações médicas e respeitar o ritmo do próprio corpo.

segunda-feira, 17 de abril de 2023

O que é a tendinite?

O que é tendinite?

Imagem de Tumisu por Pixabay 

A tendinite é uma condição que afeta os tendões, que são estruturas fibrosas que conectam os músculos aos ossos e permitem os movimentos do corpo. Quando os tendões sofrem uma inflamação ou lesão, ocorre a tendinite, que causa dor, inchaço e limitação funcional na região afetada.

A tendinite pode ocorrer em qualquer parte do corpo, mas é mais comum nos ombros, cotovelos, punhos, joelhos e tornozelos. Essas são áreas que estão sujeitas a movimentos repetitivos, sobrecarga ou trauma, que são as principais causas da tendinite.

Neste artigo, vamos explicar o que é a tendinite, quais são os seus tipos mais frequentes, como identificar os sintomas, como tratar e como prevenir essa condição que pode comprometer a qualidade de vida das pessoas.

 

Tipos de tendinite

Existem vários tipos de tendinite, dependendo do local e do tendão afetado. Alguns dos mais comuns são:

- Tendinite do manguito rotador: é a inflamação dos tendões que envolvem o ombro e permitem a sua mobilidade. É mais frequente em pessoas que praticam esportes que exigem movimentos de arremesso ou elevação dos braços, como tênis, natação, vôlei e basquete. Também pode ocorrer em pessoas que trabalham com atividades que demandam esforço ou postura inadequada dos ombros, como digitadores, pintores e faxineiros.

- Tendinite do bíceps: é a inflamação do tendão do músculo bíceps braquial, que se localiza na parte anterior do braço e se insere no ombro e no cotovelo. É mais comum em pessoas que realizam movimentos de flexão e extensão do cotovelo com carga ou resistência, como na musculação ou na ginástica.

- Tendinite de Quervain: é a inflamação dos tendões que passam pelo lado do punho e se estendem até o polegar. É mais frequente em pessoas que realizam movimentos repetitivos de pinça ou torção do punho, como digitadores, costureiras e músicos. Também pode estar relacionada à gravidez ou ao uso excessivo de celulares.

- Tendinite patelar: é a inflamação do tendão da patela, que se localiza na parte anterior do joelho e se conecta ao músculo quadríceps femoral e à tíbia. É mais comum em pessoas que praticam esportes que envolvem saltos ou corridas, como futebol, basquete e atletismo. Também pode estar associada à sobrepeso ou ao desalinhamento da patela.

- Tendinite de Aquiles: é a inflamação do tendão de Aquiles, que se localiza na parte posterior da perna e se conecta aos músculos da panturrilha e ao calcâneo. É mais frequente em pessoas que praticam esportes que exigem impulsão ou mudanças bruscas de direção, como futebol, tênis e corrida. Também pode estar relacionada ao uso de calçados inadequados ou ao encurtamento da musculatura posterior da perna.

 

Sintomas de tendinite

Os sintomas da tendinite variam de acordo com o tipo e a intensidade da inflamação ou lesão do tendão. Em geral, os sintomas mais comuns são:

- Dor na região do tendão afetado, que pode ser aguda ou crônica, constante ou intermitente, localizada ou irradiada

- Inchaço ou edema na região do tendão afetado

- Vermelhidão ou calor na região do tendão afetado

- Dificuldade ou limitação para realizar os movimentos do tendão afetado

- Sensibilidade ou rigidez na região do tendão afetado

- Estalos ou crepitações na região do tendão afetado

 

Exercícios para prevenção da tendinite

A seguir, vamos apresentar alguns exercícios recomendados para prevenir a tendinite em diferentes partes do corpo. Esses exercícios podem ser feitos em casa ou no trabalho e ajudam a fortalecer e flexibilizar os tendões e os músculos. Lembre-se de fazer os exercícios com cuidado e respeitar os seus limites. Se sentir dor ou desconforto durante os exercícios, pare imediatamente e consulte um médico.

 

1. Alongamento dos braços

 

Esse exercício é indicado para prevenir a tendinite nas mãos, punhos e cotovelos, especialmente para quem trabalha muito tempo no computador. Ele ajuda a alongar os tendões e os músculos dos braços e a melhorar a circulação sanguínea.

Como fazer: em pé ou sentado, estenda um braço para frente, paralelo ao chão, com o cotovelo esticado. Com a outra mão, puxe os dedos da mão estendida para baixo, pressionando a parte de trás da mão. Mantenha essa posição por 15 a 30 segundos. Em seguida, puxe os dedos da mão estendida para cima, pressionando a palma da mão. Mantenha essa posição por 15 a 30 segundos. Repita o mesmo com o outro braço. Faça três séries para cada braço e repita duas a três vezes por dia.

 

2. Alongamento das pernas

 

Esse exercício é indicado para prevenir a tendinite nos joelhos e nos pés, especialmente para quem pratica atividades físicas que exigem muito dessas articulações. Ele ajuda a alongar os tendões e os músculos das pernas e a melhorar a flexibilidade dos quadris.

Como fazer: sente-se no chão com as pernas esticadas à sua frente. Dobre uma das pernas e coloque o pé sobre a coxa da outra perna. Com a coluna reta e os ombros alinhados, incline o corpo para frente e tente alcançar o pé da perna esticada com as mãos. Mantenha essa posição por 20 a 30 segundos. Repita o mesmo com a outra perna. Faça três séries para cada perna e repita duas a três vezes por dia.

 

3. Alongamento dos ombros

 

Esse exercício é indicado para prevenir a tendinite nos ombros e no pescoço, especialmente para quem tem tensão muscular nessa região. Ele ajuda a alongar os tendões e os músculos dos ombros e do pescoço e a melhorar a postura.

Como fazer: em pé ou sentado, cruze um braço sobre o peito e segure-o com o outro braço pelo cotovelo. Puxe o braço cruzado em direção ao peito até sentir um alongamento no ombro. Mantenha essa posição por 15 a 30 segundos. Repita o mesmo com o outro braço. Faça três séries para cada braço e repita duas a três vezes por dia. Para alongar o pescoço, incline a cabeça para um lado e segure

segunda-feira, 10 de abril de 2023

O que é a fibromialgia?

 O que é fibromialgia? Qual o tratamento?

 

Imagem de AndiP por Pixabay 

A fibromialgia é uma síndrome que causa dores crônicas em todo o corpo, principalmente nos músculos, articulações e tendões. Além da dor, a fibromialgia também pode provocar fadiga, distúrbios do sono, problemas de memória e concentração, ansiedade e depressão. A fibromialgia afeta mais as mulheres do que os homens e costuma surgir entre os 30 e 50 anos de idade.

 

A causa da fibromialgia ainda não é conhecida, mas acredita-se que esteja relacionada a uma alteração no sistema nervoso central, que aumenta a sensibilidade à dor. Alguns fatores que podem contribuir para o desenvolvimento da síndrome são: genética, infecções virais, doenças autoimunes, trauma físico ou emocional e estresse.

 

O diagnóstico da fibromialgia é feito por um médico reumatologista, que avalia os sintomas e descarta outras doenças que possam causar dor generalizada. Não há um exame específico para detectar a fibromialgia, mas alguns exames de sangue e de imagem podem ser solicitados para auxiliar o diagnóstico.


Qual o tratamento para fibromialgia

O tratamento da fibromialgia visa aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Não há cura para a síndrome, mas é possível controlar a dor e os outros desconfortos com o uso de medicamentos prescritos pelo médico, como analgésicos, anti-inflamatórios, antidepressivos e relaxantes musculares. Além disso, é importante fazer atividade física regularmente, como caminhada, natação ou hidroginástica, para fortalecer os músculos e liberar endorfinas, que são substâncias que reduzem a dor e melhoram o humor.

 

Outras formas de tratamento para a fibromialgia são as terapias alternativas, como acupuntura, massagem, yoga, meditação e aromaterapia. Essas técnicas podem ajudar a relaxar o corpo e a mente, diminuindo o estresse e a ansiedade. Também é recomendado ter uma alimentação equilibrada e evitar alimentos que possam piorar os sintomas, como cafeína, álcool, açúcar e gordura.

 

A fibromialgia é uma doença que pode afetar muito a vida das pessoas que sofrem com ela. Por isso, é fundamental buscar ajuda médica e seguir as orientações do tratamento. Além disso, é importante contar com o apoio da família e dos amigos e participar de grupos de apoio com outras pessoas que têm a mesma condição. Assim, é possível conviver melhor com a fibromialgia e ter mais bem-estar.

 

Exercícios recomendados para fibromialgia

Um dos pilares do tratamento da fibromialgia é a prática regular de exercícios físicos. Os exercícios podem ajudar a aliviar os sintomas da doença, como a dor, a fadiga e os problemas de sono. Além disso, os exercícios podem melhorar a qualidade de vida, a autoestima, o humor e a saúde em geral das pessoas com fibromialgia.

 

Não existe um tipo de "exercício ideal" para todas as pessoas com fibromialgia. Cada caso deve ser avaliado individualmente, levando em conta as características, as preferências e as limitações de cada pessoa. Veja alguns exemplos:

 

- Exercícios aeróbicos: são aqueles que aumentam a frequência cardíaca e respiratória, como caminhada, corrida, ciclismo, natação ou hidroginástica. Esses exercícios melhoram o condicionamento físico, a circulação sanguínea, a oxigenação muscular e a liberação de endorfinas, que são substâncias que promovem o bem-estar e reduzem a dor. Os exercícios aeróbicos devem ser feitos pelo menos três vezes por semana, por 20 a 30 minutos cada sessão.

 

- Exercícios de força: são aqueles que trabalham os músculos contra uma resistência externa, como pesos livres, máquinas ou elásticos. Esses exercícios aumentam a massa muscular, a força e a resistência dos músculos envolvidos na dor da fibromialgia. Os exercícios de força devem ser feitos duas ou três vezes por semana, alternando os grupos musculares.

 

- Exercícios de flexibilidade: são aqueles que alongam os músculos e as articulações, como yoga, pilates ou alongamento. Esses exercícios melhoram a amplitude de movimento das articulações afetadas pela fibromialgia, além de relaxar os músculos tensos e doloridos. Os exercícios de flexibilidade devem ser feitos diariamente ou pelo menos antes e depois dos outros tipos de exercícios.

 

Como começar a se exercitar sem piorar a dor?

Muitas pessoas com fibromialgia têm receio de se exercitar por medo de piorar a dor ou causar lesões, neste caso, sugerimos que siga as orientações do seu personal trainer. No entanto, esse medo pode ser superado com algumas dicas simples:

 

- Comece devagar: não tente fazer mais do que você pode ou do que está acostumado. Comece com exercícios leves e curtos e vá aumentando gradualmente a intensidade e a duração conforme sua tolerância e seu progresso.

 

- Respeite seus limites: escute seu corpo e pare ou diminua o ritmo se sentir dor excessiva ou desconforto durante ou após o exercício. Não force além do seu limite nem se compare com outras pessoas.

domingo, 13 de outubro de 2019

O que é o treinamento de resistência?


Não é deste tipo de resistência que estamos falando!

O que é o treinamento de resistência?


Retomando o assunto capacidades físicas (pesquise aptidão física na caixa de pesquisa), hoje falaremos sobre a Resistência.

De maneira geral, podemos definir resistência como  a qualidade física que permite o corpo realizar um esforço por um certo tempo, vencendo a fadiga, incluindo aspectos psicológicos. Podemos dividir a resistência, basicamente, em dois tipos: Resistência cardiorrespiratória e Resistência muscular.

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Fonte: Pixabay

A resistência cardiorrespiratória (muitas vezes chamada de "aeróbia"), pode ser conceituada como a capacidade o organismo fornecer nutrientes e oxigênio, durante o trabalho muscular prolongado e remover resíduos metabólicos produzidos durante o exercício físico. Seu principal indicador é o consumo máximo de oxigênio (VO2 máx).

Podemos encontrar a resistência cardiorrespiratória dividida em resistência aeróbia e anaeróbia, da mesma maneira que dividimos os sistemas energéticos,  portanto, seu treinamento será de acordo com as necessidades energéticas.

Como assim? Por exemplo, as necessidades energéticas de um corredor de 100m são diferentes das necessidades energéticas de um ciclista. A duração (tempo) e a intensidade do exercício são diferentes.

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Fonte: Pixabay

A resistência de força ou resistência muscular localizada (RML), pode ser definida como a capacidade de um músculo ou grupo muscular de manter a "força", durante repetidas contrações musculares, mantendo o padrão de movimento. 

Outro exemplo, a demanda de força de um remador é diferente da demanda um ginasta.

Por fim, a resistência é uma qualidade física importante e precisa ser treinada de acordo com as necessidades do atleta ou aluno. O bom resultado nos esportes depende do desenvolvimento correto desta capacidade física. Procure um bom profissional para lhe ajudar a alcançar seus objetivos. Bons treinos! 


Referências

DANTAS, Estélio H. M. A prática da preparação física. 6. ed. São Paulo: Roca, 2014.

GOMES, Antonio Carlos. Treinamento desportivo: Estruturação e periodização. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2009. 

GUEDES, Dartagnan Pinto. Manual prático para avaliação em educação física. São Paulo: Manole, 2006.

PLATONOV, Vladimir Nikolaevich. Tratado geral de treinamento desportivo. São Paulo: Phorte, 2008.

sábado, 1 de junho de 2019

Quero emagrecer (ou ganhar peso). Como contar calorias?

Como contar calorias? Para quem quer emagrecer ou ganhar peso. 



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Fonte: Pixabay

Então você decidiu que chegou a hora de levar a dieta a sério?

Parabéns! Se você chegou até aqui já deve saber que passou da hora de mudar seu estilo de vida. Antes de iniciar, vamos deixar umas coisas bem claras! 

1- Consulte um profissional de nutrição. 
O nutricionista é o profissional que entende de alimentação. Ponto final.
Este post não é nem a ponta do iceberg. Só um bom nutricionista pode cuidar da sua alimentação.

2- Temos vários métodos para contar calorias. Este é apenas 1 deles. Amanhã pode ser publicada uma pesquisa e todas as outras técnicas anteriores vão para o lixo. É a vida. ¯\_(ツ)_/¯

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Fonte: Pixabay
 

COMEÇANDO! 


1-Para contar as calorias, você precisa saber qual a sua necessidade energética. 
Para isso calcule sua TMB (Taxa metabólica basal). Atualmente existem vários sites e apps que fazem isto. Escolha um e seja feliz. 


2-Faça uma Avaliação Física. 
É interessante saber seu percentual de gordura (Vulgo "BF"). Você vai precisar saber seu BF e também serve para medir seu progresso futuramente... 


3- Ajuste as calorias de acordo com o seu nível de atividade.

A TMB basicamente é a quantidade de energia que você precisa para se manter vivo. Mas, ela precisa ser ajustada, afinal, qualquer atividade física gasta calorias. 

A tabela abaixo é uma sugestão de fator de atividade (Fonte: Internet). 

Fator de atividade
Indivíduo Exercício FísicoFator
Sedentário-TMB x 1,2
Levemente ativo2/3 x semanaTMB x 1,375
Moderado ativo4/5 x semanaTMB x 1,55
Muito ativo6/7 x semanaTMB x 1,725
Ativo ao extremoAtleta/Trabalho pesadoTMB x 1,9

Lembrando que os apps já fazem todos estes cálculos. E um profissional de nutrição é muito melhor que qualquer coisa que você leu até aqui. ;-)

Temos um exemplo? Temos! Veja: 

Homem, 33 anos, peso 105Kg, 1,90m de altura e Percentual de gordura: 26%.

-Cálculo do TMB: 2230Kcal.
-Fator de atividade: Sedentário (TMB x 1,2) = 2676Kcal. 

Este rapaz precisa consumir 2676Kcal por dia! É um resultado aproximado, como já disse, existem técnicas diferentes, escolha uma e seja feliz.
 
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Fonte: Pixabay

4- Defina Metas

Agora começa o balanço energético.
  
  • Se você quer manter seu peso, precisa de uma dieta normocalórica, ou seja, vai ingerir a quantidade exata de calorias necessárias por dia.
  • Se você quer perder gordura (Vulgo "Emagrecer"), precisa de uma dieta hipocalórica, ou seja, precisa ingerir menos calorias do que a sua necessidade diária (Balanço energético negativo).
  • Se você que ganhar massa muscular (Vulgo "Ganhar peso"), precisa de uma dieta hipercalórica, ou seja, precisa de mais calorias do que a sua necessidade diária (Balanço energético positivo).


A partir daqui a coisa fica séria. Por isso lhe recomendo fortemente um profissional de nutrição. Pois, é mais fácil você controlar a entrada de alimento do que o gasto calórico!

A partir daqui você vai precisar de algum tipo de recordatório alimentar, que nada mais é do que controlar a sua ingestão alimentar. Novamente podemos usar apps, papel, planilhas, etc.

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Fonte: Pixabay

5 - Fazendo o Cutting e/ou Bulking

- O Cutting é a fase onde nos esforçamos para perder gordura (Déficit calórico).

A tal "Definição muscular" significa ter um percentual de gordura baixo. 
Sugere-se reduzir algo entre 300-500 calorias da necessidade diária.

Voltando ao exemplo: 2676Kcal - 500Kcal = 2176Kcal/Dia.

Observe que reduzir 500kcal não vai te matar. Menos 500 calorias você vai perder gordura de um jeito saudável e sem morrer de fome.

- O Bulking é a fase focada em ganhar massa muscular (Superávit calórico). Existe o bulk sujo, bulk limpo, mas, nutrição não é minha especialidade... 

Durante o bulking ganhar músculos e gordura é natural. Aumentar em torno de 400-500 calorias de sua necessidade diária já é suficiente.

Olha o exemplo: 2676Kcal + 500Kcal = 3176Kcal/Dia.

Mesma observação, 500Kcal a mais por dia não significa que você vai virar o Pac-Man!  

Vale lembrar que existe um limite para ganho de músculos! Isto depende da sua experiência de treino, genética, etc. Ou seja, em algum momento você vai perceber que quanto mais experiência, mais difícil de obter ganhos significativos.

Um dia na semana você pode sair da dieta. É o famoso "Dia do lixo". Alguns autores acreditam que é necessário um dia de "bagunça" para evitar que nosso corpo se acostume com essa rotina. Claro, que sem exageros...

Outro detalhe é que ajustes serão necessários. Nosso corpo não é um reloginho que funciona perfeitamente. Os ajustes poderão chegar até 15%. O peso não diminui? Diminua mais algumas calorias. O peso não sobe? Aumente as calorias.

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Fonte: Pixabay

6- Contando Macros (Proteínas, Gorduras e Carboidratos).

Você fez sua avaliação física? Então. Agora você precisa saber a sua quantidade de massa magra para poder realizar os cálculos. 

Vamos determinar a quantidade de macronutrientes para montar sua dieta. Siga a tabela abaixo como sugestão: 

MacronutrienteCuttingBulking
Proteínas (4Kcal/g)2,3 - 3,1 g/Kg1,6 - 2,2 g/Kg
Gorduras (9Kcal/g)0,9 - 1,3 g/Kg20 - 30% Kcal
Carboidratos (4Kcal/g)O restanteO restante

O Rapaz do nosso exemplo tem a Massa magra de: 77Kg (Peso: 105Kg - 26% de BF), os cálculos ficariam assim:

Macro/FaseCuttingBulking
Proteínas (4Kcal/g)238,7g / 954,8Kcal169,4g / 677,6Kcal
Gorduras (9Kcal/g)69,3g / 623,7Kcal30% / 952,8Kcal
Carboidratos (4Kcal/g)149,3g / 597,5Kcal386,4g / 1545,6Kcal
Ingestão diária2176Kcal3176Kcal

 * Já fiz os cálculos e arredondamentos... :/

Viu? É fácil. Só fazer as contas. Mas, repito, consulte um nutricionista.
O consumo de água, vitaminas, minerais e demais nutrientes é muito mais complexo do que estes cálculos apresentados. Sua saúde não tem preço!  

Conclusões


Existem várias técnicas para contar as calorias e macronutrientes. Atualmente temos muitos apps e softwares que podem fazer os cálculos com precisão. Mas, nada substitui uma consulta com um bom nutricionista. 

Mudar seu estilo de vida e sua alimentação não precisa ser uma tortura. Reduzir 500 calorias por dia não é algo impossível de se fazer. Com pequenas mudanças você pode ser uma pessoa mais feliz e mais saudável.

Referências

CAMPBELL, Bill I; Spano, MARIE A. Guia Da NSCA para nutrição o exercício e no esporte. 1. ed. São Paulo: Phorte, 2015.

GUEDES, Dartagnan Pinto. Manual prático para avaliação em educação física. São Paulo: Manole, 2006.

POWERS, Scott K. HOWLEY, Edward T. Fisiologia do Exercício: Teoria e Aplicação ao Condicionamento e ao Desempenho. 9. ed. São Paulo: Manole, 2017.

PRESTES, Jonato et al. Prescrição e periodização do treinamento de força em academias. 2. ed. São Paulo: Manole, 2016.

STOPPANI, Jim. Enciclopédia da musculação e força de Stoppani: 381 exercícios e 116 programas de treinamento de força vencedores. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017.

WILLIANS, Len; GROVES, Derek; THURGOOD, Glen. Treinamento de força. São Paulo: Manole, 2010.