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domingo, 30 de abril de 2023

O que é a hérnia de disco?

 

Imagem de Robystarm por Pixabay 

A hérnia de disco é um problema que afeta a coluna vertebral, mais precisamente os discos intervertebrais, que são estruturas que ficam entre as vértebras e servem para amortecer o impacto e permitir o movimento da coluna. Esses discos são formados por um anel fibroso e um núcleo pulposo, que é uma substância gelatinosa.

A hérnia de disco acontece quando há um desgaste ou uma ruptura do anel fibroso, fazendo com que o núcleo pulposo saia da sua posição normal e comprima as raízes nervosas que saem da medula espinhal.

Isso pode causar dor, formigamento, dormência ou fraqueza em um braço ou uma perna, dependendo da região da coluna afetada. A hérnia de disco é mais comum nas regiões cervical (pescoço) e lombar (parte baixa das costas), pois são as áreas que sofrem mais movimento e carga.

 

Diagnóstico

A hérnia de disco pode ter várias causas, mas as principais são o envelhecimento, a genética, o excesso de peso, o sedentarismo, os movimentos repetitivos ou bruscos e o levantamento de peso inadequado. A hérnia de disco pode ser prevenida com hábitos saudáveis, como praticar exercícios físicos regularmente, manter uma boa postura, evitar fumar e controlar o estresse.

O diagnóstico da hérnia de disco é feito pelo médico ortopedista, que avalia os sintomas e o exame físico do paciente. Também podem ser solicitados exames de imagem, como raio-X, tomografia ou ressonância magnética, para confirmar a localização e o tipo da hérnia. Existem diferentes tipos de hérnia de disco, que variam conforme o formato e a extensão do abaulamento do disco intervertebral.

 

Tratamento

O tratamento da hérnia de disco depende da gravidade dos sintomas e da localização da lesão. Em muitos casos, é possível tratar a hérnia de disco com medidas conservadoras, como o uso de medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos, a aplicação de calor ou frio na região afetada, o repouso relativo e a fisioterapia.

A fisioterapia é uma parte importante do tratamento da hérnia de disco, pois ajuda a reduzir a inflamação e a dor, a melhorar a mobilidade e a flexibilidade da coluna e a fortalecer os músculos que sustentam a estrutura vertebral. Além disso, a fisioterapia também orienta o paciente sobre como prevenir novas crises e como realizar as atividades diárias sem sobrecarregar a coluna.

A hérnia de disco é um problema comum que pode afetar a qualidade de vida das pessoas. Por isso, é importante buscar ajuda médica se você sentir dor nas costas ou nos membros que não melhora com repouso ou analgésicos. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico e iniciado o tratamento, maiores são as chances de recuperação e prevenção de complicações.


Quais são os melhores exercícios para hérnia de disco?

Os exercícios para hérnia de disco devem ser prescritos de acordo com as características e as necessidades de cada paciente. Não existe um tipo de exercício que seja ideal para todos os casos de hérnia de disco, pois cada pessoa tem um grau de lesão, uma capacidade funcional e uma tolerância à dor diferentes.

No entanto, alguns princípios gerais podem ser seguidos na hora de escolher os exercícios para hérnia de disco:

- Evitar exercícios que causem dor ou desconforto na coluna ou nos membros afetados pela compressão nervosa;

- Evitar exercícios que gerem impacto ou sobrecarga na coluna, como saltos, corridas ou levantamento de pesos;

- Preferir exercícios que promovam o alongamento e o relaxamento da musculatura da coluna e dos membros afetados pela compressão nervosa;

- Preferir exercícios que estimulem o fortalecimento dos músculos abdominais e paravertebrais, que são responsáveis pela estabilização da coluna;

- Preferir exercícios que melhorem a postura e a consciência corporal do paciente.

sábado, 29 de abril de 2023

O que é a fascite plantar?

Imagem de yogaphysique por Pixabay 
 

A fascite plantar é uma condição que causa dor e inflamação na sola do pé, especialmente na região do calcanhar. A fáscia plantar é uma faixa de tecido fibroso que liga o osso do calcanhar aos dedos dos pés e ajuda a sustentar o arco do pé. Quando essa faixa é esticada ou lesionada demais, ela pode ficar inflamada e causar dor.

A fascite plantar é mais comum em pessoas que praticam atividades físicas com impacto nos pés, como corrida ou caminhada, em pessoas que usam sapatos inadequados ou com salto alto, em pessoas com sobrepeso ou obesidade e em pessoas com pés cavos ou chatos. A idade também pode ser um fator de risco, pois a fáscia plantar tende a perder elasticidade com o tempo.


Diagnóstico e sintomas

O diagnóstico da fascite plantar é feito pelo médico ortopedista ou pelo fisioterapeuta, com base nos sintomas e no exame físico do pé. Exames de imagem, como raio X ou ultrassom, podem ser solicitados para descartar outras causas de dor no pé, como esporão do calcâneo, fraturas ou artrite. Os sintomas da fascite plantar incluem:

- Dor na sola do pé, perto do calcanhar, que pode ser em forma de facada, queimação ou pontada;

- Dor que piora pela manhã, ao dar os primeiros passos, ou após ficar muito tempo em pé ou sentado;

- Dificuldade para flexionar o pé na direção da canela;

- Inchaço e vermelhidão na região afetada.

 

Tratamento

O tratamento da fascite plantar visa aliviar a dor e a inflamação, além de prevenir novas lesões na fáscia plantar. Algumas medidas que podem ser adotadas são:

- Usar medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos, prescritos pelo médico;

- Fazer fisioterapia com aparelhos que estimulam a cicatrização e reduzem a inflamação, como ultrassom, laser ou ondas de choque;

- Fazer alongamentos e exercícios específicos para fortalecer os músculos e tendões do pé e da panturrilha;

- Usar palmilhas ortopédicas ou calçados com amortecimento adequado;

- Aplicar gelo na sola do pé por 15 minutos, duas vezes ao dia;

- Evitar atividades que causem impacto nos pés, como correr ou pular;

- Manter o peso ideal para diminuir a sobrecarga nos pés.


A fascite plantar tem cura, mas o tempo de recuperação pode variar de pessoa para pessoa. Por isso, é importante seguir as orientações médicas e fisioterapêuticas e ter paciência durante o tratamento.

 

Exercícios para fascite plantar?

A fascite plantar pode causar dor e dificuldade para caminhar, principalmente ao acordar ou após ficar muito tempo em pé. O tratamento da fascite plantar envolve medidas como uso de anti-inflamatórios, aplicação de gelo, uso de palmilhas ou órteses e, principalmente, realização de exercícios específicos para alongar e fortalecer a fáscia plantar e os músculos da panturrilha.

Lembre-se de que os exercícios devem ser feitos com cuidado e sem exageros, respeitando os seus limites e evitando agravar a lesão.

1. Alongamento da fáscia plantar com uma toalha: sente-se em uma cadeira e coloque uma toalha enrolada no chão, na frente do pé afetado. Segure as pontas da toalha com as mãos e puxe-a para cima, fazendo com que o pé se flexione e a fáscia se alongue. Mantenha essa posição por 15 a 30 segundos e repita três vezes.

2. Alongamento da fáscia plantar com uma lata: sente-se em uma cadeira e coloque uma lata de refrigerante ou cerveja no chão, na frente do pé afetado. Coloque o pé sobre a lata e faça movimentos de rolar a lata para frente e para trás, massageando a sola do pé. Faça isso por um minuto e repita três vezes.

3. Alongamento da panturrilha em pé: fique em pé, apoiado em uma parede, com o pé afetado atrás do outro. Mantenha o joelho da perna de trás esticado e o da perna da frente dobrado. Leve o quadril para frente, até sentir um alongamento na panturrilha da perna de trás. Mantenha essa posição por 15 a 30 segundos e repita três vezes.

4. Alongamento da panturrilha sentado: sente-se no chão, com as pernas esticadas à sua frente. Coloque uma faixa elástica ou uma toalha em volta do pé afetado e puxe-a para cima, fazendo com que o pé se flexione e a panturrilha se alongue. Mantenha essa posição por 15 a 30 segundos e repita três vezes.

5. Fortalecimento dos dedos dos pés: sente-se em uma cadeira e coloque uma toalha estendida no chão, na frente do pé afetado. Com os dedos dos pés, tente pegar a toalha e trazê-la para perto de você, contraindo os músculos da sola do pé. Faça isso por um minuto e repita três vezes.

6. Fortalecimento da panturrilha: fique em pé, na ponta dos pés, apoiando-se em uma parede ou em uma cadeira. Levante os calcanhares o máximo que puder e depois abaixe-os lentamente, sem encostá-los no chão. Faça isso por um minuto e repita três vezes.

domingo, 23 de abril de 2023

O que é a labirintite?

 

Imagem de Sam Williams por Pixabay 

 

A labirintite é um termo popular que se refere a vários distúrbios que afetam o labirinto, uma estrutura do ouvido interno que participa da audição e do equilíbrio. A labirintite verdadeira, que é uma inflamação do labirinto causada por infecções graves, é uma doença rara e grave. 

Na maioria das vezes, as pessoas usam o termo labirintite para descrever sintomas como tontura, vertigem, náusea, zumbido e perda auditiva, que podem ter outras causas mais comuns e benignas.


Algumas das possíveis causas dos sintomas de labirintite são:

- Infecções virais ou bacterianas do ouvido ou de outras partes do corpo

- Alergias

- Medicamentos que afetam o ouvido interno

- Problemas na circulação sanguínea

- Estresse e ansiedade

- Alterações metabólicas, como diabetes, hipertensão e colesterol alto

- Envelhecimento

- Traumatismo craniano

- Doenças neurológicas, como AVC ou esclerose múltipla


Como diagnosticar?

O diagnóstico dos distúrbios do labirinto é feito por um médico otorrinolaringologista, que avalia os sintomas, o histórico clínico e os exames físicos e complementares do paciente. Alguns dos exames que podem ser solicitados são:

- Audiometria: mede a capacidade auditiva do paciente

- Eletronistagmografia: avalia os movimentos involuntários dos olhos provocados pela estimulação do labirinto

- Vídeo Head Impulse Test (vHIT): avalia a função dos canais semicirculares do labirinto

- Potencial evocado miogênico vestibular: avalia a função dos órgãos otolíticos do labirinto

- Ressonância magnética: permite visualizar as estruturas internas do ouvido e do cérebro

 

Tratamento


O tratamento dos distúrbios do labirinto depende da causa e da gravidade dos sintomas. Em geral, são usados medicamentos para aliviar a tontura, a náusea e o vômito, como anti-histamínicos, corticoides, sedativos e antieméticos. 

Também é importante evitar fatores que possam piorar os sintomas, como mudanças bruscas de posição, leitura, luzes fortes e ruídos intensos. Em alguns casos, pode ser indicada a reabilitação vestibular, que consiste em exercícios específicos para melhorar o equilíbrio e a coordenação.

A maioria dos distúrbios do labirinto tem cura ou melhora espontânea com o tempo. No entanto, é importante procurar um médico se os sintomas forem frequentes, intensos ou acompanhados de outros sinais de alerta, como perda súbita da audição, febre, dor de cabeça forte, convulsões ou alterações na fala ou na visão. Esses sintomas podem indicar condições mais graves que requerem tratamento urgente.


Exercícios e labirintite

A labirintite é uma condição que afeta o labirinto, uma estrutura do ouvido interno responsável pela audição e pelo equilíbrio. Quando o labirinto está inflamado ou alterado, podem surgir sintomas como tontura, vertigem, zumbido no ouvido, náuseas e perda de equilíbrio. As causas da labirintite podem ser diversas, como infecções, doenças metabólicas, estresse, consumo excessivo de álcool ou cafeína, entre outras.

O tratamento da labirintite depende da origem do problema e pode incluir medicamentos, mudanças na alimentação e exercícios de reabilitação vestibular. Esses exercícios são indicados por um otorrinolaringologista ou um fisioterapeuta e têm como objetivo estimular o labirinto e melhorar a sua função. Eles podem ser feitos em casa ou em uma clínica especializada.

Além dos exercícios de reabilitação vestibular, outras atividades físicas podem ser benéficas para quem tem labirintite, como caminhada, pilates ou musculação. Essas atividades ajudam a controlar as doenças metabólicas que podem afetar o labirinto, além de melhorar a coordenação motora e a postura. No entanto, é importante começar devagar e evitar movimentos bruscos ou que exijam muito equilíbrio. Também é aconselhável ter um profissional por perto que saiba da condição e possa orientar o exercício.

A labirintite não é uma doença que impede a prática de exercícios físicos. Pelo contrário, eles podem ser aliados no tratamento e na prevenção das crises. O importante é seguir as recomendações médicas e respeitar o ritmo do próprio corpo.

sábado, 22 de abril de 2023

O que é a bursite?

Imagem de Angelo Esslinger por Pixabay 

A bursite é uma inflamação da bursa, um pequeno saco que contém líquido e que funciona como uma espécie de "almofada" para diminuir o atrito entre os ossos, tendões e músculos das articulações. A bursite pode afetar qualquer articulação do corpo, mas é mais comum nos ombros, cotovelos, joelhos e quadris.

Por exemplo, a bursite no quadril pode ser causada por vários fatores, como trauma, infecção, artrite, obesidade ou atividades físicas que sobrecarregam o quadril. O tratamento da bursite no quadril envolve repouso, uso de anti-inflamatórios, aplicação de gelo e fisioterapia.

A bursite pode causar dor, inchaço, vermelhidão e limitação dos movimentos na articulação afetada. A dor pode ser aguda ou crônica, dependendo da causa e da duração da inflamação. Algumas das causas mais comuns da bursite são:

- Trauma ou lesão na articulação, como uma queda ou um golpe.

- Uso excessivo ou repetitivo da articulação, como em atividades esportivas ou profissionais que envolvem movimentos repetitivos ou de impacto.

- Infecção na bolsa sinovial, que pode ser causada por bactérias, fungos ou vírus.

- Doenças inflamatórias, como artrite reumatoide, gota ou lúpus.


Tratamento

O tratamento da bursite depende da causa e da gravidade dos sintomas. Em geral, o tratamento visa aliviar a dor e a inflamação, prevenir complicações e restaurar a função da articulação. Algumas das medidas de tratamento são:

- Repouso da articulação afetada, evitando movimentos que possam agravar a dor ou a inflamação.

- Aplicação de gelo na articulação afetada, por 15 a 20 minutos, várias vezes ao dia.

- Uso de medicamentos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), como ibuprofeno ou naproxeno, para aliviar a dor e a inflamação. Esses medicamentos devem ser usados com cautela e sob orientação médica, pois podem causar efeitos colaterais como sangramento gastrointestinal, úlceras ou problemas renais.

- Injeção de corticosteroides na bolsa sinovial, para reduzir a inflamação e a dor. Essa medida é reservada para casos mais graves ou refratários ao tratamento conservador. A injeção de corticosteroides pode ter efeitos colaterais como infecção, atrofia muscular ou enfraquecimento dos tendões.

- Drenagem do líquido da bolsa sinovial, para aliviar a pressão e a dor. Essa medida é indicada para casos de bursite infecciosa ou quando há acúmulo excessivo de líquido na bolsa.

- Antibióticos, para tratar a infecção na bolsa sinovial. Esses medicamentos devem ser prescritos pelo médico e tomados conforme as orientações.

- Fisioterapia, para melhorar a mobilidade e a força da articulação afetada. A fisioterapia pode incluir exercícios de alongamento, fortalecimento e reeducação postural.

- Cirurgia, para remover a bolsa sinovial inflamada ou danificada. Essa medida é rara e só é indicada para casos muito graves ou que não respondem aos outros tratamentos.

A prevenção da bursite envolve evitar os fatores de risco que podem causar a inflamação das bolsas sinoviais. Algumas das medidas preventivas são:

- Aquecer antes de praticar atividades físicas e alongar depois.

- Usar equipamentos de proteção adequados para as articulações, como cotoveleiras, joelheiras ou protetores de quadril.

- Evitar movimentos repetitivos ou de impacto que possam sobrecarregar as articulações.

- Manter um peso saudável e uma alimentação equilibrada, para evitar o excesso de carga nas articulações.

segunda-feira, 1 de abril de 2019

O que é a capacidade motora flexibilidade?

O que é a flexibilidade?


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Seja uma pessoa mais flexível! Kkk!
Não estamos falando do seu comportamento! Maaasss, vale a pena pensar um pouco... 😝 

Falando sobre as capacidades motoras (ou valências físicas), de vez em quando, uma delas é esquecida (ou negligenciada). É a “coitada” da flexibilidade.

Coitada o escambau! Basicamente a flexibilidade é a capacidade do corpo ou uma estrutura do corpo, de possuir grande amplitude de movimento (ADM). Em outras palavras é a capacidade de executar movimentos amplos, como alcançar o chão com a palma das mãos mantendo as pernas esticadas ou a famosa “abertura total”. 

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Sua vez!

Nosso corpo possui várias articulações, conhecidas também como “juntas”, que unem o esqueleto e permitem o movimento. Cada articulação tem um desenho e uma função específica, por exemplo, a articulação do ombro que permite a movimentação do braço para várias direções, enquanto a articulação do joelho só permite que a perna dobre apenas para um lado. 

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Os animais também se alongam antes de levantar

A movimentação das articulações depende da elasticidade dos músculos (que fazem a contração), dos tendões (que unem músculos aos ossos) e dos ligamentos (que unem ossos aos ossos). Às vezes, até a pele pode influenciar na amplitude do movimento, por exemplo, uma cicatriz. 

Perdemos a flexibilidade pela falta de seu treinamento e algumas situações, a título de exemplo, a capsulite articular (a membrana que cobre a articulação inflama, prejudicando os movimentos) e a imobilização por tala ou gesso.

A flexibilidade tem relação ao conceito de mobilidade articular que cada vez ganha mais espaço no treinamento. Uma boa mobilidade proporciona uma melhor qualidade de vida, pois, lhe dá liberdade para executar suas atividades diárias e é muito importante para os atletas profissionais ou aqueles que  treinam regularmente realizarem seus exercícios de maneira mais eficiente e segura. Exercícios como agachamentos e remadas podem não estar progredindo devido a falta de mobilidade de alguma articulação. 

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Abertura total - Impossível ou não?

A falta de mobilidade pode acontecer também pela descompensação muscular. Já falamos sobre desvios posturais, que também são causados pelo encurtamento muscular. Os músculos não trabalham sozinhos, quando um músculo trabalha, seu antagonista relaxa e outros músculos auxiliam na execução da tarefa. Quando um músculo é mais forte que seu antagonista, desequilíbrios vão acontecer e as consequências podem ser "dolorosas".

Treinando a flexibilidade & Alongamento


A flexibilidade sofre influência da idade, sexo, temperatura, horário, cansaço, emoções, etc. Alguns autores acreditam que o melhor horário para se treinar a flexibilidade seria entre às 12:00 e 17:00 horas. Treiná-la na juventude proporciona maiores ganhos, no entanto, por causas naturais é normal perdermos a flexibilidade com o passar dos anos, principalmente os sedentários. Mas, independente de sua idade ou condição atual, acreditamos que “feito é melhor que perfeito”, então, vá se alongar! Qualquer resultado ainda é melhor que nada! 

Os exercícios que trabalham a flexibilidade são os famosos alongamentos. O alongamento tem por objetivo distender, esticar, aumentar o comprimento do músculo.  

Resumidamente, temos o alongamento estático e dinâmico. No alongamento estático, você se move suave e controladamente até a posição onde o músculo será alongado. O alongamento dinâmico, mais utilizado no meio esportivo, também busca melhorar a amplitude por meio da insistência de movimento. 

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O alongamento dinâmico mais tarde evolui para o alongamento balístico onde os movimentos são semelhantes à prática esportiva, no entanto, mais bruscos do que nos alongamentos normais (com alto potencial de lesão). O alongamento pode ser ativo, onde você mesmo executa os movimentos ou passivo, onde existem fatores externos como aparelhos, pesos ou a ajuda de outra pessoa. 

Alguns autores trabalham com técnicas de Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva (FNP), objetivando a melhora do sistema neuromuscular devido a sua ativação por meio de contração, relaxamento, isometria, entre outros, permitindo maior amplitude de movimento. 

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Por fim, o alongamento vai acompanhar o objetivo do seu treinador. Poderá ser utilizado como seu aquecimento ou um momento de volta à calma, ao final de sua aula. Mas, não apenas de benefícios vivem os alongamentos. Precisamos nos lembrar que o músculo tem uma certa capacidade elástica e quando extrapolamos sua capacidade podemos sofrer rupturas, como a distensão ou o estiramento. Portanto, procure sempre a ajuda de profissional e bons treinos.


Referências

DANTAS, Estélio H. M. A prática da preparação física. 6. ed. São Paulo: Roca, 2014.

FLECK, Steven J; KRAEMER, William J. Fundamentos do treinamento de força muscular. 3ª ed. Porto Alegre: Artmed; 2006.

GALLAHUE, D. L.; OZMUN, J. C.; GOODWAY, J. D. Compreendendo o desenvolvimento motor: bebês, crianças, adolescentes e adultos. 7. ed. Porto Alegre: AMGH, 2013.

GOMES, Antonio Carlos. Treinamento desportivo: Estruturação e periodização. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2009.

GUEDES, Dartagnan Pinto. Manual prático para avaliação em educação física. São Paulo: Manole, 2006.

SEIJAS, Guillermo. Anatomia e alongamentos essenciais.Barueri, São Paulo: Manole, 2015.

domingo, 12 de agosto de 2018

Mantenha a Postura!

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NÃO! Não estamos falando sobre a sua postura profissional! 

A postura humana passou a ser mais estudada depois que o homem passou a ser bípede, ou seja, passou a andar sobre dois membros. Naturalmente a estrutura humana foi mudando para que sua postura se adequasse a ação da gravidade. 

Podemos dizer que o esqueleto humano é como um cabide (que sustenta o resto do corpo). Os ossos são unidos entre si por ligamentos e os músculos são unidos aos ossos pelos tendões

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É tipo um cabide...
 
Os músculos quando contraem promovem o movimento das variadas articulações do corpo. A ação dos músculos acontece em direções opostas (o que chamamos de músculos agonistas e antagonistas), ou seja, quando um músculo trabalha o outro relaxa

Em casos de fraqueza muscular, contratura e/ou encurtamento, o músculo não consegue se contrair e/ou alongar o suficiente prejudicando a amplitude do movimento (Como o movimento deveria ocorrer naturalmente).

Quando há um desequilíbrio muscular, certo músculo é fraco e seu antagonista é forte. O músculo mais forte tende a encurtar (o músculo forte sofre por estar curtinho) e o mais fraco tende a alongar (e este sofre por estar muito esticado). 

Deste modo, temos uma deformidade, que em conjunto com a ação da gravidade e o peso corporal, dificilmente vai permitir uma postura correta e a ausência de dor.

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Quem nunca...
 
Tanto a boa postura quanto a má postura podem ser resultado dos seus sentimentos. Em um dia muito triste é normal andar por aí com os ombros caídos, MAS, sem que grandes deformidades aconteçam para alterar definitivamente sua postura.

No entanto, a má postura estrutural pode surgir da alteração de algum segmento corporal no decorrer do tempo, ou por um forte trauma. Por exemplo, você trabalha todos os dias com o celular ou a carteira no bolso de trás da calça. Por causa desse volume no bolso, seu corpo vai se acostumar compensar sua postura

Essas alterações vão aumentar o gasto energético e provocar sobrecargas nos demais segmentos corporais. Nosso corpo sempre vai lutar contra a gravidade para manter-se estável (Numa linguagem mais técnica, manter centro de gravidade estável).

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Vários fatores precisam ser observados quando falamos sobre postura. As articulações do corpo podem ser muito móveis ou se movimentar menos do que o normal. Estes cenários também podem causar o alinhamento postural defeituoso. 

Músculos que estão contraídos/encurtados precisam ser alongados e relaxados, enquanto músculos alongados precisam recuperar a capacidade de contrair adequadamente. O desalinhamento causará dor (intensidades variadas) podendo prejudicar sua qualidade de vida.

Coluna vertebral


A coluna vertebral é a coluna ou eixo central do corpo. Seu formato permite sustentar a nossa posição. Formada por cerca de 33 vértebras, se comunica com músculos, tendões, ligamentos e, entre as vértebras existem os Discos intervertebrais que funcionam como amortecedores entre as vértebras. 

Além disto, os nervos (sistema nervoso) passam por dentro das vértebras e se comunicam com o resto do corpo por pequenos espaços existentes nas vértebras. 

As 4 curvaturas normais da coluna vertebral são:

Região cervical: Formada por 7 vértebras (C1—C7) e apresenta uma curvatura côncava posteriormente — Lordose cervical;

Região torácica: Formada por 12 vértebras (T1-T12) e formam uma curvatura côncava anterior ao tronco — Cifose torácica;


Região lombar: É constituída de 5 vértebras lombares (L1-L5) e formam uma concavidade posterior — Lordose lombar; 


Região sacrococcígea: Apresenta 5 vértebras (S1-S5) e o cóccix.  Uma curva côncava anteriormente — Cifose sacrococcígea.  


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A coluna vertebral naturalmente apresenta curvaturas (Lordose e cifose). Em alguns casos, as deformidades podem causar as hiper (ou hipo) lordose/cifose, promovendo desalinhamentos estruturais. Podemos também apresentar desvios laterais que fazem a coluna apresentar o formato de S ou C, a escoliose.
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Whats-fisgada

 A Hérnia de disco ocorre quando parte do disco intervertebral sai da sua posição entre as vértebras, comprimindo as raízes nervosas que passam pela coluna, em muitos casos provocando dor. 

A dor (Muscular, articular ou nervosa) é uma resposta orgânica mediada pelo nervo. Normalmente é causada devido à pressão ou tensão sobre o nervo, causada por ossos, cartilagens, cicatriz ou musculatura contraída. A orientação médica e o correto tratamento são fundamentais para a recuperação destes quadros.

Referências


KENDALL, Florence Peterson. et al. Músculos: provas e funções. 5. ed. São Paulo:Manole, 2007.

MATOS, Oslei De. Avaliação postural e prescrição de exercícios corretivos. 2. Ed. Rev. Ampl. São Paulo: Phorte, 2014. 

MOURA, João Augusto Reis De. SILVA, André Luiz Da. Postura corporal humana: Avaliação qualitativa visual por simetrografia e prescrição de exercícios físicos. 1. ed. Várzea Paulista, Fontoura, 2012.