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segunda-feira, 10 de abril de 2023

O que é a fibromialgia?

 O que é fibromialgia? Qual o tratamento?

 

Imagem de AndiP por Pixabay 

A fibromialgia é uma síndrome que causa dores crônicas em todo o corpo, principalmente nos músculos, articulações e tendões. Além da dor, a fibromialgia também pode provocar fadiga, distúrbios do sono, problemas de memória e concentração, ansiedade e depressão. A fibromialgia afeta mais as mulheres do que os homens e costuma surgir entre os 30 e 50 anos de idade.

 

A causa da fibromialgia ainda não é conhecida, mas acredita-se que esteja relacionada a uma alteração no sistema nervoso central, que aumenta a sensibilidade à dor. Alguns fatores que podem contribuir para o desenvolvimento da síndrome são: genética, infecções virais, doenças autoimunes, trauma físico ou emocional e estresse.

 

O diagnóstico da fibromialgia é feito por um médico reumatologista, que avalia os sintomas e descarta outras doenças que possam causar dor generalizada. Não há um exame específico para detectar a fibromialgia, mas alguns exames de sangue e de imagem podem ser solicitados para auxiliar o diagnóstico.


Qual o tratamento para fibromialgia

O tratamento da fibromialgia visa aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Não há cura para a síndrome, mas é possível controlar a dor e os outros desconfortos com o uso de medicamentos prescritos pelo médico, como analgésicos, anti-inflamatórios, antidepressivos e relaxantes musculares. Além disso, é importante fazer atividade física regularmente, como caminhada, natação ou hidroginástica, para fortalecer os músculos e liberar endorfinas, que são substâncias que reduzem a dor e melhoram o humor.

 

Outras formas de tratamento para a fibromialgia são as terapias alternativas, como acupuntura, massagem, yoga, meditação e aromaterapia. Essas técnicas podem ajudar a relaxar o corpo e a mente, diminuindo o estresse e a ansiedade. Também é recomendado ter uma alimentação equilibrada e evitar alimentos que possam piorar os sintomas, como cafeína, álcool, açúcar e gordura.

 

A fibromialgia é uma doença que pode afetar muito a vida das pessoas que sofrem com ela. Por isso, é fundamental buscar ajuda médica e seguir as orientações do tratamento. Além disso, é importante contar com o apoio da família e dos amigos e participar de grupos de apoio com outras pessoas que têm a mesma condição. Assim, é possível conviver melhor com a fibromialgia e ter mais bem-estar.

 

Exercícios recomendados para fibromialgia

Um dos pilares do tratamento da fibromialgia é a prática regular de exercícios físicos. Os exercícios podem ajudar a aliviar os sintomas da doença, como a dor, a fadiga e os problemas de sono. Além disso, os exercícios podem melhorar a qualidade de vida, a autoestima, o humor e a saúde em geral das pessoas com fibromialgia.

 

Não existe um tipo de "exercício ideal" para todas as pessoas com fibromialgia. Cada caso deve ser avaliado individualmente, levando em conta as características, as preferências e as limitações de cada pessoa. Veja alguns exemplos:

 

- Exercícios aeróbicos: são aqueles que aumentam a frequência cardíaca e respiratória, como caminhada, corrida, ciclismo, natação ou hidroginástica. Esses exercícios melhoram o condicionamento físico, a circulação sanguínea, a oxigenação muscular e a liberação de endorfinas, que são substâncias que promovem o bem-estar e reduzem a dor. Os exercícios aeróbicos devem ser feitos pelo menos três vezes por semana, por 20 a 30 minutos cada sessão.

 

- Exercícios de força: são aqueles que trabalham os músculos contra uma resistência externa, como pesos livres, máquinas ou elásticos. Esses exercícios aumentam a massa muscular, a força e a resistência dos músculos envolvidos na dor da fibromialgia. Os exercícios de força devem ser feitos duas ou três vezes por semana, alternando os grupos musculares.

 

- Exercícios de flexibilidade: são aqueles que alongam os músculos e as articulações, como yoga, pilates ou alongamento. Esses exercícios melhoram a amplitude de movimento das articulações afetadas pela fibromialgia, além de relaxar os músculos tensos e doloridos. Os exercícios de flexibilidade devem ser feitos diariamente ou pelo menos antes e depois dos outros tipos de exercícios.

 

Como começar a se exercitar sem piorar a dor?

Muitas pessoas com fibromialgia têm receio de se exercitar por medo de piorar a dor ou causar lesões, neste caso, sugerimos que siga as orientações do seu personal trainer. No entanto, esse medo pode ser superado com algumas dicas simples:

 

- Comece devagar: não tente fazer mais do que você pode ou do que está acostumado. Comece com exercícios leves e curtos e vá aumentando gradualmente a intensidade e a duração conforme sua tolerância e seu progresso.

 

- Respeite seus limites: escute seu corpo e pare ou diminua o ritmo se sentir dor excessiva ou desconforto durante ou após o exercício. Não force além do seu limite nem se compare com outras pessoas.

domingo, 9 de abril de 2023

O que é diabetes?

 O que é diabetes?

Imagem de Photo Mix por Pixabay 


Diabetes é uma doença que afeta a forma como o corpo usa a glicose, um tipo de açúcar que é a principal fonte de energia para as células. A glicose vem dos alimentos que comemos e é transportada pelo sangue até as células, onde é usada para gerar energia. Para isso, é preciso que o pâncreas produza um hormônio chamado insulina, que facilita a entrada da glicose nas células.

 

Quando o pâncreas não produz insulina suficiente ou quando o corpo não consegue usar bem a insulina que produz, a glicose se acumula no sangue e causa um problema chamado hiperglicemia, que é o aumento do nível de açúcar no sangue. Isso pode trazer sérias complicações para a saúde, como danos aos rins, aos olhos, ao coração, aos nervos e aos vasos sanguíneos.

 

Existem diferentes tipos de diabetes, que têm causas e características diferentes. Os principais são:

- Diabetes tipo 1: é um tipo menos comum e geralmente se manifesta na infância ou na adolescência. Nesse caso, o pâncreas não produz insulina porque as células responsáveis por isso são destruídas pelo próprio sistema imunológico do corpo. As pessoas com diabetes tipo 1 precisam tomar insulina todos os dias para controlar a glicose no sangue.

- Diabetes tipo 2: é o tipo mais comum e geralmente se manifesta na idade adulta. Nesse caso, o pâncreas produz insulina, mas ela não funciona bem nas células, que se tornam resistentes à sua ação. Isso pode estar relacionado a fatores como obesidade, sedentarismo, alimentação inadequada e histórico familiar de diabetes. As pessoas com diabetes tipo 2 podem precisar tomar medicamentos orais ou insulina para controlar a glicose no sangue.

- Diabetes gestacional: é um tipo que pode ocorrer durante a gravidez, quando os hormônios da placenta interferem na ação da insulina e causam hiperglicemia. Geralmente, o diabetes gestacional desaparece após o parto, mas aumenta o risco de desenvolver diabetes tipo 2 no futuro. Além disso, pode trazer complicações para a mãe e para o bebê durante a gestação e o parto.

- Pré-diabetes: é um estágio anterior ao diabetes, em que o nível de açúcar no sangue está elevado, mas ainda não é suficiente para caracterizar a doença. É um sinal de alerta para mudar os hábitos de vida e prevenir o desenvolvimento do diabetes tipo 2.

 

O diagnóstico do diabetes é feito por meio de exames de sangue que medem a glicose em jejum ou após uma sobrecarga de glicose. Os valores considerados normais, pré-diabéticos e diabéticos são:


- Glicose em jejum: 

Normal até 99 mg/dL; 

Pré-diabetes entre 100 e 125 mg/dL; 

Diabetes acima de 126 mg/dL.


- Glicose após sobrecarga: 

Normal até 139 mg/dL; 

Pré-diabetes entre 140 e 199 mg/dL; 

Diabetes acima de 200 mg/dL.


Tratamento 

O tratamento do diabetes depende do tipo e da gravidade da doença, mas envolve basicamente três pilares: alimentação saudável, atividade física regular e uso de medicamentos. O objetivo é manter o nível de glicose no sangue dentro dos limites adequados e evitar as complicações da doença.

A alimentação saudável para quem tem diabetes deve ser equilibrada, variada e adequada às necessidades individuais de cada pessoa. Deve-se evitar o consumo excessivo de açúcar, carboidratos refinados, gorduras saturadas e trans e sal. Deve-se priorizar o consumo de alimentos integrais, frutas, verduras, legumes, carnes magras, peixes, ovos, leite e derivados desnatados e gorduras boas como as encontradas em oleaginos. Consulte um profissional de nutrição!

sábado, 3 de agosto de 2019

O que são as capacidades motoras Velocidade e Agilidade?

Corrida_pixabay
Fonte: Pixabay

O que é a velocidade? 

 
Uma frase para definir velocidade? 
"É pra ontem!"  😁😁😁
 

Falando sobre outra capacidade física, a velocidade. Ela pode ser definida como a capacidade de realizar uma ação motora no menor tempo possível.

Alguns autores subdividem a velocidade em velocidade de reação (Resposta a um estímulo, por exemplo, o som do apito) e velocidade de movimento (a rapidez de uma contração muscular).

A velocidade é uma capacidade importante de ser treinada, pois, ela tem relação com outras capacidades físicas. Velocidade e potência são requisitos em praticamente todos os esportes.

Tá, mas, e a agilidade?



dodge_pixabay
Esquivas = Agilidade


A agilidade pode ser definida como a capacidade de mudar rapidamente a posição do corpo ou a direção do movimento no menor tempo possível. 

De maneira geral, podemos dizer que a agilidade é fruto da combinação de velocidade e potência


corrida_pixabay


Tudor Bompa, um grande cientista, representou por meio de um quadro como nossas capacidades físicas se relacionam. De maneira bem simples, quando você junta força máxima, velocidade e coordenação (capacidade de realizar movimentos ótimos) o resultado é a agilidade.

Outro exemplo de habilidades se relacionando. Imagine um chute. Quando colocamos força e velocidade, como resultado temos um chute potente ou "explosivo".

Testes para velocidade e agilidade


Existem testes para velocidade e agilidade que podem compor os famosos Testes de aptidão física - TAF (Ou Exames de aptidão física). São exemplos: 

Teste de velocidade: Teste de corrida de 50 m  
Teste de agilidade: Teste de agilidade Shuttle Run


Por fim, para se treinar velocidade e força procure um profissional de educação física. Desvios posturais ou padrões defeituosos de movimentos poderão resultar em lesões. Um bom profissional vai lhe orientar sobre a técnica correta e fazer as progressões corretas para o seu sucesso.  Bons treinos!

Referências:

BOMPA, Tudor O. Periodização: Teoria e metodologia do treinamento. São Paulo: Phorte Editora, 2002.

GOMES, Antonio Carlos. Treinamento desportivo: Estruturação e periodização. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2009.

GUEDES, Dartagnan Pinto. Manual prático para avaliação em educação física. São Paulo: Manole, 2006.

sábado, 1 de junho de 2019

Quero emagrecer (ou ganhar peso). Como contar calorias?

Como contar calorias? Para quem quer emagrecer ou ganhar peso. 



bolinho_pixabay
Fonte: Pixabay

Então você decidiu que chegou a hora de levar a dieta a sério?

Parabéns! Se você chegou até aqui já deve saber que passou da hora de mudar seu estilo de vida. Antes de iniciar, vamos deixar umas coisas bem claras! 

1- Consulte um profissional de nutrição
O nutricionista é o profissional que entende de alimentação. Ponto final.
Este post não é nem a ponta do iceberg. Só um bom nutricionista pode cuidar da sua alimentação.

2- Temos vários métodos para contar calorias. Este é apenas 1 deles. Amanhã pode ser publicada uma pesquisa e todas as outras técnicas anteriores vão para o lixo. É a vida. ¯\_(ツ)_/¯

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Fonte: Pixabay
 

COMEÇANDO! 


1-Para contar as calorias, você precisa saber qual a sua necessidade energética
Para isso calcule sua TMB (Taxa metabólica basal). Atualmente existem vários sites e apps que fazem isto. Escolha um e seja feliz. 


2-Faça uma Avaliação Física
É interessante saber seu percentual de gordura (Vulgo "BF"). Você vai precisar saber seu BF e também serve para medir seu progresso futuramente... 


3- Ajuste as calorias de acordo com o seu nível de atividade.

A TMB basicamente é a quantidade de energia que você precisa para se manter vivo. Mas, ela precisa ser ajustada, afinal, qualquer atividade física gasta calorias. 

A tabela abaixo é uma sugestão de fator de atividade (Fonte: Internet). 

Fator de atividade
Indivíduo Exercício FísicoFator
Sedentário-TMB x 1,2
Levemente ativo2/3 x semanaTMB x 1,375
Moderado ativo4/5 x semanaTMB x 1,55
Muito ativo6/7 x semanaTMB x 1,725
Ativo ao extremoAtleta/Trabalho pesadoTMB x 1,9

Lembrando que os apps já fazem todos estes cálculos. E um profissional de nutrição é muito melhor que qualquer coisa que você leu até aqui. ;-)

Temos um exemplo? Temos! Veja: 

Homem, 33 anos, peso 105Kg, 1,90m de altura e Percentual de gordura: 26%.

-Cálculo do TMB: 2230Kcal.
-Fator de atividade: Sedentário (TMB x 1,2) = 2676Kcal

Este rapaz precisa consumir 2676Kcal por dia! É um resultado aproximado, como já disse, existem técnicas diferentes, escolha uma e seja feliz.
 
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Fonte: Pixabay

4- Defina Metas

Agora começa o balanço energético.
  
  • Se você quer manter seu peso, precisa de uma dieta normocalórica, ou seja, vai ingerir a quantidade exata de calorias necessárias por dia.
  • Se você quer perder gordura (Vulgo "Emagrecer"), precisa de uma dieta hipocalórica, ou seja, precisa ingerir menos calorias do que a sua necessidade diária (Balanço energético negativo).
  • Se você que ganhar massa muscular (Vulgo "Ganhar peso"), precisa de uma dieta hipercalórica, ou seja, precisa de mais calorias do que a sua necessidade diária (Balanço energético positivo).


A partir daqui a coisa fica séria. Por isso lhe recomendo fortemente um profissional de nutrição. Pois, é mais fácil você controlar a entrada de alimento do que o gasto calórico!

A partir daqui você vai precisar de algum tipo de recordatório alimentar, que nada mais é do que controlar a sua ingestão alimentar. Novamente podemos usar apps, papel, planilhas, etc.

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Fonte: Pixabay

5 - Fazendo o Cutting e/ou Bulking

- O Cutting é a fase onde nos esforçamos para perder gordura (Déficit calórico).

A tal "Definição muscular" significa ter um percentual de gordura baixo. 
Sugere-se reduzir algo entre 300-500 calorias da necessidade diária.

Voltando ao exemplo: 2676Kcal - 500Kcal = 2176Kcal/Dia.

Observe que reduzir 500kcal não vai te matar. Menos 500 calorias você vai perder gordura de um jeito saudável e sem morrer de fome.

- O Bulking é a fase focada em ganhar massa muscular (Superávit calórico). Existe o bulk sujo, bulk limpo, mas, nutrição não é minha especialidade... 

Durante o bulking ganhar músculos e gordura é natural. Aumentar em torno de 400-500 calorias de sua necessidade diária já é suficiente.

Olha o exemplo: 2676Kcal + 500Kcal = 3176Kcal/Dia.

Mesma observação, 500Kcal a mais por dia não significa que você vai virar o Pac-Man!  

Vale lembrar que existe um limite para ganho de músculos! Isto depende da sua experiência de treino, genética, etc. Ou seja, em algum momento você vai perceber que quanto mais experiência, mais difícil de obter ganhos significativos.

Um dia na semana você pode sair da dieta. É o famoso "Dia do lixo". Alguns autores acreditam que é necessário um dia de "bagunça" para evitar que nosso corpo se acostume com essa rotina. Claro, que sem exageros...

Outro detalhe é que ajustes serão necessários. Nosso corpo não é um reloginho que funciona perfeitamente. Os ajustes poderão chegar até 15%. O peso não diminui? Diminua mais algumas calorias. O peso não sobe? Aumente as calorias.

cozinha_pixabay
Fonte: Pixabay

6- Contando Macros (Proteínas, Gorduras e Carboidratos).

Você fez sua avaliação física? Então. Agora você precisa saber a sua quantidade de massa magra para poder realizar os cálculos. 

Vamos determinar a quantidade de macronutrientes para montar sua dieta. Siga a tabela abaixo como sugestão: 

MacronutrienteCuttingBulking
Proteínas (4Kcal/g)2,3 - 3,1 g/Kg1,6 - 2,2 g/Kg
Gorduras (9Kcal/g)0,9 - 1,3 g/Kg20 - 30% Kcal
Carboidratos (4Kcal/g)O restanteO restante

O Rapaz do nosso exemplo tem a Massa magra de: 77Kg (Peso: 105Kg - 26% de BF), os cálculos ficariam assim:

Macro/FaseCuttingBulking
Proteínas (4Kcal/g)238,7g / 954,8Kcal169,4g / 677,6Kcal
Gorduras (9Kcal/g)69,3g / 623,7Kcal30% / 952,8Kcal
Carboidratos (4Kcal/g)149,3g / 597,5Kcal386,4g / 1545,6Kcal
Ingestão diária2176Kcal3176Kcal

 * Já fiz os cálculos e arredondamentos... :/

Viu? É fácil. Só fazer as contas. Mas, repito, consulte um nutricionista.
O consumo de água, vitaminas, minerais e demais nutrientes é muito mais complexo do que estes cálculos apresentados. Sua saúde não tem preço!  

Conclusões


Existem várias técnicas para contar as calorias e macronutrientes. Atualmente temos muitos apps e softwares que podem fazer os cálculos com precisão. Mas, nada substitui uma consulta com um bom nutricionista

Mudar seu estilo de vida e sua alimentação não precisa ser uma tortura. Reduzir 500 calorias por dia não é algo impossível de se fazer. Com pequenas mudanças você pode ser uma pessoa mais feliz e mais saudável.

Referências

CAMPBELL, Bill I; Spano, MARIE A. Guia Da NSCA para nutrição o exercício e no esporte. 1. ed. São Paulo: Phorte, 2015.

GUEDES, Dartagnan Pinto. Manual prático para avaliação em educação física. São Paulo: Manole, 2006.

POWERS, Scott K. HOWLEY, Edward T. Fisiologia do Exercício: Teoria e Aplicação ao Condicionamento e ao Desempenho. 9. ed. São Paulo: Manole, 2017.

PRESTES, Jonato et al. Prescrição e periodização do treinamento de força em academias. 2. ed. São Paulo: Manole, 2016.

STOPPANI, Jim. Enciclopédia da musculação e força de Stoppani: 381 exercícios e 116 programas de treinamento de força vencedores. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017.

WILLIANS, Len; GROVES, Derek; THURGOOD, Glen. Treinamento de força. São Paulo: Manole, 2010.

quarta-feira, 1 de maio de 2019

Dicas de segurança (e convivência) para treinar na academia

Dicas de segurança para treinar na academia

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Treinar com pesos em uma sala de musculação é mais seguro do que alguns esportes como, por exemplo, basquete, futebol, rugby, futebol americano, entre outros. 

Independente da modalidade ou local onde você treina, alguns pontos precisam ser observados para que não ocorram acidentes. A maioria dos aparelhos de uma academia foram projetados para a realização correta dos exercícios e os pesos livres combinados com a execução correta são muito seguros.

Focando no treinamento de força em academias (a famosa Musculação), as lesões normalmente tem relação com técnica de execução ruim (Em curto ou longo prazo) ou na tentativa de levantar peso em excesso. A combinação de ambas forma uma duplinha mortal!

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Sem mais delongas, vamos ao que interessa! Vamos as dicas!


1 - Consulte um médico. Faça um eletrocardiograma e todos os outros exames que o medico solicitar antes de começar. Se estiver tudo bem, vá treinar! Não espere sentir aquela "pontada" no peito para se cuidar.

2 - Sem frescuras! Faça sua avaliação física! Seu professor/treinador pessoal tem que te avaliar para poder prescrever (montar) seu treino. Se cada pessoa é única, como é possível ter um treino só para todo mundo? Desconfie de academias e profissionais que não fazem a avaliação física.

3 - Tenha um profissional de educação física formado por perto. Se sua academia não tem, procure outro lugar.

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4 - Avalie a academia. Muitas academias oferecem aulas experimentais. Avalie o local, se é bem ventilado, se tem um bebedouro,  vestiário, etc. A situação das esteiras, bicicletas, halteres, aparelhos, limpeza, etc.

5 - Tenha Objetivos. Vá treinar por algum motivo, seja saúde ou desempenho esportivo. Não desperdice o seu tempo e nem o dos outros. Existem lugares melhores para brincar, conversar, interagir...

6 - Kit de primeiros socorros. Podem acontecer arranhões, entorses, quedas de pressão, etc. 

7 - Respiração - Deixe o ar circular! Inspire e Expire! Nada de bloquear a passagem do ar (Manobra de Valsalva), principalmente quem já tem pressão arterial alta! Muito peso involuntariamente causa o bloqueio da respiração. 

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8 - Comportamento - A academia é um lugar compartilhado. Você pagou para compartilhar os aparelhos, os professores, o wi-fi, etc.  
 
Não faça brincadeiras que podem resultar em um  peso caindo no seu pé ou no de outra pessoa. 
 
Não se aposse do aparelho ou do professor. Outras pessoas também precisam deles.

9 - Presilhas e travas de segurança. Aprenda a usar os aparelhos e suas travas de segurança! 

As barras e alguns pesos livres precisam de presilhas (aqueles grampos de metal que ficam nas pontas). 
 
Elas servem para as anilhas (pesos) não escorregarem se a barra inclinar.

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10 - Use o aparelho do jeito certo. Espacate na abdutora? Abdominal invertido de ponta cabeça? Cuidado! Existe muita "criatividade" por aí... A maioria dos aparelhos foram projetados para você treinar do jeito certo. 

Por exemplo, a barra guiada/Smith machine sem travas pode ser uma guilhotina na execução do supino! Desconfie de qualquer aparelho/exercício que você não consiga sair sozinho em segurança. 


11 - Pegando e guardando pesos - Ao pegar objetos pesados do chão, dobre seus joelhos! Agache! Use suas pernas! Dor lombar não é legal

Isto serve também para manipular pesos, por exemplo, quando você está fazendo supino no banco com halteres muito pesados, ao acabar, dobre seus joelho, apoie os halteres neles e deixe-os descer com a ajuda das pernas, enquanto aproveita o impulso para subir o tronco.

E quando acabar, retire os pesos e guarde! Lembre-se, você está compartilhando o espaço. Retirar os pesos e limpar o aparelho faz parte do seu treinamento e faz bem para a sua reputação.  


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12 - Esteiras - A maioria das esteiras e outros ergômetros têm uma cordinha com um prendedor. Ela serve para você prender na camiseta e caso você se afaste muito, a cordinha vai puxar a chavinha de segurança que desliga a esteira. 
Serve para evitar de você virar meme...  

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13 - Roupas e calçados -  Você deve treinar com uma roupa confortável. Mas, cuidado com botões, tachas, bolsos, zíperes, etc.  Cuidado também para não mostrar o que não deve! Você vai agachar, deitar, puxar, empurrar... Muita pele pode aparecer por aí. 

Alguns locais/exercícios é possível treinar descalço! Mas, para os demais, é muito importante que você utilize um calçado com amortecimento adequado para atividades físicas.

Leve sua toalha, luva, garrafa de água, mas, cuidado para não ficar molhando a academia toda! :(  

CUIDADO com celular e fones de ouvido. Já vi pesos caindo sobre celular que estava no chão e fones de ouvido enroscando em tudo...

14 - Desodorante. Tenha um sempre com você.

15 - Treine com frequência.  Gradualmente você vai melhorar sua técnica, vai conseguir pegar mais peso, vai notar diferenças no seu corpo... Persista! Você vai treinar até alcançar seu objetivo! ;-) 


Referências 

FLECK, Steven J.; SIMÃO, Roberto. Força - Princípios Metodológicos Para o Treinamento. São Paulo:Phorte, 2008.

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Avaliação física, a terrível

Definitivamente a avaliação física não é
a queridinha da academia

fita_pixabay

Quando chega o dia de avaliação tem aluno que se esconde do professor, usa o treino do amigo, etc. Maass, também tem professor que deixa a desejar em suas avaliações... ¯\_(ツ)_/¯

A avaliação física não deve ser vista como algo ruim. Ela é necessária para que o seu professor/personal consiga planejar e estruturar seu treino. Vamos entender alguns conceitos básicos para você se convencer que a avaliação física é "do bem".

Uma  medida é um jeito de representar algo por meio de números (Exemplo: 2 metros de altura). O Teste é o instrumento utilizado para se obter as medidas (Exemplo: Teste de Flexibilidade). Por fim, a avaliação é o julgamento sobre algo que foi medido.

A Atividade física pode ser considerada qualquer movimento corporal que resulte em gasto energético. Já o Exercício físico é a atividade física organizada que busca a manutenção ou a melhora de um ou mais capacidades motoras (Já falamos sobre isto). 

Diante do exposto, a avaliação física busca conhecer a condição inicial e a evolução do aluno durante o período de treinamento.


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Não apenas dentro das academias e muito menos só o seu percentual de gordura! A avaliação física envolve outros elementos importantes, dependendo dos objetivos do aluno. 

Alguns autores consideram que o desenvolvimento físico pode ser dividido em Habilidades atléticas e Aptidão física, mais detalhes a seguir:

1-Habilidades atléticas: Habilidades voltadas para o desempenho atlético (Potência, Agilidade, Coordenação, Velocidade e Capacidade aeróbica/anaeróbica).

2-Aptidão física
:


A) Aptidão fisiológica: Pressão arterial; Perfil lipídico; Densidade óssea e níveis de glicose (açúcar no sangue).

B) Aptidão física relacionada a saúde: Capacidade aeróbica; Composição corporal; Força de resistência e Flexibilidade.


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Pensou que acabou por aqui?
Pois é, ainda não....

Abaixo, os itens que podem compor uma avaliação física:

  • Antropometria: Crescimento físico, maturação biológica, proporcionalidade corporal, somatótipo, composição corporal;
  • Desempenho motor: Testes motores;
  • Estado nutricional: Antropometria, anamnese, registro alimentar, etc;
  • Atividade física habitual: Entrevista, questionário, observação, etc;
  • Aspectos funcionais: Teste de esforço, teste de sobrecarga, medidas fisiológicas e de amplitude de movimentos, etc;
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No âmbito de uma academia, acredito que uma avaliação física interessante deveria contemplar a anamnese, teste de flexibilidade, composição corporal, avaliação postural, avaliação  neuromuscular e cardiorrespiratório e o "Questionário de prontidão para atividade física".

Então concluímos que uma avaliação física bem executada é uma ferramenta para você monitorar sua saúde (nunca substituindo uma consulta ao médico!) e seu progresso nos treinamentos. 

Para o professor/treinador é por meio da avaliação física que ele vai promover as mudanças necessárias para que seus objetivos sejam alcançados, tanto em relação a saúde quanto para o desempenho atlético. Tome cuidado com profissionais que nunca te avaliam com regularidade, afinal, como você vai saber se está chegando perto da sua meta?

Referências:

GALLAHUE, David L. Compreendendo o Desenvolvimento Motor: Bebês, crianças, adolescentes e adultos. 7 ed. Porto Alegre: AMGH, 2013.

GUEDES, Dartagnan Pinto. Manual prático para avaliação em educação física. São Paulo: Manole, 2006.

PETROSKI, Edio Luiz. Antropometria: Técnicas e Padronizações. 3 ed. SL, 2007.

PITANGA, Francisco José Godim. Testes, medidas e avaliação em educação esportes. 5.ed. São Paulo: Editora Phorte, 2005.