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segunda-feira, 17 de abril de 2023

O que é a tendinite?

O que é tendinite?

Imagem de Tumisu por Pixabay 

A tendinite é uma condição que afeta os tendões, que são estruturas fibrosas que conectam os músculos aos ossos e permitem os movimentos do corpo. Quando os tendões sofrem uma inflamação ou lesão, ocorre a tendinite, que causa dor, inchaço e limitação funcional na região afetada.

A tendinite pode ocorrer em qualquer parte do corpo, mas é mais comum nos ombros, cotovelos, punhos, joelhos e tornozelos. Essas são áreas que estão sujeitas a movimentos repetitivos, sobrecarga ou trauma, que são as principais causas da tendinite.

Neste artigo, vamos explicar o que é a tendinite, quais são os seus tipos mais frequentes, como identificar os sintomas, como tratar e como prevenir essa condição que pode comprometer a qualidade de vida das pessoas.

 

Tipos de tendinite

Existem vários tipos de tendinite, dependendo do local e do tendão afetado. Alguns dos mais comuns são:

- Tendinite do manguito rotador: é a inflamação dos tendões que envolvem o ombro e permitem a sua mobilidade. É mais frequente em pessoas que praticam esportes que exigem movimentos de arremesso ou elevação dos braços, como tênis, natação, vôlei e basquete. Também pode ocorrer em pessoas que trabalham com atividades que demandam esforço ou postura inadequada dos ombros, como digitadores, pintores e faxineiros.

- Tendinite do bíceps: é a inflamação do tendão do músculo bíceps braquial, que se localiza na parte anterior do braço e se insere no ombro e no cotovelo. É mais comum em pessoas que realizam movimentos de flexão e extensão do cotovelo com carga ou resistência, como na musculação ou na ginástica.

- Tendinite de Quervain: é a inflamação dos tendões que passam pelo lado do punho e se estendem até o polegar. É mais frequente em pessoas que realizam movimentos repetitivos de pinça ou torção do punho, como digitadores, costureiras e músicos. Também pode estar relacionada à gravidez ou ao uso excessivo de celulares.

- Tendinite patelar: é a inflamação do tendão da patela, que se localiza na parte anterior do joelho e se conecta ao músculo quadríceps femoral e à tíbia. É mais comum em pessoas que praticam esportes que envolvem saltos ou corridas, como futebol, basquete e atletismo. Também pode estar associada à sobrepeso ou ao desalinhamento da patela.

- Tendinite de Aquiles: é a inflamação do tendão de Aquiles, que se localiza na parte posterior da perna e se conecta aos músculos da panturrilha e ao calcâneo. É mais frequente em pessoas que praticam esportes que exigem impulsão ou mudanças bruscas de direção, como futebol, tênis e corrida. Também pode estar relacionada ao uso de calçados inadequados ou ao encurtamento da musculatura posterior da perna.

 

Sintomas de tendinite

Os sintomas da tendinite variam de acordo com o tipo e a intensidade da inflamação ou lesão do tendão. Em geral, os sintomas mais comuns são:

- Dor na região do tendão afetado, que pode ser aguda ou crônica, constante ou intermitente, localizada ou irradiada

- Inchaço ou edema na região do tendão afetado

- Vermelhidão ou calor na região do tendão afetado

- Dificuldade ou limitação para realizar os movimentos do tendão afetado

- Sensibilidade ou rigidez na região do tendão afetado

- Estalos ou crepitações na região do tendão afetado

 

Exercícios para prevenção da tendinite

A seguir, vamos apresentar alguns exercícios recomendados para prevenir a tendinite em diferentes partes do corpo. Esses exercícios podem ser feitos em casa ou no trabalho e ajudam a fortalecer e flexibilizar os tendões e os músculos. Lembre-se de fazer os exercícios com cuidado e respeitar os seus limites. Se sentir dor ou desconforto durante os exercícios, pare imediatamente e consulte um médico.

 

1. Alongamento dos braços

 

Esse exercício é indicado para prevenir a tendinite nas mãos, punhos e cotovelos, especialmente para quem trabalha muito tempo no computador. Ele ajuda a alongar os tendões e os músculos dos braços e a melhorar a circulação sanguínea.

Como fazer: em pé ou sentado, estenda um braço para frente, paralelo ao chão, com o cotovelo esticado. Com a outra mão, puxe os dedos da mão estendida para baixo, pressionando a parte de trás da mão. Mantenha essa posição por 15 a 30 segundos. Em seguida, puxe os dedos da mão estendida para cima, pressionando a palma da mão. Mantenha essa posição por 15 a 30 segundos. Repita o mesmo com o outro braço. Faça três séries para cada braço e repita duas a três vezes por dia.

 

2. Alongamento das pernas

 

Esse exercício é indicado para prevenir a tendinite nos joelhos e nos pés, especialmente para quem pratica atividades físicas que exigem muito dessas articulações. Ele ajuda a alongar os tendões e os músculos das pernas e a melhorar a flexibilidade dos quadris.

Como fazer: sente-se no chão com as pernas esticadas à sua frente. Dobre uma das pernas e coloque o pé sobre a coxa da outra perna. Com a coluna reta e os ombros alinhados, incline o corpo para frente e tente alcançar o pé da perna esticada com as mãos. Mantenha essa posição por 20 a 30 segundos. Repita o mesmo com a outra perna. Faça três séries para cada perna e repita duas a três vezes por dia.

 

3. Alongamento dos ombros

 

Esse exercício é indicado para prevenir a tendinite nos ombros e no pescoço, especialmente para quem tem tensão muscular nessa região. Ele ajuda a alongar os tendões e os músculos dos ombros e do pescoço e a melhorar a postura.

Como fazer: em pé ou sentado, cruze um braço sobre o peito e segure-o com o outro braço pelo cotovelo. Puxe o braço cruzado em direção ao peito até sentir um alongamento no ombro. Mantenha essa posição por 15 a 30 segundos. Repita o mesmo com o outro braço. Faça três séries para cada braço e repita duas a três vezes por dia. Para alongar o pescoço, incline a cabeça para um lado e segure

domingo, 8 de setembro de 2019

O que é o treinamento funcional?

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Kettlebell Swing - Fonte: Pixabay


E então? O que é o treinamento funcional?


Em linhas gerais, o treinamento funcional melhora a mobilidade e a estabilidade articular. Também promove ganhos em força muscular e condicionamento físico. Outro ponto importante é que o treinamento funcional precisa ter uma função!


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O quê? Fonte: Pixabay

Sim, significa treinar com um propósito. Quando usamos o treinamento funcional para esportes, estamos falando sobre o treinamento intencional para as características do esporte escolhido do aluno.  

Mas, não só de esporte vive o treinamento funcional. Sua origem veio do mundo da medicina esportiva, fisioterapia e reabilitação. No treinamento funcional, procura-se os movimentos semelhantes do esporte e treina-se este movimento. Todavia, podemos treinar os movimentos necessários na sua rotina (objetivos específicos), assim, o treinamento funcional não é específico apenas para esportes.

mobilidade_pixabay
Exercícios para mobilidade - Fonte: Pixabay


E como são as aulas de treinamento funcional? 


Tradicionalmente, atletas treinam força, flexibilidade e/ou o cardiovascular. O treinamento funcional busca, além destas três capacidades, a agilidade, o equilíbrio e a coordenação. 

O treinamento funcional é integrado, ou seja, busca-se treinar todos os padrões de movimento do corpo, por exemplo, puxar, empurrar, correr, agachar, etc. É uma aula  flexível com possibilidades ilimitadas, pois, tem-se uma maior liberdade de execução de movimentos e amplitudes.

aparelhos pixabay
Fonte: Pixabay


Os movimentos são praticados nos três planos de movimento (Sagital, frontal e transverso), portanto, é multiplanar, treinando aceleração, desaceleração e estabilização (Quando ocorre movimento em um plano, os outros precisam se manter estáveis).

O treinamento funcional se preocupa com as articulações do corpo. Em resumo, o corpo humano possui várias articulações, cada uma tem a função de estabilidade ou mobilidade. Isto significa que quando uma articulação de estabilidade não executa sua função corretamente, o praticante sentirá dor e poderá sofrer com lesões no decorrer de suas atividades.

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Treino em suspensão - Fonte: Pixabay

Durante as aulas serão treinados movimentos fundamentais, mobilidade articular, estabilidade e controle. Ou seja, busca-se corrigir movimentos defeituosos e ter uma boa técnica, antes de colocar carga (leia-se peso).

Depois de melhorar os padrões de movimento, será desenvolvida a performance. A partir deste ponto será exigido uma boa técnica e para os exercícios de força, potência e condicionamento físico.

Por fim, vamos a especialização. Serão trabalhados as habilidades esportivas específicas (Ou as necessidades específicas do aluno).

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Exercícios com o kettlebell - Fonte: Pixabay
 
Muitas ferramentas podem ser utilizadas nas aulas de treinamento funcional, entre elas as medicine balls, coletes e cintos com peso, rolos de espuma (foam rollers), bolas suíças, pranchas para deslizamento (slide), escada de agilidade, bosu, tiras de suspensão (TRX), estação de cabos (tipo crossover), barras olímpicas, halteres, anilhas olímpicas e kettlebell. 

Além das variadas ferramentas, os treinamento com o peso do próprio corpo vão fazer parte da sua rotina. Normalmente as aulas ocorrem em pequenos grupos com a orientação de um professor, mas, podem individuais com atendimento personalizado. 

Faça uma aula experimental e tire suas próprias conclusões! 

Referências:
 
BOYLE, Michael. O novo modelo de treinamento funcional de Michael Boyle. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2018.

LIEBENSON, Craig. Treinamento funcional na prática desportiva e reabilitação neuromuscular. Porto Alegre: Artmed, 2017.

MONTEIRO, Artur Guerrini. EVANGELISTA, Alexandre Lopes. Treinamento Funcional: Uma abordagem prática. 3. ed. São Paulo: Phorte, 2015.

segunda-feira, 1 de abril de 2019

O que é a capacidade motora flexibilidade?

O que é a flexibilidade?


banco_pixabay

Seja uma pessoa mais flexível! Kkk!
Não estamos falando do seu comportamento! Maaasss, vale a pena pensar um pouco... 😝 

Falando sobre as capacidades motoras (ou valências físicas), de vez em quando, uma delas é esquecida (ou negligenciada). É a “coitada” da flexibilidade.

Coitada o escambau! Basicamente a flexibilidade é a capacidade do corpo ou uma estrutura do corpo, de possuir grande amplitude de movimento (ADM). Em outras palavras é a capacidade de executar movimentos amplos, como alcançar o chão com a palma das mãos mantendo as pernas esticadas ou a famosa “abertura total”. 

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Sua vez!

Nosso corpo possui várias articulações, conhecidas também como “juntas”, que unem o esqueleto e permitem o movimento. Cada articulação tem um desenho e uma função específica, por exemplo, a articulação do ombro que permite a movimentação do braço para várias direções, enquanto a articulação do joelho só permite que a perna dobre apenas para um lado. 

gato-pixabay
Os animais também se alongam antes de levantar

A movimentação das articulações depende da elasticidade dos músculos (que fazem a contração), dos tendões (que unem músculos aos ossos) e dos ligamentos (que unem ossos aos ossos). Às vezes, até a pele pode influenciar na amplitude do movimento, por exemplo, uma cicatriz. 

Perdemos a flexibilidade pela falta de seu treinamento e algumas situações, a título de exemplo, a capsulite articular (a membrana que cobre a articulação inflama, prejudicando os movimentos) e a imobilização por tala ou gesso.

A flexibilidade tem relação ao conceito de mobilidade articular que cada vez ganha mais espaço no treinamento. Uma boa mobilidade proporciona uma melhor qualidade de vida, pois, lhe dá liberdade para executar suas atividades diárias e é muito importante para os atletas profissionais ou aqueles que  treinam regularmente realizarem seus exercícios de maneira mais eficiente e segura. Exercícios como agachamentos e remadas podem não estar progredindo devido a falta de mobilidade de alguma articulação. 

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Abertura total - Impossível ou não?

A falta de mobilidade pode acontecer também pela descompensação muscular. Já falamos sobre desvios posturais, que também são causados pelo encurtamento muscular. Os músculos não trabalham sozinhos, quando um músculo trabalha, seu antagonista relaxa e outros músculos auxiliam na execução da tarefa. Quando um músculo é mais forte que seu antagonista, desequilíbrios vão acontecer e as consequências podem ser "dolorosas".

Treinando a flexibilidade & Alongamento


A flexibilidade sofre influência da idade, sexo, temperatura, horário, cansaço, emoções, etc. Alguns autores acreditam que o melhor horário para se treinar a flexibilidade seria entre às 12:00 e 17:00 horas. Treiná-la na juventude proporciona maiores ganhos, no entanto, por causas naturais é normal perdermos a flexibilidade com o passar dos anos, principalmente os sedentários. Mas, independente de sua idade ou condição atual, acreditamos que “feito é melhor que perfeito”, então, vá se alongar! Qualquer resultado ainda é melhor que nada! 

Os exercícios que trabalham a flexibilidade são os famosos alongamentos. O alongamento tem por objetivo distender, esticar, aumentar o comprimento do músculo.  

Resumidamente, temos o alongamento estático e dinâmico. No alongamento estático, você se move suave e controladamente até a posição onde o músculo será alongado. O alongamento dinâmico, mais utilizado no meio esportivo, também busca melhorar a amplitude por meio da insistência de movimento. 

mob_pixabay


O alongamento dinâmico mais tarde evolui para o alongamento balístico onde os movimentos são semelhantes à prática esportiva, no entanto, mais bruscos do que nos alongamentos normais (com alto potencial de lesão). O alongamento pode ser ativo, onde você mesmo executa os movimentos ou passivo, onde existem fatores externos como aparelhos, pesos ou a ajuda de outra pessoa. 

Alguns autores trabalham com técnicas de Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva (FNP), objetivando a melhora do sistema neuromuscular devido a sua ativação por meio de contração, relaxamento, isometria, entre outros, permitindo maior amplitude de movimento. 

along_pixabay


Por fim, o alongamento vai acompanhar o objetivo do seu treinador. Poderá ser utilizado como seu aquecimento ou um momento de volta à calma, ao final de sua aula. Mas, não apenas de benefícios vivem os alongamentos. Precisamos nos lembrar que o músculo tem uma certa capacidade elástica e quando extrapolamos sua capacidade podemos sofrer rupturas, como a distensão ou o estiramento. Portanto, procure sempre a ajuda de profissional e bons treinos.


Referências

DANTAS, Estélio H. M. A prática da preparação física. 6. ed. São Paulo: Roca, 2014.

FLECK, Steven J; KRAEMER, William J. Fundamentos do treinamento de força muscular. 3ª ed. Porto Alegre: Artmed; 2006.

GALLAHUE, D. L.; OZMUN, J. C.; GOODWAY, J. D. Compreendendo o desenvolvimento motor: bebês, crianças, adolescentes e adultos. 7. ed. Porto Alegre: AMGH, 2013.

GOMES, Antonio Carlos. Treinamento desportivo: Estruturação e periodização. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2009.

GUEDES, Dartagnan Pinto. Manual prático para avaliação em educação física. São Paulo: Manole, 2006.

SEIJAS, Guillermo. Anatomia e alongamentos essenciais.Barueri, São Paulo: Manole, 2015.