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quinta-feira, 21 de setembro de 2023

O que são os isotônicos?

O que são os isotônicos?


Imagem de Freepik


Você já deve ter visto ou ouvido falar dos isotônicos, aquelas bebidas coloridas que prometem hidratar e repor os sais minerais perdidos durante o exercício físico. Mas você sabe o que são os isotônicos e quais os riscos de ingerir essas bebidas em grande quantidade?


Quais os riscos de ingerir em grande quantidade?


Os isotônicos são bebidas que contêm água, açúcar e eletrólitos, como sódio, potássio, cálcio e magnésio, em concentrações semelhantes às do plasma sanguíneo. Por isso, eles são chamados de isotônicos, pois têm a mesma pressão osmótica que o sangue. Isso facilita a absorção desses líquidos pelo organismo, evitando a desidratação e a queda do rendimento físico.

Os isotônicos são indicados para pessoas que praticam atividades físicas intensas e prolongadas, como corrida, ciclismo, natação ou futebol, pois nessas situações há uma grande perda de água e sais minerais pelo suor. Nesses casos, a ingestão de isotônicos pode ajudar a repor esses nutrientes e a manter o equilíbrio hidroeletrolítico do corpo.

No entanto, os isotônicos não são recomendados para pessoas que fazem exercícios leves ou moderados, ou que não se exercitam. Isso porque essas bebidas contêm calorias e podem contribuir para o aumento de peso e para o desequilíbrio dos níveis de glicose e sódio no sangue. Além disso, o consumo excessivo de isotônicos pode causar problemas como:

 - Hipernatremia: é o excesso de sódio no sangue, que pode provocar sede, inchaço, pressão alta, confusão mental e até convulsões.

- Hipocalemia: é a baixa concentração de potássio no sangue, que pode causar fraqueza muscular, cãibras, arritmias cardíacas e até parada cardíaca.

- Hipercalcemia: é o excesso de cálcio no sangue, que pode causar náuseas, vômitos, constipação, pedras nos rins e alterações neurológicas.

- Hipermagnesemia: é o excesso de magnésio no sangue, que pode causar sonolência, fraqueza muscular, dificuldade respiratória e paralisia.


Portanto, os isotônicos devem ser consumidos com moderação e orientação médica ou nutricional. Eles não substituem a água nem outras fontes de hidratação e nutrição. Lembre-se que a melhor forma de se hidratar é bebendo água pura e natural ao longo do dia. E se você quer repor os sais minerais perdidos pelo suor, opte por alimentos naturais e saudáveis, como frutas, verduras e legumes.


A atividade física é uma das melhores formas de cuidar da saúde e do bem-estar. Ela traz diversos benefícios para o corpo e para a mente, como:

- Melhora o condicionamento físico e a resistência muscular, prevenindo doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade e hipertensão.

- Fortalece o sistema imunológico, aumentando a defesa contra infecções e inflamações.

- Reduz o estresse e a ansiedade, promovendo o relaxamento e a liberação de endorfinas, que são hormônios que causam sensação de prazer e felicidade.

- Melhora a autoestima e a confiança, pois ajuda a manter o peso ideal, a tonificar os músculos e a melhorar a postura e a aparência.

- Estimula o funcionamento do cérebro, melhorando a memória, a concentração, a criatividade e o aprendizado.

- Favorece o convívio social, pois possibilita fazer novas amizades, compartilhar experiências e se divertir.

Para aproveitar todos esses benefícios, é importante praticar atividade física regularmente, pelo menos três vezes por semana, por no mínimo 30 minutos cada sessão. Também é essencial escolher uma atividade que seja adequada ao seu perfil, aos seus objetivos e às suas preferências. Há diversas opções de exercícios, como caminhada, corrida, bicicleta, natação, dança, musculação, pilates, ioga e muito mais. O importante é se movimentar e se sentir bem.

A atividade física é um hábito que pode mudar a sua vida para melhor. Experimente e comprove!

domingo, 9 de abril de 2023

O que é diabetes?

 O que é diabetes?

Imagem de Photo Mix por Pixabay 


Diabetes é uma doença que afeta a forma como o corpo usa a glicose, um tipo de açúcar que é a principal fonte de energia para as células. A glicose vem dos alimentos que comemos e é transportada pelo sangue até as células, onde é usada para gerar energia. Para isso, é preciso que o pâncreas produza um hormônio chamado insulina, que facilita a entrada da glicose nas células.

 

Quando o pâncreas não produz insulina suficiente ou quando o corpo não consegue usar bem a insulina que produz, a glicose se acumula no sangue e causa um problema chamado hiperglicemia, que é o aumento do nível de açúcar no sangue. Isso pode trazer sérias complicações para a saúde, como danos aos rins, aos olhos, ao coração, aos nervos e aos vasos sanguíneos.

 

Existem diferentes tipos de diabetes, que têm causas e características diferentes. Os principais são:

- Diabetes tipo 1: é um tipo menos comum e geralmente se manifesta na infância ou na adolescência. Nesse caso, o pâncreas não produz insulina porque as células responsáveis por isso são destruídas pelo próprio sistema imunológico do corpo. As pessoas com diabetes tipo 1 precisam tomar insulina todos os dias para controlar a glicose no sangue.

- Diabetes tipo 2: é o tipo mais comum e geralmente se manifesta na idade adulta. Nesse caso, o pâncreas produz insulina, mas ela não funciona bem nas células, que se tornam resistentes à sua ação. Isso pode estar relacionado a fatores como obesidade, sedentarismo, alimentação inadequada e histórico familiar de diabetes. As pessoas com diabetes tipo 2 podem precisar tomar medicamentos orais ou insulina para controlar a glicose no sangue.

- Diabetes gestacional: é um tipo que pode ocorrer durante a gravidez, quando os hormônios da placenta interferem na ação da insulina e causam hiperglicemia. Geralmente, o diabetes gestacional desaparece após o parto, mas aumenta o risco de desenvolver diabetes tipo 2 no futuro. Além disso, pode trazer complicações para a mãe e para o bebê durante a gestação e o parto.

- Pré-diabetes: é um estágio anterior ao diabetes, em que o nível de açúcar no sangue está elevado, mas ainda não é suficiente para caracterizar a doença. É um sinal de alerta para mudar os hábitos de vida e prevenir o desenvolvimento do diabetes tipo 2.

 

O diagnóstico do diabetes é feito por meio de exames de sangue que medem a glicose em jejum ou após uma sobrecarga de glicose. Os valores considerados normais, pré-diabéticos e diabéticos são:


- Glicose em jejum: 

Normal até 99 mg/dL; 

Pré-diabetes entre 100 e 125 mg/dL; 

Diabetes acima de 126 mg/dL.


- Glicose após sobrecarga: 

Normal até 139 mg/dL; 

Pré-diabetes entre 140 e 199 mg/dL; 

Diabetes acima de 200 mg/dL.


Tratamento 

O tratamento do diabetes depende do tipo e da gravidade da doença, mas envolve basicamente três pilares: alimentação saudável, atividade física regular e uso de medicamentos. O objetivo é manter o nível de glicose no sangue dentro dos limites adequados e evitar as complicações da doença.

A alimentação saudável para quem tem diabetes deve ser equilibrada, variada e adequada às necessidades individuais de cada pessoa. Deve-se evitar o consumo excessivo de açúcar, carboidratos refinados, gorduras saturadas e trans e sal. Deve-se priorizar o consumo de alimentos integrais, frutas, verduras, legumes, carnes magras, peixes, ovos, leite e derivados desnatados e gorduras boas como as encontradas em oleaginos. Consulte um profissional de nutrição!

sábado, 1 de junho de 2019

Quero emagrecer (ou ganhar peso). Como contar calorias?

Como contar calorias? Para quem quer emagrecer ou ganhar peso. 



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Fonte: Pixabay

Então você decidiu que chegou a hora de levar a dieta a sério?

Parabéns! Se você chegou até aqui já deve saber que passou da hora de mudar seu estilo de vida. Antes de iniciar, vamos deixar umas coisas bem claras! 

1- Consulte um profissional de nutrição. 
O nutricionista é o profissional que entende de alimentação. Ponto final.
Este post não é nem a ponta do iceberg. Só um bom nutricionista pode cuidar da sua alimentação.

2- Temos vários métodos para contar calorias. Este é apenas 1 deles. Amanhã pode ser publicada uma pesquisa e todas as outras técnicas anteriores vão para o lixo. É a vida. ¯\_(ツ)_/¯

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Fonte: Pixabay
 

COMEÇANDO! 


1-Para contar as calorias, você precisa saber qual a sua necessidade energética. 
Para isso calcule sua TMB (Taxa metabólica basal). Atualmente existem vários sites e apps que fazem isto. Escolha um e seja feliz. 


2-Faça uma Avaliação Física. 
É interessante saber seu percentual de gordura (Vulgo "BF"). Você vai precisar saber seu BF e também serve para medir seu progresso futuramente... 


3- Ajuste as calorias de acordo com o seu nível de atividade.

A TMB basicamente é a quantidade de energia que você precisa para se manter vivo. Mas, ela precisa ser ajustada, afinal, qualquer atividade física gasta calorias. 

A tabela abaixo é uma sugestão de fator de atividade (Fonte: Internet). 

Fator de atividade
Indivíduo Exercício FísicoFator
Sedentário-TMB x 1,2
Levemente ativo2/3 x semanaTMB x 1,375
Moderado ativo4/5 x semanaTMB x 1,55
Muito ativo6/7 x semanaTMB x 1,725
Ativo ao extremoAtleta/Trabalho pesadoTMB x 1,9

Lembrando que os apps já fazem todos estes cálculos. E um profissional de nutrição é muito melhor que qualquer coisa que você leu até aqui. ;-)

Temos um exemplo? Temos! Veja: 

Homem, 33 anos, peso 105Kg, 1,90m de altura e Percentual de gordura: 26%.

-Cálculo do TMB: 2230Kcal.
-Fator de atividade: Sedentário (TMB x 1,2) = 2676Kcal. 

Este rapaz precisa consumir 2676Kcal por dia! É um resultado aproximado, como já disse, existem técnicas diferentes, escolha uma e seja feliz.
 
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Fonte: Pixabay

4- Defina Metas

Agora começa o balanço energético.
  
  • Se você quer manter seu peso, precisa de uma dieta normocalórica, ou seja, vai ingerir a quantidade exata de calorias necessárias por dia.
  • Se você quer perder gordura (Vulgo "Emagrecer"), precisa de uma dieta hipocalórica, ou seja, precisa ingerir menos calorias do que a sua necessidade diária (Balanço energético negativo).
  • Se você que ganhar massa muscular (Vulgo "Ganhar peso"), precisa de uma dieta hipercalórica, ou seja, precisa de mais calorias do que a sua necessidade diária (Balanço energético positivo).


A partir daqui a coisa fica séria. Por isso lhe recomendo fortemente um profissional de nutrição. Pois, é mais fácil você controlar a entrada de alimento do que o gasto calórico!

A partir daqui você vai precisar de algum tipo de recordatório alimentar, que nada mais é do que controlar a sua ingestão alimentar. Novamente podemos usar apps, papel, planilhas, etc.

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Fonte: Pixabay

5 - Fazendo o Cutting e/ou Bulking

- O Cutting é a fase onde nos esforçamos para perder gordura (Déficit calórico).

A tal "Definição muscular" significa ter um percentual de gordura baixo. 
Sugere-se reduzir algo entre 300-500 calorias da necessidade diária.

Voltando ao exemplo: 2676Kcal - 500Kcal = 2176Kcal/Dia.

Observe que reduzir 500kcal não vai te matar. Menos 500 calorias você vai perder gordura de um jeito saudável e sem morrer de fome.

- O Bulking é a fase focada em ganhar massa muscular (Superávit calórico). Existe o bulk sujo, bulk limpo, mas, nutrição não é minha especialidade... 

Durante o bulking ganhar músculos e gordura é natural. Aumentar em torno de 400-500 calorias de sua necessidade diária já é suficiente.

Olha o exemplo: 2676Kcal + 500Kcal = 3176Kcal/Dia.

Mesma observação, 500Kcal a mais por dia não significa que você vai virar o Pac-Man!  

Vale lembrar que existe um limite para ganho de músculos! Isto depende da sua experiência de treino, genética, etc. Ou seja, em algum momento você vai perceber que quanto mais experiência, mais difícil de obter ganhos significativos.

Um dia na semana você pode sair da dieta. É o famoso "Dia do lixo". Alguns autores acreditam que é necessário um dia de "bagunça" para evitar que nosso corpo se acostume com essa rotina. Claro, que sem exageros...

Outro detalhe é que ajustes serão necessários. Nosso corpo não é um reloginho que funciona perfeitamente. Os ajustes poderão chegar até 15%. O peso não diminui? Diminua mais algumas calorias. O peso não sobe? Aumente as calorias.

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Fonte: Pixabay

6- Contando Macros (Proteínas, Gorduras e Carboidratos).

Você fez sua avaliação física? Então. Agora você precisa saber a sua quantidade de massa magra para poder realizar os cálculos. 

Vamos determinar a quantidade de macronutrientes para montar sua dieta. Siga a tabela abaixo como sugestão: 

MacronutrienteCuttingBulking
Proteínas (4Kcal/g)2,3 - 3,1 g/Kg1,6 - 2,2 g/Kg
Gorduras (9Kcal/g)0,9 - 1,3 g/Kg20 - 30% Kcal
Carboidratos (4Kcal/g)O restanteO restante

O Rapaz do nosso exemplo tem a Massa magra de: 77Kg (Peso: 105Kg - 26% de BF), os cálculos ficariam assim:

Macro/FaseCuttingBulking
Proteínas (4Kcal/g)238,7g / 954,8Kcal169,4g / 677,6Kcal
Gorduras (9Kcal/g)69,3g / 623,7Kcal30% / 952,8Kcal
Carboidratos (4Kcal/g)149,3g / 597,5Kcal386,4g / 1545,6Kcal
Ingestão diária2176Kcal3176Kcal

 * Já fiz os cálculos e arredondamentos... :/

Viu? É fácil. Só fazer as contas. Mas, repito, consulte um nutricionista.
O consumo de água, vitaminas, minerais e demais nutrientes é muito mais complexo do que estes cálculos apresentados. Sua saúde não tem preço!  

Conclusões


Existem várias técnicas para contar as calorias e macronutrientes. Atualmente temos muitos apps e softwares que podem fazer os cálculos com precisão. Mas, nada substitui uma consulta com um bom nutricionista. 

Mudar seu estilo de vida e sua alimentação não precisa ser uma tortura. Reduzir 500 calorias por dia não é algo impossível de se fazer. Com pequenas mudanças você pode ser uma pessoa mais feliz e mais saudável.

Referências

CAMPBELL, Bill I; Spano, MARIE A. Guia Da NSCA para nutrição o exercício e no esporte. 1. ed. São Paulo: Phorte, 2015.

GUEDES, Dartagnan Pinto. Manual prático para avaliação em educação física. São Paulo: Manole, 2006.

POWERS, Scott K. HOWLEY, Edward T. Fisiologia do Exercício: Teoria e Aplicação ao Condicionamento e ao Desempenho. 9. ed. São Paulo: Manole, 2017.

PRESTES, Jonato et al. Prescrição e periodização do treinamento de força em academias. 2. ed. São Paulo: Manole, 2016.

STOPPANI, Jim. Enciclopédia da musculação e força de Stoppani: 381 exercícios e 116 programas de treinamento de força vencedores. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017.

WILLIANS, Len; GROVES, Derek; THURGOOD, Glen. Treinamento de força. São Paulo: Manole, 2010.

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Resultados na academia e a Síndrome da Adaptação Geral

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 Título polêmico!


Você se matrícula em uma academia e depois de um tempo não vê resultado... E AGORA?

Muitas coisas podem influenciar os resultados durante um programa de treinamento. De maneira resumida, a pirâmide do treinamento envolve treino, dieta e descanso. Se qualquer um destes três elementos não for considerado, a pirâmide se "quebra".

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Atenção!

Antes de falarmos sobre resultados, precisamos comentar sobre algumas teorias, para depois juntarmos tudo e ficar mais fácil de entender...

Anteriormente falamos sobre os Princípios gerais do treinamento de força, assim, podemos dizer que é por meio do treinamento que seu corpo receberá os estímulos necessários para se desenvolver. Em outras palavras, quando você treina, seu corpo sofre um "estresse" e depois vai "lutar" para retornar ao equilíbrio, o que chamamos de homeostase.

Um treinamento organizado é o que chamamos de Periodização. A periodização é a manipulação lógica dos fatores do treinamento, com o objetivo de otimizar seus resultados. 

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Descanso também é importante

Uma das teorias que tentam explicar as mudanças que ocorrem no organismo é a Síndrome da Adaptação Geral (SAG). De maneira resumida, a SAG explica a resposta do corpo ao estresse físico ou emocional. Ela é dividida em fases:

  • Fase de Alarme: Após o início dos estímulos (treinamento), a resposta inicial do corpo é a redução do desempenho devido a dor, rigidez, fadiga e redução das reservas de energia.
  • Fase de Resistência: Se o estresse for planejado adequadamente, o organismo volta aos valores de referência, ou, na maioria dos casos, supera os valores de referência.
  • Fase de Supercompensação: Um nível novo de desempenho é alcançado, em resposta a fase 2.
  • Fase de Sobretreinamento (Overtraining): Alguns autores acreditam que caso o treinamento seja exagerado antes da fase 2, o desempenho será ainda mais reduzido como resposta à incapacidade do atleta a se adaptar ao treinamento. E podemos ainda ter casos em que o estímulo seja fraco/insuficiente para promover adaptações, gerando uma condição de sub treinamento.
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Resumindo, o treinamento deve ser organizado de maneira que estresse seu organismo, mas, que você consiga se recuperar adequadamente para promover o fenômeno da supercompensação. O processo de recuperação depende também de alimentação e descanso.

Por fim, seus resultados na academia vão depender muito do seu treino, da sua dieta e do seu descanso. Verifique seu treino tem a intensidade correta (treinando muito ou pouco), se você tem se alimentado direito e se tem dormido em torno de 8 horas por dia. Para atingir seus objetivos, consulte sempre seu personal trainer e seu nutricionista. 

Referências

DANTAS, Estélio H. M. A prática da preparação física. 6. ed. Roca, São Paulo, 2014.

NSCA. Guia de condicionamento físico: Diretrizes para elaboração de programas. Manole, São Paulo: 2015.

PRESTES, Jonato et al. Prescrição e periodização do treinamento de força em academias. 2. ed. São Paulo: Manole, 2016.

domingo, 14 de janeiro de 2018

Emagrecer ou perder peso? Falando sobre a composição corporal.

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Fonte: Pixabay

A avaliação da composição corporal busca determinar a proporção dos elementos que formam o corpo humano. Tais informações são importantes para a saúde (Ex: aptidão física), rendimento desportivo (Ex: força, velocidade) e maturação biológica (Desenvolvimento humano). 

Existem vários autores que estudam a composição corporal. Resumidamente o peso corporal (massa corporal) é dividido em 5 componentes separados por níveis, conforme o proposto por Wang (1992) e sua equipe:
  1. Nível atômico (Hidrogênio, carbono, oxigênio);
  2. Nível molecular (Proteínas, lipídios, água);
  3. Nível celular (Massa celular, fluídos e sólidos celulares);
  4. Sistema tecidular (Sangue, ossos, tecido adiposo, músculos);
  5. Corpo total (Corpo todo);

A composição corporal muda durante as fases da vida e seus valores são diferentes para homens e mulheres. No âmbito da academia normalmente busca-se verificar o tecido adiposo (percentual de gordura) e a quantidade de massa magra/isenta de gordura (focando em músculos). 

Como conseguimos saber a nossa composição corporal? Por meio dos Métodos antropométricos! Utilizando destes métodos os profissionais da saúde conseguem monitorar o crescimento e o desenvolvimento humano. 

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Fonte: Pixabay

O procedimento mais direto que conhecemos é a dissecação de cadáveres, considerado o “padrão ouro” para avaliar a composição corporal (O padrão ouro pode ser considerado a melhor prática ou o melhor jeito de se fazer). Quando se disseca um cadáver é possível pesar/medir cada componente do corpo humano. Como só é possível dissecar pessoas mortas, foi necessário desenvolver outros métodos para avaliar as pessoas em vida, principalmente para a realização de pesquisas cientificas. 

Surgiram então os Procedimentos Indiretos, estes se utilizam de exames físico-químicos, diagnósticos por imagem e densitometria. Por causa de seu custo, foram desenvolvidos os  Procedimentos Duplamente Indiretos, que por meio da matemática, conseguem predizer a composição corporal.

Dos métodos indiretos, talvez os mais acessíveis sejam a bioimpedância e a antropometria. Seguindo seus protocolos corretamente, por meio de equações matemáticas, é possível predizer a composição corporal. 

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Fonte: Pixabay


A antropometria é uma parte da antropologia que avalia as medidas externas das dimensões corporais, como peso corporal, estatura, perímetros, dobras cutâneas, etc. A antropometria é uma das técnicas duplamente indiretas, que tem como vantagem, ser simples de ensinar, seu custo é mais baixo e não machuca. 

Alguns a consideram de frágil precisão, mas, ainda é melhor do que nenhuma avaliação física. Afunilando mais um pouco, especificamente a medida das Dobras cutâneas, por meio de protocolos, é utilizada para determinar a quantidade de gordura no tecido subcutâneo. Sabendo disto, podemos concluir que o corpo humano é composto por várias substâncias, deste modo, “perder peso” é diferente de “emagrecer”. 

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O peso pode ser o mesmo, mas,
a composição corporal é diferente! Fonte: Google
 
Em um programa de emagrecimento, por exemplo, devemos focar em reduzir a quantidade de gordura. Se você estiver desidratado ou perdendo massa magra, vai passar na balança e acreditar que está emagrecendo, pois perdeu alguns quilos. Pode acontecer também de você treinar e se alimentar corretamente, passar pela balança e se entrar em pânico pensando que "engordou", pois ganhou alguns quilinhos (Você trocou gordura por músculos, oras!). Então, não se deve acreditar somente no que se vê na balança.

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Fonte: Pixabay

Concluindo, a avaliação da composição corporal é um componente importante quando se participa de um programa de treinamento, tanto para quem busca emagrecer, quanto para quem busca ganhar uns quilinhos. Por meio da avaliação física podemos saber se estamos próximos dos nossos objetivos e quando necessário, promover os ajustes necessários. Emagrecer é diferente de perder peso, assim, não se deve confiar totalmente na balança. Outros elementos devem ser observados, como por exemplo, suas medidas! Já experimentou vestir aquela calça que estava apertada e perceber que agora ela cai bem, mesmo com uns quilinhos a mais na balança? ;)

Referências:

CAMPBELL, Bill I; Spano, MARIE A. Guia Da NSCA para nutrição o exercício e no esporte. 1. ed. São Paulo: Phorte, 2015.

COSTA, Roberto Fernandes da. Composição corporal: Teoria e prática da avaliação. São Paulo: Manole, 2001.

MCARDLE, Willian D; KATCH, Frank I; KATCH, Victor L. Fisiologia do exercício. Energia, nutrição e desempenho humano. 5. Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003.

POWERS, Scott K. HOWLEY, Edward T. Fisiologia do Exercício: Teoria e Aplicação ao Condicionamento e ao Desempenho. 9. ed. São Paulo: Manole, 2017.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Falando sobre Controle de Peso: Dieta e Exercício


balanc_pixabay
Fonte: Pixabay


Para realizarmos as atividades diárias precisamos de energia. A energia é obtida dos nutrientes que comemos, digerimos e absorvemos. Existe um conceito chamado Balanço Energético, conceito este que contabiliza toda a energia que entra e saí do corpo. 

De uma forma simples, a equação de balanço energético propõe o seguinte: 

Energia do corpo = Entrada de energia – Saída de energia 

A equação acima é um tanto simples, posteriormente os especialistas resolveram criar  outra equação mais “dinâmica”, a seguir: 

Equação do equilíbrio energético: Taxa de alteração dos estoques de energia = Taxa de alteração da ingestão de energia – Taxa de alteração do gasto energético 

Tal equação ainda pode ser subdividida em carboidratos, proteínas e gorduras. 

Carboidratos e Proteínas em si não são “problemas”, pois, teoricamente seu excesso será utilizado pelo organismo sem ser transformado em gordura. Porém, estudos apontaram que dietas com muitas gorduras e carboidratos estão relacionadas à obesidade. 

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O balanço energético funciona
como uma balança! Fonte: Pixabay

O termo “saída de energia” combina a energia perdida para o ambiente em forma de calor e o trabalho realizado pelo corpo, como transporte de moléculas pelas membranas celulares, a contração muscular (trabalho mecânico) e o trabalho químico (por exemplo, o armazenamento de energia como ATP, glicogênio e lipídeos). 

Destes processos que compõem a “saída” de energia, apenas as atividades físicas são voluntárias e a entrada de energia pode ser manipulada por meio de dieta.

Quando falamos em energia estamos falando de comida. Assim podemos estimar quanta energia um alimento pode fornecer por meio de um processo chamado Calorimetria direta, onde um alimento é queimado em um aparelho chamado bomba calorimétrica e o calor liberado por este processo é medido.  

O resultado é expresso em quilocalorias (kcal). Uma kcal é o mesmo que 1 Caloria (Com “C” maiúsculo mesmo), as mesmas calorias que você vê nas embalagens dos produtos que compra. 

Voltando para o Balanço Energético, modificar a alimentação é o jeito mais fácil de alterar a balança. Quando a equação está balanceada (normocalórica), significa que estamos ingerindo a quantidade de calorias para as necessidades diárias, assim, mantemos o peso. 

Quando comemos mais do que o necessário, o balanço energético torna-se positivo (dieta hipercalórica), assim, podemos ganhar peso.  E quando ingerimos menos calorias do que o necessário, ocorre uma deficiência energética (dieta hipocalórica), deste modo podemos perder peso.
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Qualquer atividade física ainda
é melhor do que nada! Fonte: Pixabay

Independente dos objetivos pessoais (estética ou desempenho atlético) é comum que as pessoas desejem alterar sua composição corporal (de maneira geral, massa gorda e massa isenta de gordura do corpo). 

É possível modificar a composição corporal por meio de dieta, exercício físico, suplementos, drogas (farmacológicos) e cirurgias (Ex. Lipoaspiração). Uma das estratégias básicas é a dieta hipercalórica ou hipocalórica.

A obesidade é uma preocupação mundial devido as doenças degenerativas que estão relacionadas à ela, por exemplo, o diabetes tipo 2, as doenças do coração e alguns tipos de câncer.

Estimar a entrada e o gasto de energia do corpo é um processo complexo, afinal, não somos um “reloginho” que funciona perfeitamente, alguns processos que ocorrem no organismo ainda são misteriosos e complexos de se entender. Por exemplo, nem tudo o que comemos é digerido e absorvido. 

Para se estimar quanta energia o corpo gasta, podemos nos utilizar do Consumo de Oxigênio e a produção de Dióxido de Carbono. A medida que o corpo metaboliza os nutrientes é estimada uma Taxa Metabólica.

A taxa metabólica mais “baixa” (entenda-se em repouso) do homem seria a Taxa Metabólica Basal (TMB), em outras palavras, seria o mínimo de energia que o corpo gasta em repouso (dormindo) para manter o corpo “funcionando”. Todavia, é muito difícil obter a TMB pelo seu protocolo, assim, muitas vezes é medida a Taxa Metabólica em Repouso – TMR.

Baseado na TMB/TMR, os estudiosos afirmam que o peso corporal vai aumentar com o envelhecimento devido a redução natural de massa magra, reduzindo a TMB/TMR que é a principal consumidora de energia em sedentários. 

As mulheres naturalmente têm taxas metabólicas um pouco mais baixas do que os homens, devido a um maior percentual de gordura. Nos humanos, em geral, a taxa metabólica é afetada pela idade, gênero, massa muscular magra, nível de atividade física, dieta, fatores hormonais e a genética.
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Fonte: Pixabay



Dentre os fatores que alteram a TMB/TMR, a quantidade de massa magra e o nível de atividade física são os itens que mais alteram a taxa metabólica. Os músculos consomem mais oxigênio do que o tecido adiposo. Relembrando que só podemos controlar a entrada de energia (dieta) e o nível de atividade física.

Outros processos também atuam na taxa metabólica, porém, de forma inconsciente, a citar: Termogênese induzida pela dieta (Custo energético para a digestão e absorção dos alimentos – Pode representar de 10 a 15% da energia total gasta), Hormônios (Hormônios da tireoide e as catecolaminas - adrenalina e noradrenalina) e Fatores genéticos (Algumas pessoas tem metabolismo muito eficiente para armazenar tecido adiposo e outros nunca ganham peso porque seu metabolismo é menos eficiente neste quesito).

Para as pessoas que desejam mudar sua composição corporal, principalmente as que desejam o emagrecimento, é recomendado pelos especialistas uma mudança comportamental. Este tipo de abordagem, de longo prazo, vai proporcionar a perda de peso e sua manutenção, sem que o sujeito recupere o peso anos mais tarde. 
São utilizadas de técnicas variadas objetivando que o sujeito modifique hábitos em relação ao exercício e alimentação. Ou seja, dieta e exercício não são feitas para quem apenas pretende viajar para a praia no verão.

A combinação de dieta e exercício é um meio efetivo na perda de peso, acelerando a perda de gordura corporal aumentando a massa magra e consequentemente aumentando a taxa metabólica. A atividade física pode representar de 5 a 40% da energia total gasta diariamente (Exercícios localizados não se mostraram muito eficientes do que a atividade física para o corpo todo).

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Partiu treinar! Fonte: Pixabay

Em resumo, para aqueles que pretendem PERDER e MANTER peso, a dieta e o exercício físico deverão fazer parte de seus novos hábitos. A obesidade traz consigo várias doenças silenciosas que podem prejudicar muito a qualidade de vida das pessoas. Do outro lado da moeda estão aqueles que desejam ganhar massa magra, por exemplo, os fisiculturistas, que precisam de dietas hipercalóricas. Portanto, CONSULTE um profissional de nutrição antes de começar uma dieta, escolha uma atividade física orientada por um profissional de Educação Física e partiu treinar!

Referências: 
 
CAMPBELL, Bill I; Spano, MARIE A. Guia Da NSCA para nutrição o exercício e no esporte. 1. ed. São Paulo: Phorte, 2015. 

MCARDLE, Willian D; KATCH, Frank I; KATCH, Victor L. Fisiologia do exercício. Energia, nutrição e desempenho humano. 5. Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003. 

POWERS, Scott K. HOWLEY, Edward T. Fisiologia do Exercício: Teoria e Aplicação ao Condicionamento e ao Desempenho. 9. ed. São Paulo: Manole, 2017.

SILVERTHORN, Dee Unglaub. Fisiologia Humana: Uma Abordagem Integrada. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2010.