Mostrando postagens com marcador energia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador energia. Mostrar todas as postagens

domingo, 13 de outubro de 2019

O que é o treinamento de resistência?


Não é deste tipo de resistência que estamos falando!

O que é o treinamento de resistência?


Retomando o assunto capacidades físicas (pesquise aptidão física na caixa de pesquisa), hoje falaremos sobre a Resistência.

De maneira geral, podemos definir resistência como  a qualidade física que permite o corpo realizar um esforço por um certo tempo, vencendo a fadiga, incluindo aspectos psicológicos. Podemos dividir a resistência, basicamente, em dois tipos: Resistência cardiorrespiratória e Resistência muscular.

Esteira_pixabay
Fonte: Pixabay

A resistência cardiorrespiratória (muitas vezes chamada de "aeróbia"), pode ser conceituada como a capacidade o organismo fornecer nutrientes e oxigênio, durante o trabalho muscular prolongado e remover resíduos metabólicos produzidos durante o exercício físico. Seu principal indicador é o consumo máximo de oxigênio (VO2 máx).

Podemos encontrar a resistência cardiorrespiratória dividida em resistência aeróbia e anaeróbia, da mesma maneira que dividimos os sistemas energéticos,  portanto, seu treinamento será de acordo com as necessidades energéticas.

Como assim? Por exemplo, as necessidades energéticas de um corredor de 100m são diferentes das necessidades energéticas de um ciclista. A duração (tempo) e a intensidade do exercício são diferentes.

Forca_Pixabay
Fonte: Pixabay

A resistência de força ou resistência muscular localizada (RML), pode ser definida como a capacidade de um músculo ou grupo muscular de manter a "força", durante repetidas contrações musculares, mantendo o padrão de movimento. 

Outro exemplo, a demanda de força de um remador é diferente da demanda um ginasta.

Por fim, a resistência é uma qualidade física importante e precisa ser treinada de acordo com as necessidades do atleta ou aluno. O bom resultado nos esportes depende do desenvolvimento correto desta capacidade física. Procure um bom profissional para lhe ajudar a alcançar seus objetivos. Bons treinos! 


Referências

DANTAS, Estélio H. M. A prática da preparação física. 6. ed. São Paulo: Roca, 2014.

GOMES, Antonio Carlos. Treinamento desportivo: Estruturação e periodização. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2009. 

GUEDES, Dartagnan Pinto. Manual prático para avaliação em educação física. São Paulo: Manole, 2006.

PLATONOV, Vladimir Nikolaevich. Tratado geral de treinamento desportivo. São Paulo: Phorte, 2008.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Dormir é muito importante!


sono_pixabay

Você precisa dormir bem!


Recentemente atendi um grupo de adolescentes percebi algo em comum. Todos reclamavam de sono. Questionei um pouco e descobri que todos eles dormiam mal e pouco. Este post é resultado daquela “varredura” na internet, assim, você não vai encontrar referências científicas ao final. ¯\_(ツ)_/¯

Na natureza é normal os animais se recolherem quando o pôr do sol chega. Nossos antepassados eram praticamente obrigados a dormir até o novo dia

Sem sombra de dúvidas a iluminação artificial foi uma invenção espetacular, porém, como consequência, passamos mais tempo acordados do que o necessário. Vivemos uma “epidemia de sono insuficiente”. Sempre temos que assistir mais um episódio, nos ocupar por mais horas e a cada noite dormimos menos

Não é difícil encontrar na internet técnicas de como dormir 20 minutos por dia, produzir mais (ao invés de dormir), etc, etc. A luta contra o despertador se tornou “normal” e não é difícil ver gente por aí dormindo de “qualquer jeito” na hora do almoço. Em 2016, cerca de 40% dos brasileiros sofriam com a Insônia.



sono_pixa


Dormir pouco ou dormir mal aumenta o risco de doenças cardiovasculares e metabólicas. Alguns dos distúrbios do sono mais comuns são: Insônia, a apneia e a síndrome das pernas inquietas. É comum também sentir aquele “sono atrasado” que você sempre deixa para recuperar no fim de semana. 

Distúrbios mais comuns do sono:

Insônia: A insônia é a dificuldade de começar e manter o sono. Tem causas variadas, incluindo, estresse, ansiedade, depressão, fatores genéticos, etc. Qualquer coisa que não lhe permita relaxar e dormir pode ser considerada uma causa. Privação de sono pode até matar! Já vimos em filmes e séries o uso da privação de sono como forma de tortura para prisioneiros. 

Apneia obstrutiva do sono: Ocorre a obstrução da passagem de ar durante o sono, ou seja, é a parada da respiração. Essas “paradas” podem ocorrer diversas vezes, incluindo, ronco alto e sufocamento. O ronco é apontado como um distúrbio do sono, pois, ocorre uma dificuldade do sistema respiratório (e aumento de esforço para respirar). A apneia em longo prazo contribui para o aparecimento de outras doenças como arritmia cardíaca, pressão alta, aumento da circunferência abdominal, maior predisposição para infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (derrame) e a síndrome metabólica.
 
Síndrome das pernas inquietas: Consiste em uma vontade incontrolável de mover as pernas, principalmente durante o sono.

Em resumo, a falta de sono causa mudanças de humor, alterações na  memória, concentração a no aprendizado, irritação e em alguns casos, impotência sexual e cefaleia (dor de cabeça).



bb_pixabay

Por que precisamos dormir?

O sono tem por função melhorar aspectos físico, mental e emocional do ser humano. Durante o sono vários hormônios e funções do corpo são reguladas, limpas e “organizadas”É durante o sono que os sistemas de recuperação e crescimento funcionam (Atenção para quem está nesta fase). Também ocorre o fortalecimento do sistema imunológico e o bom funcionamento do cérebro

Para quem treina (ou é atleta), o sono faz parte de uma etapa muito importante, a etapa de recuperação onde fenômeno da supercompensação acontece e posteriormente promovendo melhoras no organismo.

A recomendação varia um pouco, mas, o ideal seria dormir entre 7 e 9 horas por dia. Também é recomendado estar em sono profundo das 23 a 1hr (Ou seja, no máximo as 21:30 já devemos estar na cama).

O ato de dormir é um ritual. Ao concluir suas obrigações você precisa por na cabeça que é hora de descansar. Você deve preparar o local calmo antes do sono, usar uma luz baixa, desligar a televisão, o celular e a internet. Não comer muito e nem praticar atividades vigorosas antes de deitar-se. 


liv_pixabay

Atualmente existem programas para computador e apps para smartphone que reduzem a luz azul das telas (são estimulantes) e programas para bloquear mensagens e notificações.

Se sentiu cansado? Começou a bocejar? Vá dormir. Se seu sono estiver “regulado” você não vai precisar de despertador para acordar. O horário para dormir precisa ser uma rotina, todos os dias você vai para a cama no mesmo horário e depois de um tempo vai começar a acordar sozinho. Qualquer dúvida ou dificuldade para dormir, consulte sempre seu médico.

Bons sonhos!

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

O que é resistência aeróbia e os sistemas energéticos

 
gas_pixabay
Sem energia não dá!

Anteriormente já falamos que o corpo humano precisa de energia para se movimentar. Comparado ao motor de um automóvel ele precisa estar com a manutenção em dia e um bom combustível para rodar sem problemas. 

O principal combustível dos músculos é uma substância chamada ATP (Trifosfato de adenosina). Para conseguir produzir o ATP nosso organismo se utiliza do Sistema de Mobilização de Energia (ou Sistema Energético) para produzir ATP de forma anaeróbia (Sem oxigênio) e aeróbia (Com oxigênio).

gas_pixaa
São várias capacidades atuando juntas

 Os sistemas energéticos funcionam juntos, mas, cada um vai trabalhar mais dependendo da intensidade e duração da atividade física (Ou capacidade motora). Por exemplo: 

  • Sistema ATP-CP ou Anaeróbio alático. Duração: Entre 8 - 10 segundos. Mais requisitado para esforços máximos (100% VO2 máximo), como força, potência e velocidade.
  • Sistema Anaeróbio lático ou Glicólise. Duração: Entre 1 - 3 minutos. Maior relação com exercícios intensos (85 - 100% do VO2 máximo), muito próximo da resistência muscular localizada.
  • Sistema Aeróbio ou Oxidativo. Duração: Vários minutos. Esforço moderado com intensidade abaixo de 85% do VO2 máximo. A tal da Resistência Aeróbia

atp_pixabay
Respire fundo!

O sucesso em modalidades como corrida, natação e ciclismo depende de uma grande capacidade aeróbia. Uma maneira de saber a capacidade aeróbia é por meio dos testes de VO2máx, que está relacionado com o Sistema Energético Aeróbio.

Podemos medir a capacidade aeróbia máxima pelo consumo direto de oxigênio (teste de laboratório), por exemplo, o Teste ergométrico na esteira que seu médico pode lhe pedir de vez em quando ou pelo Teste de campo (Também chamados de submáximos), a citar, o teste de Corrida de 12 minutos, fácil de encontrar nos Testes de Aptidão Física para concurso (TAF).

ar_pixabay
Respire aliviado!

O bom resultado destes testes significa que seu sistema cardiovascular e respiratório estão funcionando bem. A medida que você vai treinando corretamente, seu corpo começa a funcionar melhor e sua capacidade aeróbia, corrida, treinamento, vão melhorando também.

Ao final, o treinamento dos sistemas energéticos vai ajudá-lo a atingir seus objetivos. Não apenas para correr uma maratona ou praticar uma modalidade que exige muita força, mas, para melhorar as demais capacidades físicas. Consulte regularmente seu médico, principalmente antes de começar uma atividade física e procure um profissional de educação física para atingir seus objetivos.

Referências

GUEDES, Dartagnan Pinto. Manual Prático para Avaliação em Educação Física. São Paulo: Manole, 2006.

HOFFMAN, Jay. R. Guia de condicionamento físico: Diretrizes para elaboração de programas. São Paulo: Manole, 2015.

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Aptidão física e Capacidades motoras – Uma introdução

frog_pixa
Fonte: Pixabay


Os seres humanos são capazes de realizar vários movimentos. Estes movimentos envolvem força, flexibilidade, velocidade, etc. Estas qualidades são chamadas de capacidades motoras, biomotoras ou valências físicas.

Os variados esportes demandam uma maior predominância de algumas capacidades. Algumas modalidades precisam de força, outras de velocidade, outras de resistência e algumas modalidades exigem um alto grau de coordenação. 

A nossa capacidade de executar um movimento é considerada a “causa” e o movimento é apenas o efeito, ou seja, a consequência. A partir daí, entende-se que podemos aperfeiçoar a “causa”, ou seja, os componentes fisiológicos que influenciam a causa (Gerando um bom efeito). De maneira geral, isto seria o “treinamento”. 


dance_pixa
Fonte: Pixabay


Os movimentos que vemos sendo realizados pelos grandes atletas, envolvem a combinação de capacidades físicas condicionantes e coordenativas. Essa combinação de capacidades é o que chamamos comumente de técnica ou habilidade.

Capacidades motoras condicionantes (Resistência, força, velocidade¹ e flexibilidade²)

São o conjunto de capacidades motoras que tem aspectos fisiológicos em nosso organismo. São as capacidades que necessitam de energia, que “movimentam” o metabolismo energético. 

Capacidades motoras coordenativas (Equilíbrio, ritmo e coordenação motora)


São as capacidades que precisam de controle motor. Elas envolvem a organização do corpo para realizar os movimentos por meio dos mecanismos de controle corporal como tato, visão, audição, etc. Basicamente, são as capacidades controladas pelo cérebro. Elas organizam e regulam os movimentos, aprendendo, organizando e executando os gestos técnicos.

¹,² Velocidade e flexibilidade podem ser consideradas capacidades intermediárias, pois, não dependem só da parte condicionante ou da parte coordenativa, mas, da combinação entre as demais capacidades.

chute_pixabay
Fonte: Pixabay


As capacidades biomotoras podem ser divididas em componentes para a Saúde e para o Desempenho Atlético.

Componentes da aptidão física relacionada à Saúde (Resistência Cardiorrespiratória,  Força/Resistência muscular e Flexibilidade)

Estas capacidades tem a característica de prevenção ao surgimento de disfunções degenerativas causadas pelo sedentarismo, ou seja, doenças como diabetes ou obesidade. Podemos dizer que a aptidão física relacionada a saúde depende da prática de atividade física regular, independente do idade ou características do sujeito.

Componentes da aptidão física relacionada ao Desempenho Atlético (Velocidade, potência, agilidade, coordenação e equilíbrio)

Neste caso, além dos componentes voltados para a saúde, adicionamos as capacidades necessárias aos esportes. Para o desempenho atlético a herança genética e o ambiente influenciam muito. Por exemplo, um jogador de basquete precisa ser alto, rápido e forte, enquanto, um ginasta também precisa ser rápido, forte e flexível, porém, mais baixo.


Corrida_pixabay
Fonte: Pixabay


E como avaliamos as capacidades motoras? 
Por meio de testes motores! 
 

Uma das maneiras de identificar o desempenho motor (como os componentes da aptidão física estão quantitativamente) são aplicados testes motores. Por exemplo, o famoso TAF – Teste de Aptidão Física, muito utilizado em concursos públicos.

Os testes motores são situações em que a pessoa avaliada será submetido a uma (ou algumas) situações onde aquela capacidade motora será testada. A partir do resultado podemos dizer o sujeito está apto ou não para aquela função, se ela possui o mínimo daquele pré requisito.

A partir dos resultados dos testes motores (e demais avaliações físicas), são elaborados os Programas de Condicionamento Global, com o intuito de melhorar todas as capacidades motoras

Alguns autores consideram que as capacidades não se desenvolvem separadamente, portanto, os programas de treinamento devem aprimorar todas as capacidades do sujeito, independe se este sujeito busca apenas saúde ou o desempenho atlético.

Ao final, podemos concluir que as capacidades motoras são complexas e estão relacionadas entre si. Dependendo do objetivo do cliente/atleta, devemos nos preocupar em atingir os objetivos dos nossos alunos com um programa de exercícios adequado para o bom desenvolvimento de suas capacidades motoras.
 

Referências:

BOMPA, Tudor O. Periodização: Teoria e metodologia do treinamento. São Paulo: Phorte Editora, 2002.

FLECK Steven J. KRAEMER William J. Fundamentos do treinamento de força muscular. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2006.

GOMES, Antonio Carlos. Treinamento Desportivo: Estruturação e periodização. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2009.

GUEDES, Dartagnan Pinto. Manual Prático para Avaliação em Educação Física. São Paulo: Editora Manole, 2006.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

O que são os suplementos nutricionais?

supl_pixabay
Fonte: Pixabay

Se você precisa ou acredita que necessita de suplementos nutricionais, consulte um profissional de nutrição!
Podemos dizer que suplementos nutricionais são comida em forma de pó ou cápsulas. Eles servem para suprir os pontos fracos de sua dieta.
Suplementos esportivos
Os esportes têm suas necessidades específicas de gestos motores e sistemas energéticos (assim, as necessidades nutricionais também são diferentes). Por exemplo, atletas de Arremesso de Peso precisam aumentar sua massa magra para “produzir” mais força e potência.
Especialistas da área afirmam que os suplementos nutricionais precisam ser efetivos e seguros, ou seja, seus resultados precisam ser comprovados por meio de pesquisas e não apresentar efeitos colaterais. 
Outros suplementos como arginina, glutamina, inibidores da aromatase, antioxidantes, cafeína, precursores de hormônios ainda precisam de mais pesquisas para comprovação do aumento de força em atletas (O que pode acontecer a qualquer momento :). 
Os quatro suplementos que já não se tem mais dúvidas sobre suas propostas são a creatina, HMB, proteínas e a beta-alanina:
Creatina: Composta a partir de 3 aminoácidos (glicina, arginina e metionina). Normalmente está disponível em pó ou em cápsulas. Também vem da ingestão de carne ou peixe e sintetizada pelo organismo. Participa do sistema energético fosfagênio (esforço máximo e em curta duração). 

Sua dosagem pode ser dividida em em duas fases sendo a fase de carga/saturação (Ex. 20G/dia por 7 dias), seguida de uma fase de manutenção ( 2-5g/dia) seguida por semanas ou meses a qualquer momento durante o treinamento de um atleta (Tanto na fase de aumento quanto na fase para manutenção de massa)

Existem comentários sobre o excesso de creatina no organismo pode prejudicar os rins e a o sujeito pode aumentar a frequência de câimbras. Também que deve ser ingerida junto com carboidratos para estimular a insulina e facilitar seu acúmulo no organismo. 
HMB: O β-hidroxi-β-metilbutírico é um metabólito (substância presente em reações do metabolismo) que atua como anticatabólico (Evita/inibe a quebra muscular/catabolismo) por causa de atividades de alta intensidade. É encontrando em pó ou cápsulas, geralmente dosado em 3g/dia e consumido com água. As pesquisas mostraram ganhos de massa magra para atletas iniciantes ao treinamento de força.
Proteínas e aminoácidos: Sobre a ingestão de proteínas existe a preocupação sobre sua qualidade. As proteínas são consideradas completas ou incompletas dependendo da quantidade de aminoácidos essenciais que são fornecidas. 

Geralmente as proteínas completas vem de fontes como carne bovina, carne de frango, carne de porco, leite e queijo
Proteínas incompletas são encontradas em nozes, feijões, grãos e sementes. São indicadas cerca de 0,8g de proteína por quilograma de peso corporal para saúde (RDA) e de 1,5 a 2,0g/kg para atletas.
Os suplementos esportivos de proteínas são encontrados em 3 tipos mais comuns, os que vem do leite (soro do leite e caseína) e a proteína do ovo (ovoalbumina – Obs. A albumina também é encontrada em vários tecidos animais). Todas são consideradas de alta qualidade e estão disponíveis em pó. 

A whey protein é o suplemento de proteína mais popular do mercado. As pesquisas apontaram melhores resultados em ganhos de força e massa para  em relação à caseína. Porém, a caseína tem ação anticatabólica, assim, alguns suplementos incluem ambas em sua formulação. 
A proteína de ovo também é de alta qualidade e tem a vantagem de misturar facilmente, mas, não tem um sabor agradável e podem ser mais caras.
Beta-alanina: Também disponível em pó ou em cápsulas é administrada de 3-6 g/dia. As pesquisas não apresentaram melhora na força máxima, porém, atrasaram a fadiga em atividades de alta intensidade e curta duração.

Suplementos para resistência aeróbia
São encontrados em diversas formas, como pílulas, bebidas, pós, barras, etc.
Bebidas esportivas: Seu principal objetivo está em manter o balanço hídrico no organismo, os níveis de sódio e açúcar no corpo em atividades de longa duração (Duração maior que 1 hora). 

A perda de líquidos pode aumentar a frequência cardíaca, alterar a capacidade do corpo de transferir calor para o ambiente e prejudicar o desempenho em competições. Os principais eletrólitos (minerais) são: Sódio, cloro, potássio, cálcio e magnésio. Uma bebida esportiva ideal possuiu a concentração de carboidratos entre 6 e 8%, sódio de 460-1150mg/litro e potássio 78-195mg/litro.  
Aminoácidos e proteínas para resistência aeróbia: As pesquisas ainda não são conclusivas, mas, a ingestão de 1,2-1,4 g/kg – de proteínas ou BCAA (Leucina, isoleucina e valina). Podem fornecer uma quantidade adequada de proteínas para gerar energia, síntese muscular, recuperação muscular e redução da lesão muscular. 
Glutamina: Um dos aminoácidos simples mais importantes para atletas de resistência. É o principal combustível do sistema imunológico. Assim sua ingestão após o exercício ajuda a reduzir a incidência de infecções e doenças após treinos e competições intensas. 
Carboidratos de alto peso molecular patenteados (HMW): Visam aumentar a ressíntese de glicogênio em comparação a Maltodextrina.  
Cafeína: Muito utilizada no Atletismo, tem-se relatos de aumento do alerta mental, raciocínio lógico, recordação livre, tarefas de reconhecimento de memória, aumento do tempo até à exaustão, redução das taxas de esforço percebido em exercício submáximo, melhora no desempenho físico durante a privação de sono, redução da dor muscular e aumento na ressíntese de glicogênio. 

As pesquisas sobre o aumento da lipólise, termogênese e aumentar os níveis de epinefrina ainda são inconclusivas (Atualmente está sendo muito utilizada como termogênico para redução de gordura). Pode ser ingerido 1 hora antes do exercício em doses de 3 a 9mg por quilo corporal. 
Bicarbonato e citrato de sódio: O bicarbonato de sódio é utilizado como neutralizante (diminuição do pH) para atrasar o inicio da fadiga. Porém, seu uso pode causar problemas gastrointestinais.
A dieta é elemento chave em qualquer programa de desempenho ou emagrecimento. A suplementação é uma alternativa interessante para atingir estes objetivos sempre acompanho por um profissional de nutrição.

supl+pixabay
Fonte: Pixabay

Atualmente existe no mercado uma infinidade suplementos esportivos, pretendo comentar um pouco sobre eles, porém, não são minha especialidade! ;-P Então tomei por base os comentários de pessoas que já se utilizam destes produtos... São comentários muito "genéricos" e não devem ser tomados como "verdades". #fikdik! 
Pré-treinos: Geralmente os pré-treinos levam de 20 a 40 minutos para a ação desejada. Tanto para fornecer energia para treinar OU para a recuperação pós-treino.
BCAAs: Três dos aminoácidos essências formam os chamados BCAA - Aminoácidos de Cadeia Ramificada (Valina, Leucina e Isoleucina). Recomenda-se ser tomado após o treino, ou antes de dormir (Cerca de 10g). Outros recomendam 4-8g antes e depois do exercício para melhores resultados. Existem boatos sobre consumir o BCAA enriquecido com leucina (4partes de leucina para 1 de valina e isoleucina).
Whey protein: É uma proteína extraída do soro do leite. É uma fonte das proteínas essenciais (incluindo os BCAA). É de rápida absorção, assim, fica a sugestão de fazer seu consumo com algum carboidrato, por exemplo, maltodextrina (A ingestão de carboidratos facilita a entrada da proteína nas células musculares). Algumas pessoas adicionam suco em pó com sabor de uva ou abacaxi, em até 30 minutos após o treino. O whey protein possui algumas versões, a Isolada (separa a proteína de outros elementos), a concentrada (balanceada quantidade de aminoácidos) e a hidrolisada (rápida absorção).
Óleos essenciais – Ômega 3: Acredita-se que o ômega 3 atua contra a quebra de cartilagem e pode auxiliar no tratamento contra tendinites, bursites, osteoartrites, sobretreino e depressão.
Hipercalóricos: No sentido de complementar uma dieta o hipercalórico tem a função de fornecer muitas calorias. Em casos de necessidade de ganho de peso, existem boatos que seus usuário devem inicialmente aumentar o consumo de calorias diárias em 15%.
Termogênicos: Teoricamente são substâncias que objetivam aumentar o metabolismo e a temperatura corporal para potencializar o uso de gorduras como fonte energética. Ex. L-Carnitina, CLA (Acido linoleico conjugado), pimenta, gengibre, canela, efedrina.
Multivitamínicos: Fornecem as vitaminas e os minerais necessários, que uma dieta não consegue suprir.
Proteínas de lenta digestão: Essas proteínas, como caseína, albumina, proteína isolada da soja, podem ser consumidas durante o dia no desjejum e na hora de dormir. Tem as mesmas funções, ou seja, fornecer aminoácidos para o organismo.

Referências:
CAMPBELL, Bill I. SPANO, Marie A. Guia da NSCA para nutrição no exercício e no esporte. 1. ed. São Paulo: Phorte, 2015.