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quinta-feira, 21 de setembro de 2023

O que são os isotônicos?

O que são os isotônicos?


Imagem de Freepik


Você já deve ter visto ou ouvido falar dos isotônicos, aquelas bebidas coloridas que prometem hidratar e repor os sais minerais perdidos durante o exercício físico. Mas você sabe o que são os isotônicos e quais os riscos de ingerir essas bebidas em grande quantidade?


Quais os riscos de ingerir em grande quantidade?


Os isotônicos são bebidas que contêm água, açúcar e eletrólitos, como sódio, potássio, cálcio e magnésio, em concentrações semelhantes às do plasma sanguíneo. Por isso, eles são chamados de isotônicos, pois têm a mesma pressão osmótica que o sangue. Isso facilita a absorção desses líquidos pelo organismo, evitando a desidratação e a queda do rendimento físico.

Os isotônicos são indicados para pessoas que praticam atividades físicas intensas e prolongadas, como corrida, ciclismo, natação ou futebol, pois nessas situações há uma grande perda de água e sais minerais pelo suor. Nesses casos, a ingestão de isotônicos pode ajudar a repor esses nutrientes e a manter o equilíbrio hidroeletrolítico do corpo.

No entanto, os isotônicos não são recomendados para pessoas que fazem exercícios leves ou moderados, ou que não se exercitam. Isso porque essas bebidas contêm calorias e podem contribuir para o aumento de peso e para o desequilíbrio dos níveis de glicose e sódio no sangue. Além disso, o consumo excessivo de isotônicos pode causar problemas como:

 - Hipernatremia: é o excesso de sódio no sangue, que pode provocar sede, inchaço, pressão alta, confusão mental e até convulsões.

- Hipocalemia: é a baixa concentração de potássio no sangue, que pode causar fraqueza muscular, cãibras, arritmias cardíacas e até parada cardíaca.

- Hipercalcemia: é o excesso de cálcio no sangue, que pode causar náuseas, vômitos, constipação, pedras nos rins e alterações neurológicas.

- Hipermagnesemia: é o excesso de magnésio no sangue, que pode causar sonolência, fraqueza muscular, dificuldade respiratória e paralisia.


Portanto, os isotônicos devem ser consumidos com moderação e orientação médica ou nutricional. Eles não substituem a água nem outras fontes de hidratação e nutrição. Lembre-se que a melhor forma de se hidratar é bebendo água pura e natural ao longo do dia. E se você quer repor os sais minerais perdidos pelo suor, opte por alimentos naturais e saudáveis, como frutas, verduras e legumes.


A atividade física é uma das melhores formas de cuidar da saúde e do bem-estar. Ela traz diversos benefícios para o corpo e para a mente, como:

- Melhora o condicionamento físico e a resistência muscular, prevenindo doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade e hipertensão.

- Fortalece o sistema imunológico, aumentando a defesa contra infecções e inflamações.

- Reduz o estresse e a ansiedade, promovendo o relaxamento e a liberação de endorfinas, que são hormônios que causam sensação de prazer e felicidade.

- Melhora a autoestima e a confiança, pois ajuda a manter o peso ideal, a tonificar os músculos e a melhorar a postura e a aparência.

- Estimula o funcionamento do cérebro, melhorando a memória, a concentração, a criatividade e o aprendizado.

- Favorece o convívio social, pois possibilita fazer novas amizades, compartilhar experiências e se divertir.

Para aproveitar todos esses benefícios, é importante praticar atividade física regularmente, pelo menos três vezes por semana, por no mínimo 30 minutos cada sessão. Também é essencial escolher uma atividade que seja adequada ao seu perfil, aos seus objetivos e às suas preferências. Há diversas opções de exercícios, como caminhada, corrida, bicicleta, natação, dança, musculação, pilates, ioga e muito mais. O importante é se movimentar e se sentir bem.

A atividade física é um hábito que pode mudar a sua vida para melhor. Experimente e comprove!

sábado, 6 de maio de 2023

Quais são os distúrbios da tireoide?

Imagem de Gino Crescoli por Pixabay 

 
Vocês sabem o que é a tireoide e para que ela serve? E quais são os principais sintomas de que algo não vai bem com essa glândula? Vamos lá!
 
A tireoide é uma glândula que fica no pescoço, logo abaixo do pomo de adão. Ela tem o formato de uma borboleta e produz dois hormônios chamados T3 e T4. Esses hormônios são responsáveis por regular várias funções do nosso corpo, como o metabolismo, o crescimento, o humor, a fertilidade, o ciclo menstrual e muito mais. Por isso, é muito importante conhecer os sintomas e os tratamentos dessas condições.
 
Quando a tireoide funciona bem, ela libera a quantidade certa de hormônios para o nosso organismo. Mas às vezes ela pode produzir hormônios demais ou de menos, causando um desequilíbrio que pode trazer vários problemas de saúde. Essas alterações são chamadas de hipertireoidismo e hipotireoidismo.
 

Principais sintomas

O hipertireoidismo acontece quando a tireoide produz hormônios em excesso, fazendo com que o organismo fique acelerado. As pessoas com hipertireoidismo podem apresentar sintomas como nervosismo, ansiedade, palpitações, perda de peso, suor excessivo, insônia, tremores e olhos saltados. As causas mais comuns do hipertireoidismo são as doenças autoimunes, como a doença de Graves, ou alguns nódulos na glândula. O tratamento pode ser feito com medicamentos que bloqueiam a produção dos hormônios da tireoide, com iodo radioativo ou com cirurgia para remoção da glândula.

O hipotireoidismo ocorre quando a tireoide produz hormônios insuficientes, fazendo com que o organismo fique lento. As pessoas com hipotireoidismo podem ter sintomas como cansaço, sonolência, ganho de peso, depressão, pele seca, queda de cabelo, prisão de ventre e intolerância ao frio. A causa mais frequente do hipotireoidismo é a tireoidite de Hashimoto, uma doença autoimune que ataca a glândula. O tratamento é feito com a reposição dos hormônios da tireoide em comprimidos.

Além do hipertireoidismo e do hipotireoidismo, existem outros problemas que podem afetar a tireoide, como os nódulos, os cistos e o câncer. Os nódulos são pequenos caroços que se formam na glândula e que podem ser benignos ou malignos. A maioria dos nódulos não causa sintomas e é descoberta por acaso em um exame de ultrassom. O câncer de tireoide é raro e costuma ter bom prognóstico se tratado precocemente.

Diagnóstico e tratamento

Para diagnosticar os problemas na tireoide, é preciso consultar um médico endocrinologista e fazer alguns exames de sangue que medem os níveis dos hormônios da tireoide. Também pode ser necessário fazer um ultrassom da tireoide para avaliar o tamanho, a forma e a presença de nódulos na glândula.
O tratamento dos problemas na tireoide depende da causa e da gravidade de cada caso. Em geral, o hipertireoidismo é tratado com medicamentos que bloqueiam a produção dos hormônios da tireoide ou com iodo radioativo que destrói parte da glândula. Em alguns casos, pode ser indicada a cirurgia para retirar toda ou parte da tireoide.

O hipotireoidismo é tratado com a reposição dos hormônios da tireoide por meio de comprimidos diários. Os nódulos benignos podem ser acompanhados periodicamente ou tratados com medicamentos ou injeções de álcool. Os nódulos malignos ou suspeitos devem ser removidos cirurgicamente.

Como vocês viram, os distúrbios da tireoide são bastante variados e podem ter diferentes causas e consequências. Por isso, é fundamental fazer um acompanhamento médico regular e realizar exames de sangue para medir os níveis dos hormônios da tireoide. Assim, você pode prevenir ou tratar essas condições e manter a sua saúde em dia.

segunda-feira, 1 de maio de 2023

O que é a câimbra?

Imagem de shauking por Pixabay 

Você sabe o que é e como evitar esse desconforto muscular? Então continue lendo esse post e descubra!

A câimbra é uma contração rápida, involuntária e dolorosa de um músculo, que pode acontecer em qualquer parte do corpo, mas é mais comum nos pés, mãos, pernas e abdômen. Ela pode durar alguns segundos ou minutos e geralmente não é grave, mas pode ser muito incômoda.

 

Possíveis causas

Existem várias causas possíveis para a câimbra, mas as mais frequentes são:

- Excesso de exercício físico: quando o músculo fica muito cansado ou desidratado, ele pode se contrair involuntariamente. Por isso, é importante se hidratar bem antes, durante e depois da atividade física, além de fazer alongamentos antes e depois do treino.

- Falta de minerais: o cálcio e o potássio são essenciais para o funcionamento dos músculos, pois ajudam na contração e no relaxamento. Quando esses minerais estão em baixa no organismo, podem ocorrer câimbras. Isso pode acontecer por causa de uma alimentação deficiente, uso de diuréticos, vômitos, gravidez ou outras doenças. Por isso, é importante consumir alimentos ricos em cálcio (como leite e derivados) e potássio (como banana e abacate).

- Tétano: essa é uma causa rara, mas grave, de câimbra. O tétano é uma infecção causada por uma bactéria que entra no organismo por meio de ferimentos na pele. Essa bactéria produz uma toxina que afeta os nervos e provoca contrações musculares involuntárias em todo o corpo. Os sintomas incluem rigidez no pescoço, febre baixa e dificuldade para respirar. O tétano pode ser fatal se não for tratado rapidamente com antibióticos e vacina. Por isso, é importante manter a vacinação em dia e limpar bem os ferimentos.


Como tratar a câimbra?

Se você sentir uma câimbra, o primeiro passo é tentar relaxar o músculo afetado. Você pode fazer isso massageando a região, esticando o músculo ou aplicando calor ou frio. Se a câimbra for na panturrilha, por exemplo, você pode levantar-se e apoiar o pé no chão com a perna estendida. Se for no pé, você pode puxar os dedos para cima com a mão.

Depois de aliviar a dor, procure beber água ou um isotônico para repor os líquidos e os minerais perdidos. Se a câimbra for frequente ou persistente, procure um médico para investigar a causa e indicar o melhor tratamento.

 

Como prevenir a câimbra?

A melhor forma de prevenir a câimbra é manter uma boa hidratação e uma alimentação equilibrada, rica em cálcio e potássio. Além disso, é importante fazer exercícios físicos regularmente, mas sem exagerar na intensidade ou na duração. Antes e depois do treino, faça alongamentos para preparar e relaxar os músculos.

Outras dicas para evitar a câimbra são:

- Evitar ficar muito tempo na mesma posição ou usar roupas apertadas que dificultem a circulação sanguínea.

- Evitar o consumo excessivo de álcool, café ou refrigerantes que podem desidratar o organismo.

- Evitar o uso de medicamentos que podem causar câimbra sem orientação médica.

- Consultar um médico se você tiver alguma doença que possa afetar os músculos ou os nervos.

domingo, 13 de outubro de 2019

O que é o treinamento de resistência?


Não é deste tipo de resistência que estamos falando!

O que é o treinamento de resistência?


Retomando o assunto capacidades físicas (pesquise aptidão física na caixa de pesquisa), hoje falaremos sobre a Resistência.

De maneira geral, podemos definir resistência como  a qualidade física que permite o corpo realizar um esforço por um certo tempo, vencendo a fadiga, incluindo aspectos psicológicos. Podemos dividir a resistência, basicamente, em dois tipos: Resistência cardiorrespiratória e Resistência muscular.

Esteira_pixabay
Fonte: Pixabay

A resistência cardiorrespiratória (muitas vezes chamada de "aeróbia"), pode ser conceituada como a capacidade o organismo fornecer nutrientes e oxigênio, durante o trabalho muscular prolongado e remover resíduos metabólicos produzidos durante o exercício físico. Seu principal indicador é o consumo máximo de oxigênio (VO2 máx).

Podemos encontrar a resistência cardiorrespiratória dividida em resistência aeróbia e anaeróbia, da mesma maneira que dividimos os sistemas energéticos,  portanto, seu treinamento será de acordo com as necessidades energéticas.

Como assim? Por exemplo, as necessidades energéticas de um corredor de 100m são diferentes das necessidades energéticas de um ciclista. A duração (tempo) e a intensidade do exercício são diferentes.

Forca_Pixabay
Fonte: Pixabay

A resistência de força ou resistência muscular localizada (RML), pode ser definida como a capacidade de um músculo ou grupo muscular de manter a "força", durante repetidas contrações musculares, mantendo o padrão de movimento. 

Outro exemplo, a demanda de força de um remador é diferente da demanda um ginasta.

Por fim, a resistência é uma qualidade física importante e precisa ser treinada de acordo com as necessidades do atleta ou aluno. O bom resultado nos esportes depende do desenvolvimento correto desta capacidade física. Procure um bom profissional para lhe ajudar a alcançar seus objetivos. Bons treinos! 


Referências

DANTAS, Estélio H. M. A prática da preparação física. 6. ed. São Paulo: Roca, 2014.

GOMES, Antonio Carlos. Treinamento desportivo: Estruturação e periodização. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2009. 

GUEDES, Dartagnan Pinto. Manual prático para avaliação em educação física. São Paulo: Manole, 2006.

PLATONOV, Vladimir Nikolaevich. Tratado geral de treinamento desportivo. São Paulo: Phorte, 2008.

sábado, 3 de agosto de 2019

O que são as capacidades motoras Velocidade e Agilidade?

Corrida_pixabay
Fonte: Pixabay

O que é a velocidade? 

 
Uma frase para definir velocidade? 
"É pra ontem!"  😁😁😁
 

Falando sobre outra capacidade física, a velocidade. Ela pode ser definida como a capacidade de realizar uma ação motora no menor tempo possível.

Alguns autores subdividem a velocidade em velocidade de reação (Resposta a um estímulo, por exemplo, o som do apito) e velocidade de movimento (a rapidez de uma contração muscular).

A velocidade é uma capacidade importante de ser treinada, pois, ela tem relação com outras capacidades físicas. Velocidade e potência são requisitos em praticamente todos os esportes.

Tá, mas, e a agilidade?



dodge_pixabay
Esquivas = Agilidade


A agilidade pode ser definida como a capacidade de mudar rapidamente a posição do corpo ou a direção do movimento no menor tempo possível. 

De maneira geral, podemos dizer que a agilidade é fruto da combinação de velocidade e potência. 


corrida_pixabay


Tudor Bompa, um grande cientista, representou por meio de um quadro como nossas capacidades físicas se relacionam. De maneira bem simples, quando você junta força máxima, velocidade e coordenação (capacidade de realizar movimentos ótimos) o resultado é a agilidade.

Outro exemplo de habilidades se relacionando. Imagine um chute. Quando colocamos força e velocidade, como resultado temos um chute potente ou "explosivo".

Testes para velocidade e agilidade


Existem testes para velocidade e agilidade que podem compor os famosos Testes de aptidão física - TAF (Ou Exames de aptidão física). São exemplos: 

Teste de velocidade: Teste de corrida de 50 m  
Teste de agilidade: Teste de agilidade Shuttle Run


Por fim, para se treinar velocidade e força procure um profissional de educação física. Desvios posturais ou padrões defeituosos de movimentos poderão resultar em lesões. Um bom profissional vai lhe orientar sobre a técnica correta e fazer as progressões corretas para o seu sucesso.  Bons treinos!

Referências:

BOMPA, Tudor O. Periodização: Teoria e metodologia do treinamento. São Paulo: Phorte Editora, 2002.

GOMES, Antonio Carlos. Treinamento desportivo: Estruturação e periodização. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2009.

GUEDES, Dartagnan Pinto. Manual prático para avaliação em educação física. São Paulo: Manole, 2006.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Dormir é muito importante!


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Você precisa dormir bem!


Recentemente atendi um grupo de adolescentes percebi algo em comum. Todos reclamavam de sono. Questionei um pouco e descobri que todos eles dormiam mal e pouco. Este post é resultado daquela “varredura” na internet, assim, você não vai encontrar referências científicas ao final. ¯\_(ツ)_/¯

Na natureza é normal os animais se recolherem quando o pôr do sol chega. Nossos antepassados eram praticamente obrigados a dormir até o novo dia. 

Sem sombra de dúvidas a iluminação artificial foi uma invenção espetacular, porém, como consequência, passamos mais tempo acordados do que o necessário. Vivemos uma “epidemia de sono insuficiente”. Sempre temos que assistir mais um episódio, nos ocupar por mais horas e a cada noite dormimos menos. 

Não é difícil encontrar na internet técnicas de como dormir 20 minutos por dia, produzir mais (ao invés de dormir), etc, etc. A luta contra o despertador se tornou “normal” e não é difícil ver gente por aí dormindo de “qualquer jeito” na hora do almoço. Em 2016, cerca de 40% dos brasileiros sofriam com a Insônia.



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Dormir pouco ou dormir mal aumenta o risco de doenças cardiovasculares e metabólicas. Alguns dos distúrbios do sono mais comuns são: Insônia, a apneia e a síndrome das pernas inquietas. É comum também sentir aquele “sono atrasado” que você sempre deixa para recuperar no fim de semana. 

Distúrbios mais comuns do sono:

Insônia: A insônia é a dificuldade de começar e manter o sono. Tem causas variadas, incluindo, estresse, ansiedade, depressão, fatores genéticos, etc. Qualquer coisa que não lhe permita relaxar e dormir pode ser considerada uma causa. Privação de sono pode até matar! Já vimos em filmes e séries o uso da privação de sono como forma de tortura para prisioneiros. 

Apneia obstrutiva do sono: Ocorre a obstrução da passagem de ar durante o sono, ou seja, é a parada da respiração. Essas “paradas” podem ocorrer diversas vezes, incluindo, ronco alto e sufocamento. O ronco é apontado como um distúrbio do sono, pois, ocorre uma dificuldade do sistema respiratório (e aumento de esforço para respirar). A apneia em longo prazo contribui para o aparecimento de outras doenças como arritmia cardíaca, pressão alta, aumento da circunferência abdominal, maior predisposição para infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (derrame) e a síndrome metabólica.
 
Síndrome das pernas inquietas: Consiste em uma vontade incontrolável de mover as pernas, principalmente durante o sono.

Em resumo, a falta de sono causa mudanças de humor, alterações na  memória, concentração a no aprendizado, irritação e em alguns casos, impotência sexual e cefaleia (dor de cabeça).



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Por que precisamos dormir?

O sono tem por função melhorar aspectos físico, mental e emocional do ser humano. Durante o sono vários hormônios e funções do corpo são reguladas, limpas e “organizadas”. É durante o sono que os sistemas de recuperação e crescimento funcionam (Atenção para quem está nesta fase). Também ocorre o fortalecimento do sistema imunológico e o bom funcionamento do cérebro. 

Para quem treina (ou é atleta), o sono faz parte de uma etapa muito importante, a etapa de recuperação onde fenômeno da supercompensação acontece e posteriormente promovendo melhoras no organismo.

A recomendação varia um pouco, mas, o ideal seria dormir entre 7 e 9 horas por dia. Também é recomendado estar em sono profundo das 23 a 1hr (Ou seja, no máximo as 21:30 já devemos estar na cama).

O ato de dormir é um ritual. Ao concluir suas obrigações você precisa por na cabeça que é hora de descansar. Você deve preparar o local calmo antes do sono, usar uma luz baixa, desligar a televisão, o celular e a internet. Não comer muito e nem praticar atividades vigorosas antes de deitar-se. 


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Atualmente existem programas para computador e apps para smartphone que reduzem a luz azul das telas (são estimulantes) e programas para bloquear mensagens e notificações.

Se sentiu cansado? Começou a bocejar? Vá dormir. Se seu sono estiver “regulado” você não vai precisar de despertador para acordar. O horário para dormir precisa ser uma rotina, todos os dias você vai para a cama no mesmo horário e depois de um tempo vai começar a acordar sozinho. Qualquer dúvida ou dificuldade para dormir, consulte sempre seu médico.

Bons sonhos!

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Resultados na academia e a Síndrome da Adaptação Geral

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 Título polêmico!


Você se matrícula em uma academia e depois de um tempo não vê resultado... E AGORA?

Muitas coisas podem influenciar os resultados durante um programa de treinamento. De maneira resumida, a pirâmide do treinamento envolve treino, dieta e descanso. Se qualquer um destes três elementos não for considerado, a pirâmide se "quebra".

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Atenção!

Antes de falarmos sobre resultados, precisamos comentar sobre algumas teorias, para depois juntarmos tudo e ficar mais fácil de entender...

Anteriormente falamos sobre os Princípios gerais do treinamento de força, assim, podemos dizer que é por meio do treinamento que seu corpo receberá os estímulos necessários para se desenvolver. Em outras palavras, quando você treina, seu corpo sofre um "estresse" e depois vai "lutar" para retornar ao equilíbrio, o que chamamos de homeostase.

Um treinamento organizado é o que chamamos de Periodização. A periodização é a manipulação lógica dos fatores do treinamento, com o objetivo de otimizar seus resultados. 

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Descanso também é importante

Uma das teorias que tentam explicar as mudanças que ocorrem no organismo é a Síndrome da Adaptação Geral (SAG). De maneira resumida, a SAG explica a resposta do corpo ao estresse físico ou emocional. Ela é dividida em fases:

  • Fase de Alarme: Após o início dos estímulos (treinamento), a resposta inicial do corpo é a redução do desempenho devido a dor, rigidez, fadiga e redução das reservas de energia.
  • Fase de Resistência: Se o estresse for planejado adequadamente, o organismo volta aos valores de referência, ou, na maioria dos casos, supera os valores de referência.
  • Fase de Supercompensação: Um nível novo de desempenho é alcançado, em resposta a fase 2.
  • Fase de Sobretreinamento (Overtraining): Alguns autores acreditam que caso o treinamento seja exagerado antes da fase 2, o desempenho será ainda mais reduzido como resposta à incapacidade do atleta a se adaptar ao treinamento. E podemos ainda ter casos em que o estímulo seja fraco/insuficiente para promover adaptações, gerando uma condição de sub treinamento.
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Resumindo, o treinamento deve ser organizado de maneira que estresse seu organismo, mas, que você consiga se recuperar adequadamente para promover o fenômeno da supercompensação. O processo de recuperação depende também de alimentação e descanso.

Por fim, seus resultados na academia vão depender muito do seu treino, da sua dieta e do seu descanso. Verifique seu treino tem a intensidade correta (treinando muito ou pouco), se você tem se alimentado direito e se tem dormido em torno de 8 horas por dia. Para atingir seus objetivos, consulte sempre seu personal trainer e seu nutricionista. 

Referências

DANTAS, Estélio H. M. A prática da preparação física. 6. ed. Roca, São Paulo, 2014.

NSCA. Guia de condicionamento físico: Diretrizes para elaboração de programas. Manole, São Paulo: 2015.

PRESTES, Jonato et al. Prescrição e periodização do treinamento de força em academias. 2. ed. São Paulo: Manole, 2016.

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Princípios gerais do treinamento de força – Uma introdução


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Fonte: Pixabay

Uma das coisas mais legais do treinamento é ver a evolução do aluno/atleta ao longo do tempo. Quando montamos uma sessão de treino não fazemos isto de maneira aleatória. Entre varias coisas, precisamos escolher os exercícios, a velocidade de execução, etc. Hoje vamos falar sobre alguns princípios que norteiam a prescrição de exercícios.



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Fonte: Pixabay

Princípio da Especificidade
O efeito do treinamento é especifico nos músculos envolvidos na atividade. Ou seja, treinar de forma especifica para resultados específicos. Se você treinar só seus braços, não vai ver resultados nas pernas… 


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Fonte: Pixabay

Princípio da Sobrecarga Progressiva
Nossos músculos só vão se desenvolver se forem sobrecarregados (estressados). Ou seja, significa o aumento contínuo da intensidade da sessão de treinamento.

Um mito grego diz que Mílon de Crotona (500 a.C.), um famoso lutador que venceu alguns Jogos Olímpicos, foi o primeiro a incorporar o princípio da sobrecarga em seu treinamento. Ele carregava um bezerro em suas costas e corria cerca de 120 passos. A medida que o bezerro crescia, sua força crescia proporcionalmente.



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Fonte: Pixabay
 
Princípio da Individualidade
O programa de treinamento vai considerar as necessidade especificas ou os objetivos e as habilidades do indivíduo para quem o programa foi elaborado. Por exemplo, o João quer treinar para aumentar sua massa muscular e já treina faz um tempo. O Antônio quer diminuir o percentual de gordura, mas, nunca treinou na vida. Como são objetivos diferentes, cada um com o seu treino. 



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Temos infinitas possibilidades! Fonte: Pixabay
 
Princípio da Variabilidade
Após um curto período de treinamento, as adaptações vão acontecer (O organismo vai se acostumar). Assim, novos estímulos deverão ser aplicados. Por isso a Periodização é importante (macrociclos, mesociclos e microciclos).



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Fonte: Pixabay


Princípio da Manutenção
Quando o objetivo do aluno é atingido, é mais fácil manter o nível de força ou de massa muscular. A frequência do treinamento pode ser reduzida e outros elementos da aptidão física poderão ser trabalhados.



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Treinar é preciso. Fonte: Pixabay

Princípio da Reversibilidade
Os ganhos de condicionamento por meio da sobrecarga são rapidamente perdidos quando o treinamento é interrompido e a sobrecarga retirada. Ou seja, aquilo que você não usa, você perde.


Princípio da Adaptação
Podemos pensar em adaptação como as mudanças que o corpo precisa passar para melhor sobreviver no meio ambiente. Seu corpo precisa descansar para se recuperar dos estímulos que recebeu do treinamento. Em conjunto com a alimentação, você vai perceber evolução nos seus treinos.


Princípio da Interdependência Volume X Intensidade

Existe uma relação ótima entre volume e intensidade. Quando o volume é muito alto, se diminui a intensidade ou vice-versa, dependendo dos objetivos.

Princípio da conscientização
Este princípio diz que o cliente/aluno precisa compreender o motivo pelo qual ele está executando determinado exercício. Dessa forma, este entendimento ajudaria o cliente a ser mais eficiente para atingir resultados. Existe muita informação disponível na internet, mas, é necessário que o aluno/cliente receba a informação adequada. 

Princípio da acomodação
De maneira geral, quanto mais treinado você é, mais difícil será obter grandes "ganhos". 


Referências

POWERS, Scott K. HOWLEY, Edward T. Fisiologia do exercício: Teoria e aplicação ao condicionamento físico e desempenho. 9. ed. São Paulo: Manole, 2017.

PRESTES, J. et al. Prescrição e periodização do treinamento de força em academias. 2. ed. Barueri: Manole, 2016.  

STOPPANI, Jim. Enciclopédia da musculação e força de Stoppani: 381 exercícios e 116 programas de treinamento de força vencedores. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017.