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quarta-feira, 16 de agosto de 2023

O que é a artrose no quadril?

 

Imagem de Freepik

O que é a artrose no quadril?

A artrose no quadril é uma doença degenerativa que afeta a cartilagem que reveste a articulação do quadril, causando dor, rigidez e dificuldade de movimento. A artrose no quadril pode ser causada por vários fatores, como o envelhecimento, o excesso de peso, o trauma, a genética ou a inflamação crônica.

 

O que é a cartilagem e como ela se degenera?

A cartilagem é um tecido elástico e resistente que cobre as extremidades dos ossos que formam uma articulação. Ela tem a função de amortecer os impactos, reduzir o atrito e permitir o deslizamento suave entre os ossos. A cartilagem é composta por células chamadas condrócitos, que produzem uma matriz extracelular rica em água, colágeno e proteoglicanos. Essa matriz confere à cartilagem as suas propriedades mecânicas e hidráulicas.

Com o passar do tempo, a cartilagem pode sofrer um processo de desgaste e perda de elasticidade, chamado de degeneração. Esse processo pode ser acelerado por fatores como o envelhecimento, o excesso de peso, o trauma, a genética ou a inflamação crônica. A degeneração da cartilagem leva à diminuição da sua espessura e à formação de fissuras e irregularidades na sua superfície. Isso provoca um aumento do atrito entre os ossos, que podem se deformar e formar osteófitos (bicos de papagaio). A degeneração da cartilagem também afeta a produção do líquido sinovial, que lubrifica a articulação. O líquido sinovial se torna mais viscoso e menos abundante, dificultando o movimento articular.

A degeneração da cartilagem é irreversível e progressiva, ou seja, não tem cura e tende a piorar com o tempo. No entanto, existem formas de retardar a sua evolução e aliviar os seus sintomas.

 

Quais são os sintomas da artrose no quadril?

- Dor no quadril, que pode se irradiar para a virilha, a coxa ou o joelho. A dor costuma piorar com o movimento, especialmente ao levantar da cama ou da cadeira, ao subir ou descer escadas, ao caminhar ou ao correr. A dor também pode ser mais intensa em dias frios ou úmidos.

- Rigidez no quadril, que dificulta iniciar o movimento após um período de repouso. A rigidez costuma durar menos de 30 minutos e melhora com o aquecimento.

- Redução da amplitude de movimento do quadril, que limita a capacidade de realizar atividades cotidianas, como calçar os sapatos, cruzar as pernas ou sentar-se no chão.

- Estalos ou crepitações no quadril, que podem ser percebidos pelo paciente ou pelo médico ao examinar a articulação.

- Alterações na marcha, que podem causar claudicação (manqueira) ou compensações posturais.

Os sintomas da artrose no quadril variam de acordo com o grau de degeneração da cartilagem e com a resposta individual de cada paciente. Algumas pessoas podem ter uma artrose avançada e apresentar poucos sintomas, enquanto outras podem ter uma artrose leve e sentir muita dor. Os sintomas também podem oscilar ao longo do tempo, alternando períodos de melhora e piora.

 

Como é feito o diagnóstico da artrose no quadril?

O diagnóstico da artrose no quadril é feito com base na história clínica do paciente, no exame físico da articulação e em exames de imagem. O médico responsável pelo diagnóstico e tratamento da artrose no quadril é o ortopedista especialista em cirurgia do quadril.

Na história clínica, o médico irá perguntar sobre os sintomas do paciente, como quando eles começaram, como eles evoluíram, quais são os fatores que os pioram ou melhoram, e como eles interferem na qualidade de vida do paciente. O médico também irá investigar possíveis causas ou fatores de risco para a artrose no quadril, como a idade, o peso, o histórico familiar, o trauma, as doenças inflamatórias ou as atividades físicas.

No exame físico, o médico irá avaliar a aparência do quadril, procurando por sinais de deformidade, inchaço, vermelhidão ou calor. O médico também irá testar a amplitude de movimento do quadril, a força muscular, a sensibilidade e a presença de estalos ou crepitações. Além disso, o médico irá observar a marcha do paciente, analisando se há claudicação ou compensações posturais.

Os exames de imagem mais utilizados para o diagnóstico da artrose no quadril são as radiografias (raios X) e a ressonância magnética. As radiografias permitem visualizar os ossos e as alterações causadas pela artrose, como a diminuição do espaço articular, a formação de osteófitos, a esclerose óssea e as deformidades. A ressonância magnética permite visualizar os tecidos moles e as alterações na cartilagem, no líquido sinovial, nos ligamentos e nos músculos. A ressonância magnética também pode detectar outras condições que podem afetar o quadril, como lesões labrais, necrose avascular ou tumores.

 

Quais são as opções de tratamento para a artrose no quadril?

O tratamento para a artrose no quadril tem como objetivos aliviar a dor, melhorar a função e retardar a progressão da doença. O tratamento pode ser conservador ou cirúrgico, dependendo da gravidade da artrose e da resposta do paciente.

O tratamento conservador envolve medidas não farmacológicas e farmacológicas. As medidas não farmacológicas incluem:

- Educação do paciente sobre a doença e as formas de preveni-la e controlá-la.

- Modificação do estilo de vida, como perder peso, evitar atividades que sobrecarreguem o quadril e adotar hábitos saudáveis.

- Fisioterapia, que pode incluir exercícios de alongamento, fortalecimento, mobilização e equilíbrio; técnicas de terapia manual; aplicação de calor ou frio; eletroterapia; e uso de órteses ou muletas.

- Terapias complementares, como acupuntura, massagem, hidroterapia ou yoga.

 

As medidas farmacológicas incluem:

- Analgésicos, como paracetamol ou dipirona, que aliviam a dor leve a moderada.

- Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), como ibuprofeno ou naproxeno, que aliviam a dor e a inflamação moderada a intensa. Os AINEs podem causar efeitos colaterais gastrointestinais, renais ou cardiovasculares, por isso devem ser usados com cautela e sob orientação médica.

- Corticoides, que são hormônios que reduzem a inflamação e a dor. Os corticoides podem ser administrados por via oral ou por injeção intra-articular. Os corticoides podem causar efeitos colaterais sistêmicos ou locais, como aumento da pressão arterial, diabetes, osteoporose, infecção ou necrose avascular.

- Viscossuplementação, que consiste na injeção intra-articular de ácido hialurônico ou derivados. O ácido hialurônico é um componente natural do líquido sinovial que melhora a lubrificação e o amortecimento da articulação. A viscosssuplementação pode aliviar a dor e melhorar a função por alguns meses.

- Opioides, que são medicamentos derivados da morfina que aliviam a dor intensa. Os opioides podem causar dependência física ou psicológica, além de efeitos colaterais como sonolência, náusea, constipação ou depressão respiratória. Os opioides devem ser usados apenas em casos refratários aos outros tratamentos e sob rigoroso controle médico.

 

Artrose e exercícios físicos

Embora não tenha cura, a artrose pode ser tratada com medicamentos, fisioterapia e, em alguns casos, cirurgia. Além disso, a prática de exercícios físicos é fundamental para manter a saúde do quadril e prevenir o agravamento da doença.

Quais exercícios são indicados para quem tem artrose no quadril? A resposta depende do grau de comprometimento da articulação, da idade e das condições gerais de saúde de cada pessoa.

De modo geral, os exercícios mais recomendados para quem tem artrose no quadril são aqueles que fortalecem os músculos que envolvem a articulação, como os glúteos, os abdutores e os flexores do quadril. Esses exercícios ajudam a estabilizar o quadril e a reduzir o atrito entre os ossos. Alguns exemplos são: elevação lateral de perna, ponte, agachamento e afundo.

Outros exercícios que podem beneficiar quem tem artrose no quadril são os que melhoram a mobilidade e a flexibilidade da articulação, como os alongamentos e as rotações do quadril. Esses exercícios contribuem para aliviar a rigidez e a dor, além de prevenir contraturas musculares. Alguns exemplos são: puxar o joelho em direção ao peito, cruzar uma perna sobre a outra e girar o tronco para o lado oposto, e fazer círculos com o quadril.

Por fim, os exercícios aeróbicos também são importantes para quem tem artrose no quadril, pois ajudam a controlar o peso corporal, a melhorar a circulação sanguínea e a liberar endorfinas, que são substâncias que promovem o bem-estar e o alívio da dor. Os exercícios aeróbicos mais adequados para quem tem artrose no quadril são os de baixo impacto, como caminhada, bicicleta, natação e hidroginástica.

Lembre-se de que os exercícios devem ser feitos com regularidade, intensidade moderada e respeitando os limites do seu corpo. Evite exercícios que causem dor ou desconforto excessivo no quadril. Se você sentir algum desses sintomas durante ou após a atividade física, procure orientação médica.

terça-feira, 15 de agosto de 2023

O que é a artrite?

 

Imagem de storyset no Freepik

O que é a artrite?

É uma inflamação das articulações que causa dor, rigidez e limitação dos movimentos. Existem vários tipos de artrite, como a osteoartrite, a artrite reumatoide, a gota, a espondilite anquilosante e a artrite psoriática. Cada uma tem suas próprias causas, sintomas e tratamentos.

A artrite é uma doença crônica que pode afetar pessoas de qualquer idade, mas é mais comum em idosos. Ela pode comprometer a qualidade de vida e dificultar as atividades diárias. Por isso, é importante procurar um médico se você sentir dor ou inchaço nas articulações por mais de duas semanas.

 

Diagnóstico

O diagnóstico da artrite é feito por meio de exames clínicos, laboratoriais e de imagem, como o raio-X, a ultrassonografia e a ressonância magnética. O tratamento depende do tipo e da gravidade da artrite, mas, geralmente envolve medicamentos anti-inflamatórios, analgésicos, corticoides e imunossupressores. Em alguns casos, pode ser necessária a fisioterapia ou a cirurgia.

A artrite não tem cura, mas pode ser controlada com o acompanhamento médico adequado e com hábitos saudáveis, como manter o peso ideal, praticar exercícios físicos moderados, evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool e ter uma alimentação equilibrada. Essas medidas podem ajudar a reduzir a inflamação, a dor e a progressão da doença.

A artrite é uma condição que afeta milhões de pessoas no mundo todo. Se você tem ou suspeita que tenha artrite, não deixe de buscar ajuda profissional e seguir as orientações médicas. Assim, você poderá viver melhor e com mais qualidade de vida.

 

Quais os melhores exercícios para quem tem artrite?

Ter artrite não significa que você deve ficar parado. Pelo contrário, a prática regular de exercícios físicos pode trazer vários benefícios para a saúde das articulações, como:

- Melhorar a circulação sanguínea e a nutrição da cartilagem;

- Fortalecer os músculos que sustentam as articulações;

- Aumentar a flexibilidade e a amplitude de movimento;

- Reduzir o estresse e a inflamação;

- Prevenir ou retardar a progressão da doença;

- Melhorar a qualidade de vida e o bem-estar;


Quais são os melhores exercícios para quem tem artrite? 

A resposta depende de vários fatores, como o tipo, a localização e a gravidade da artrite, as preferências e os objetivos de cada pessoa, e a orientação médica. De modo geral, recomenda-se uma combinação de três tipos de exercícios:

- Exercícios aeróbicos: são aqueles que aumentam a frequência cardíaca e respiratória, como caminhar, nadar, pedalar, dançar, etc. Eles ajudam a melhorar a capacidade cardiovascular, a queimar calorias e a controlar o peso, o que é importante para aliviar a pressão sobre as articulações.

- Exercícios de fortalecimento: são aqueles que trabalham os músculos, como musculação, pilates, ioga, etc. Eles ajudam a aumentar a massa muscular, a proteger as articulações e a prevenir lesões.

- Exercícios de alongamento: são aqueles que esticam os músculos e as articulações, como alongamento, tai chi chuan, etc. Eles ajudam a melhorar a flexibilidade, a mobilidade e a postura.

É importante ressaltar que os exercícios devem ser feitos com cuidado, respeitando os limites do corpo e evitando movimentos bruscos ou de alto impacto. Além disso, é essencial consultar um médico antes de iniciar qualquer atividade física, e contar com o acompanhamento de um profissional de educação física ou fisioterapeuta.

Lembre-se: exercitar-se é uma forma de cuidar da sua saúde e da sua qualidade de vida. Não deixe que a artrite te impeça de se movimentar!

segunda-feira, 14 de agosto de 2023

O que é a anemia?

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O que é a anemia?

A anemia é uma condição que afeta a quantidade ou a qualidade dos glóbulos vermelhos no sangue. Os glóbulos vermelhos são responsáveis por transportar o oxigênio dos pulmões para os tecidos do corpo. Quando há uma deficiência de glóbulos vermelhos ou de hemoglobina (a proteína que dá a cor vermelha ao sangue e que se liga ao oxigênio), o corpo não recebe oxigênio suficiente e pode apresentar sintomas como cansaço, fraqueza, entre outros.

Sintomas

A anemia é uma condição que afeta a capacidade do sangue de transportar oxigênio para os tecidos do corpo. Isso pode causar sintomas como fadiga, fraqueza, palidez, tontura, falta de ar, dor de cabeça e batimentos cardíacos acelerados. A anemia pode ter várias causas, como deficiência de ferro, vitamina B12, ácido fólico ou outras doenças crônicas.

Existem vários tipos de anemia, que podem ter causas diferentes. As mais comuns são:

- Anemia ferropriva: causada pela falta de ferro na alimentação ou pela perda excessiva de sangue (por exemplo, em casos de menstruação abundante, úlceras, hemorroidas ou câncer). O ferro é um mineral essencial para a produção de hemoglobina e de glóbulos vermelhos. A anemia ferropriva pode ser tratada com suplementos de ferro e com uma dieta rica em alimentos que contêm esse mineral, como carnes vermelhas, fígado, feijão, lentilha, espinafre e cereais fortificados.

- Anemia megaloblástica: causada pela deficiência de vitamina B12 ou de ácido fólico na alimentação. Essas vitaminas são importantes para a formação dos glóbulos vermelhos e para o funcionamento do sistema nervoso. A anemia megaloblástica pode ser tratada com suplementos dessas vitaminas e com uma dieta rica em alimentos que as contêm, como ovos, leite, queijo, peixes, carnes, frutas cítricas e vegetais verdes.

- Anemia aplástica: causada pela diminuição ou pela parada da produção de glóbulos vermelhos na medula óssea (o tecido que produz as células do sangue). A anemia aplástica pode ser provocada por infecções virais, exposição a substâncias tóxicas (como pesticidas, benzeno ou radiação), uso de certos medicamentos (como antibióticos, anti-inflamatórios ou quimioterápicos) ou por doenças autoimunes (quando o sistema imunológico ataca as próprias células do corpo). A anemia aplástica é uma condição grave que requer tratamento especializado, que pode incluir transfusões de sangue, medicamentos imunossupressores ou transplante de medula óssea.

- Anemia hemolítica: causada pela destruição precoce dos glóbulos vermelhos no sangue. A anemia hemolítica pode ser causada por defeitos genéticos na estrutura ou na função dos glóbulos vermelhos (como na anemia falciforme ou na esferocitose – ambas hereditárias), por reações imunológicas (como na doença hemolítica do recém-nascido ou na anemia autoimune), por infecções (como malária ou mononucleose), por toxinas (como venenos de cobra ou cogumelos) ou por próteses cardíacas. O tratamento da anemia hemolítica depende da causa e da gravidade da condição, e pode envolver medicamentos, transfusões de sangue ou remoção do baço.

- Anemia por doença crônica: causada pela presença de doenças inflamatórias, infecciosas ou neoplásicas (como artrite reumatoide, tuberculose, HIV ou câncer) que interferem na produção ou na liberação dos glóbulos vermelhos pela medula óssea. O tratamento da anemia por doença crônica visa controlar a doença de base e melhorar a qualidade de vida do paciente.

 

Diagnóstico

A anemia pode ser diagnosticada por meio de um exame de sangue chamado hemograma, que avalia a quantidade e a qualidade dos glóbulos vermelhos e da hemoglobina. Outros exames complementares podem ser solicitados pelo médico para identificar a causa da anemia e orientar o tratamento adequado.

A prevenção da anemia depende do tipo e da causa da condição, mas algumas medidas gerais podem ser adotadas, como:

- Ter uma alimentação equilibrada e variada, rica em ferro, vitamina B12 e ácido fólico.

- Evitar o consumo excessivo de álcool, café, chá e refrigerantes, que podem prejudicar a absorção de ferro pelo organismo.

- Fazer exames periódicos de sangue para detectar possíveis alterações nos glóbulos vermelhos e na hemoglobina.

- Seguir as orientações médicas quanto ao uso de medicamentos que podem afetar a produção ou a destruição dos glóbulos vermelhos.

- Evitar a exposição a substâncias tóxicas ou a fontes de radiação que podem danificar a medula óssea.

- Procurar atendimento médico sempre que apresentar sintomas de anemia, como cansaço, fraqueza, palidez, falta de ar, tontura, dor de cabeça ou batimentos cardíacos acelerados.

 

Anemia e exercícios físicos

Se você tem anemia, pode se perguntar se pode fazer exercícios físicos e quais são os mais adequados para a sua situação. A resposta é que sim! Você pode e deve se exercitar, desde que siga algumas recomendações e orientações médicas.

Os benefícios dos exercícios para quem tem anemia são:

- Melhoram a circulação sanguínea e a oxigenação dos tecidos.

- Aumentam a produção de glóbulos vermelhos e hemoglobina.

- Fortalecem o sistema imunológico e previnem infecções.

- Reduzem o estresse e melhoram o humor.

- Contribuem para o controle do peso e da pressão arterial.

No entanto, é preciso ter cuidado para não exagerar na intensidade ou na duração dos exercícios, pois isso pode piorar a anemia e causar complicações como arritmias cardíacas, desmaios ou sangramentos. Por isso, antes de começar qualquer atividade física, consulte o seu médico e faça exames para avaliar o seu nível de anemia e a sua capacidade cardiorrespiratória.

Os exercícios mais recomendados para quem tem anemia são os aeróbicos de baixo impacto, como caminhada, bicicleta, natação ou hidroginástica. Esses exercícios ajudam a melhorar o condicionamento físico sem sobrecarregar o coração ou as articulações. O ideal é fazer de 30 a 60 minutos por dia, pelo menos três vezes por semana, respeitando o seu ritmo e as suas limitações.

Além dos exercícios aeróbicos, você também pode fazer exercícios de força ou resistência muscular, como musculação, pilates ou ioga. Esses exercícios ajudam a aumentar a massa magra, a postura e o equilíbrio. No entanto, é preciso ter cuidado para não levantar pesos muito pesados ou fazer movimentos que causem dor ou desconforto.

Lembre-se de que os exercícios devem ser feitos com acompanhamento profissional e com moderação. Não se esqueça de se hidratar bem antes, durante e depois dos exercícios, e de se alimentar adequadamente, com uma dieta rica em ferro, vitamina C e outros nutrientes essenciais para combater a anemia. E se você sentir algum sintoma como tontura, falta de ar, palpitações ou dor no peito durante os exercícios, pare imediatamente e procure ajuda médica.

Espero que este post tenha sido útil para você. Se você gostou, compartilhe com seus amigos! Até a próxima!

domingo, 13 de agosto de 2023

O que é a síndrome do túnel do carpo

Imagem de mdjaff no Freepik


O que é a síndrome do túnel do carpo?

A síndrome do túnel do carpo é uma condição que afeta os nervos e os tendões que passam pelo punho. O túnel do carpo é um espaço estreito formado pelos ossos do punho e um ligamento chamado retináculo flexor. Por esse túnel passam o nervo mediano, que controla a sensibilidade e o movimento dos dedos polegar, indicador, médio e anelar, e os tendões flexores, que permitem dobrar os dedos.

Quando o túnel do carpo fica comprimido ou inflamado, o nervo mediano sofre uma pressão excessiva e causa sintomas como dor, formigamento, dormência e fraqueza nos dedos afetados. Esses sintomas podem se estender para a palma da mão e o antebraço, e piorar à noite ou ao realizar atividades que envolvem o movimento do punho.

A síndrome do túnel do carpo é mais comum em mulheres, especialmente na menopausa, e em pessoas que realizam trabalhos repetitivos com as mãos, como digitar, costurar, tocar instrumentos musicais ou usar ferramentas vibratórias. Outros fatores de risco são o diabetes, a artrite reumatoide, a obesidade, a gravidez e o hipotireoidismo.

 

Diagnóstico

O diagnóstico da síndrome do túnel do carpo é feito por um médico especialista em ortopedia ou neurologia, que avalia os sintomas, o histórico clínico e o exame físico do paciente. Além disso, podem ser solicitados exames complementares, como a eletroneuromiografia, que mede a atividade elétrica dos nervos e dos músculos, ou a ultrassonografia, que mostra a estrutura do túnel do carpo.

 

Tratamento

O tratamento da síndrome do túnel do carpo depende da gravidade dos sintomas e da causa da compressão do nervo. Em casos leves ou moderados, podem ser indicados medicamentos anti-inflamatórios ou corticoides, imobilização do punho com uma tala ou órtese, fisioterapia, acupuntura ou terapia ocupacional. Em casos graves ou que não melhoram com as medidas conservadoras, pode ser necessária uma cirurgia para aliviar a pressão sobre o nervo.

A prevenção da síndrome do túnel do carpo envolve evitar ou reduzir os fatores de risco, como manter um peso adequado, controlar as doenças crônicas, fazer pausas e alongamentos durante o trabalho com as mãos, usar equipamentos ergonômicos e adequados à atividade e procurar orientação médica ao perceber os primeiros sinais de compressão do nervo.

 

Exercícios

Para aliviar os sintomas e prevenir o agravamento da síndrome, é importante fazer alguns exercícios que alongam e fortalecem os músculos do antebraço, do punho e da mão.  Mas, sempre consulte um profissional para realizar os exercícios de forma segura. O importante é fazer os exercícios regularmente e consultar um médico se os sintomas persistirem ou piorarem:

- Estenda o braço à frente do corpo, com a palma da mão voltada para baixo. Com a outra mão, puxe os dedos para trás, alongando o punho e o antebraço.

- Junte as palmas das mãos na frente do peito, como se fosse fazer uma oração. Pressione as mãos uma contra a outra e desça-as lentamente até a altura do umbigo, mantendo os cotovelos elevados. Você deve sentir um alongamento no punho e na palma da mão.

- Abra a mão e estique os dedos o máximo que puder. Depois, feche a mão em forma de punho, sem apertar muito.

- Coloque a mão sobre uma mesa ou uma superfície plana, com os dedos levemente afastados. Levante o polegar o máximo que puder, sem tirar os outros dedos da mesa.

- Pegue uma bola macia ou um rolo de massagem e aperte-o com a mão, fazendo uma pressão moderada.

sábado, 12 de agosto de 2023

O que é a condromalácia patelar?

 
Imagem de Wolfgang Claussen por Pixabay

O que é a condromalácia patelar?

A condromalácia patelar é uma doença que afeta a cartilagem que reveste a parte de trás da patela, ou seja, o osso que forma o joelho. Essa cartilagem tem a função de amortecer o impacto entre a patela e o fêmur (O osso da coxa), durante os movimentos do joelho. Quando essa cartilagem se desgasta ou se danifica, ocorre a condromalácia patelar, que causa dor e dificuldade para realizar atividades como subir e descer escadas, agachar, correr ou andar de bicicleta.

A condromalácia patelar é uma doença que pode causar muita dor e limitação funcional no joelho. Por isso, é importante procurar um médico ortopedista assim que surgirem os primeiros sintomas e seguir as orientações de tratamento. Além disso, é fundamental adotar hábitos saudáveis que previnam ou retardem o desgaste da cartilagem, como manter um peso adequado, praticar exercícios físicos regularmente e evitar movimentos repetitivos ou prejudiciais ao joelho.

A condromalácia patelar não tem cura, mas pode ser controlada com tratamento adequado, que inclui também uso de medicamentos anti-inflamatórios, aplicação de gelo, uso de órteses ou palmilhas e perda de peso, se necessário. Com essas medidas, é possível melhorar a qualidade de vida de quem tem condromalácia patelar e continuar praticando atividades físicas com segurança e prazer.


Causas

A condromalácia patelar é mais comum em mulheres, principalmente as jovens e as que praticam esportes de alto impacto, como vôlei, basquete ou futebol. Isso porque as mulheres têm uma maior tendência a ter uma patela mais alta e deslocada para fora, o que aumenta o atrito entre a cartilagem e o fêmur. Além disso, outros fatores que podem contribuir para o desenvolvimento da condromalácia patelar são:

- Traumatismos no joelho, como quedas ou pancadas;

- Alterações na anatomia do joelho, como joelho valgo (para dentro), joelho varo (para fora) ou joelho recurvato/hiperestendido (para trás);

- Fraqueza ou desequilíbrio muscular na região da coxa e do quadril;

- Excesso de peso ou obesidade;

- Uso excessivo ou inadequado do joelho, como por exemplo, ficar muito tempo sentado com o joelho dobrado ou usar sapatos de salto alto.


Diagnóstico

O diagnóstico da condromalácia patelar é feito pelo médico ortopedista, que avalia os sintomas, o histórico clínico e o exame físico do paciente. Além disso, podem ser solicitados exames de imagem, como radiografia, ultrassonografia ou ressonância magnética, para avaliar o grau de comprometimento da cartilagem e descartar outras possíveis causas de dor no joelho.


Tratamento

O tratamento da condromalácia patelar depende da gravidade da doença e dos sintomas apresentados pelo paciente. Em geral, o tratamento envolve medidas como:

- Uso de medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos para aliviar a dor e a inflamação;

- Aplicação de gelo no joelho por 15 minutos, duas a três vezes ao dia;

- Realização de fisioterapia para fortalecer os músculos da coxa e do quadril, melhorar a mobilidade do joelho e corrigir possíveis alterações posturais;

- Prática de atividades físicas de baixo impacto, como natação, hidroginástica ou pilates, sob orientação profissional;

- Perda de peso, se necessário;

- Uso de órteses ou palmilhas para melhorar o alinhamento do joelho e reduzir o atrito entre a patela e o fêmur.

Em casos mais graves ou que não respondem ao tratamento conservador, pode ser indicada a cirurgia para reparar ou substituir a cartilagem danificada. A cirurgia pode ser feita por artroscopia, que é um método menos invasivo e com uma recuperação mais rápida.

Para aliviar os sintomas e evitar o agravamento da condromalácia patelar, é importante fazer exercícios que fortaleçam os músculos que envolvem o joelho, como os quadríceps, os isquiotibiais e os glúteos. Esses exercícios ajudam a estabilizar a articulação e a reduzir o atrito entre a patela e o fêmur.


Exercícios

A seguir, alguns exemplos de exercícios recomendados para quem tem condromalácia patelar. Esses exercícios devem ser feitos sob orientação de um profissional, respeitando os limites de cada pessoa e evitando a dor. Além disso, é importante evitar exercícios que causem impacto ou sobrecarga nos joelhos, como saltos, corridas ou escadas:

- Agachamento: Fique em pé com os pés afastados na largura dos ombros e as mãos na cintura. Flexione os joelhos lentamente, mantendo as costas retas e o abdômen contraído. Desça e volte à posição inicial. 

- Leg press: Sente-se na máquina de leg press com as costas apoiadas no encosto e os pés na plataforma. Empurre a plataforma com as pernas até esticá-las, sem travar os joelhos. Volte lentamente à posição inicial.

- Extensão de joelho: Sente-se em uma cadeira com as costas retas e os pés no chão. Estenda uma das pernas até ficar paralela ao chão, contraindo o quadríceps. Mantenha a posição por alguns segundos e volte à posição inicial. 

- Flexão de joelho: Deite-se de barriga para baixo em um colchonete com as pernas esticadas. Flexione uma das pernas, aproximando o calcanhar do glúteo, sem tirar a coxa do chão. Mantenha a posição por alguns segundos e volte à posição inicial. Faça o mesmo com a outra perna. 

- Ponte: Deite-se de barriga para cima em um colchonete com os joelhos flexionados e os pés no chão. Eleve o quadril do chão, contraindo os glúteos e o abdômen. Mantenha a posição por alguns segundos e volte à posição inicial. 

domingo, 13 de outubro de 2019

O que é o treinamento de resistência?


Não é deste tipo de resistência que estamos falando!

O que é o treinamento de resistência?


Retomando o assunto capacidades físicas (pesquise aptidão física na caixa de pesquisa), hoje falaremos sobre a Resistência.

De maneira geral, podemos definir resistência como  a qualidade física que permite o corpo realizar um esforço por um certo tempo, vencendo a fadiga, incluindo aspectos psicológicos. Podemos dividir a resistência, basicamente, em dois tipos: Resistência cardiorrespiratória e Resistência muscular.

Esteira_pixabay
Fonte: Pixabay

A resistência cardiorrespiratória (muitas vezes chamada de "aeróbia"), pode ser conceituada como a capacidade o organismo fornecer nutrientes e oxigênio, durante o trabalho muscular prolongado e remover resíduos metabólicos produzidos durante o exercício físico. Seu principal indicador é o consumo máximo de oxigênio (VO2 máx).

Podemos encontrar a resistência cardiorrespiratória dividida em resistência aeróbia e anaeróbia, da mesma maneira que dividimos os sistemas energéticos,  portanto, seu treinamento será de acordo com as necessidades energéticas.

Como assim? Por exemplo, as necessidades energéticas de um corredor de 100m são diferentes das necessidades energéticas de um ciclista. A duração (tempo) e a intensidade do exercício são diferentes.

Forca_Pixabay
Fonte: Pixabay

A resistência de força ou resistência muscular localizada (RML), pode ser definida como a capacidade de um músculo ou grupo muscular de manter a "força", durante repetidas contrações musculares, mantendo o padrão de movimento. 

Outro exemplo, a demanda de força de um remador é diferente da demanda um ginasta.

Por fim, a resistência é uma qualidade física importante e precisa ser treinada de acordo com as necessidades do atleta ou aluno. O bom resultado nos esportes depende do desenvolvimento correto desta capacidade física. Procure um bom profissional para lhe ajudar a alcançar seus objetivos. Bons treinos! 


Referências

DANTAS, Estélio H. M. A prática da preparação física. 6. ed. São Paulo: Roca, 2014.

GOMES, Antonio Carlos. Treinamento desportivo: Estruturação e periodização. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2009. 

GUEDES, Dartagnan Pinto. Manual prático para avaliação em educação física. São Paulo: Manole, 2006.

PLATONOV, Vladimir Nikolaevich. Tratado geral de treinamento desportivo. São Paulo: Phorte, 2008.

domingo, 8 de setembro de 2019

O que é o treinamento funcional?

Funcional_Pixabay
Kettlebell Swing - Fonte: Pixabay


E então? O que é o treinamento funcional?


Em linhas gerais, o treinamento funcional melhora a mobilidade e a estabilidade articular. Também promove ganhos em força muscular e condicionamento físico. Outro ponto importante é que o treinamento funcional precisa ter uma função!


Divida_Pixabay
O quê? Fonte: Pixabay

Sim, significa treinar com um propósito. Quando usamos o treinamento funcional para esportes, estamos falando sobre o treinamento intencional para as características do esporte escolhido do aluno.  

Mas, não só de esporte vive o treinamento funcional. Sua origem veio do mundo da medicina esportiva, fisioterapia e reabilitação. No treinamento funcional, procura-se os movimentos semelhantes do esporte e treina-se este movimento. Todavia, podemos treinar os movimentos necessários na sua rotina (objetivos específicos), assim, o treinamento funcional não é específico apenas para esportes.

mobilidade_pixabay
Exercícios para mobilidade - Fonte: Pixabay


E como são as aulas de treinamento funcional? 


Tradicionalmente, atletas treinam força, flexibilidade e/ou o cardiovascular. O treinamento funcional busca, além destas três capacidades, a agilidade, o equilíbrio e a coordenação. 

O treinamento funcional é integrado, ou seja, busca-se treinar todos os padrões de movimento do corpo, por exemplo, puxar, empurrar, correr, agachar, etc. É uma aula  flexível com possibilidades ilimitadas, pois, tem-se uma maior liberdade de execução de movimentos e amplitudes.

aparelhos pixabay
Fonte: Pixabay


Os movimentos são praticados nos três planos de movimento (Sagital, frontal e transverso), portanto, é multiplanar, treinando aceleração, desaceleração e estabilização (Quando ocorre movimento em um plano, os outros precisam se manter estáveis).

O treinamento funcional se preocupa com as articulações do corpo. Em resumo, o corpo humano possui várias articulações, cada uma tem a função de estabilidade ou mobilidade. Isto significa que quando uma articulação de estabilidade não executa sua função corretamente, o praticante sentirá dor e poderá sofrer com lesões no decorrer de suas atividades.

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Treino em suspensão - Fonte: Pixabay

Durante as aulas serão treinados movimentos fundamentais, mobilidade articular, estabilidade e controle. Ou seja, busca-se corrigir movimentos defeituosos e ter uma boa técnica, antes de colocar carga (leia-se peso).

Depois de melhorar os padrões de movimento, será desenvolvida a performance. A partir deste ponto será exigido uma boa técnica e para os exercícios de força, potência e condicionamento físico.

Por fim, vamos a especialização. Serão trabalhados as habilidades esportivas específicas (Ou as necessidades específicas do aluno).

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Exercícios com o kettlebell - Fonte: Pixabay
 
Muitas ferramentas podem ser utilizadas nas aulas de treinamento funcional, entre elas as medicine balls, coletes e cintos com peso, rolos de espuma (foam rollers), bolas suíças, pranchas para deslizamento (slide), escada de agilidade, bosu, tiras de suspensão (TRX), estação de cabos (tipo crossover), barras olímpicas, halteres, anilhas olímpicas e kettlebell. 

Além das variadas ferramentas, os treinamento com o peso do próprio corpo vão fazer parte da sua rotina. Normalmente as aulas ocorrem em pequenos grupos com a orientação de um professor, mas, podem individuais com atendimento personalizado. 

Faça uma aula experimental e tire suas próprias conclusões! 

Referências:
 
BOYLE, Michael. O novo modelo de treinamento funcional de Michael Boyle. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2018.

LIEBENSON, Craig. Treinamento funcional na prática desportiva e reabilitação neuromuscular. Porto Alegre: Artmed, 2017.

MONTEIRO, Artur Guerrini. EVANGELISTA, Alexandre Lopes. Treinamento Funcional: Uma abordagem prática. 3. ed. São Paulo: Phorte, 2015.

sábado, 3 de agosto de 2019

O que são as capacidades motoras Velocidade e Agilidade?

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Fonte: Pixabay

O que é a velocidade? 

 
Uma frase para definir velocidade? 
"É pra ontem!"  😁😁😁
 

Falando sobre outra capacidade física, a velocidade. Ela pode ser definida como a capacidade de realizar uma ação motora no menor tempo possível.

Alguns autores subdividem a velocidade em velocidade de reação (Resposta a um estímulo, por exemplo, o som do apito) e velocidade de movimento (a rapidez de uma contração muscular).

A velocidade é uma capacidade importante de ser treinada, pois, ela tem relação com outras capacidades físicas. Velocidade e potência são requisitos em praticamente todos os esportes.

Tá, mas, e a agilidade?



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Esquivas = Agilidade


A agilidade pode ser definida como a capacidade de mudar rapidamente a posição do corpo ou a direção do movimento no menor tempo possível. 

De maneira geral, podemos dizer que a agilidade é fruto da combinação de velocidade e potência. 


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Tudor Bompa, um grande cientista, representou por meio de um quadro como nossas capacidades físicas se relacionam. De maneira bem simples, quando você junta força máxima, velocidade e coordenação (capacidade de realizar movimentos ótimos) o resultado é a agilidade.

Outro exemplo de habilidades se relacionando. Imagine um chute. Quando colocamos força e velocidade, como resultado temos um chute potente ou "explosivo".

Testes para velocidade e agilidade


Existem testes para velocidade e agilidade que podem compor os famosos Testes de aptidão física - TAF (Ou Exames de aptidão física). São exemplos: 

Teste de velocidade: Teste de corrida de 50 m  
Teste de agilidade: Teste de agilidade Shuttle Run


Por fim, para se treinar velocidade e força procure um profissional de educação física. Desvios posturais ou padrões defeituosos de movimentos poderão resultar em lesões. Um bom profissional vai lhe orientar sobre a técnica correta e fazer as progressões corretas para o seu sucesso.  Bons treinos!

Referências:

BOMPA, Tudor O. Periodização: Teoria e metodologia do treinamento. São Paulo: Phorte Editora, 2002.

GOMES, Antonio Carlos. Treinamento desportivo: Estruturação e periodização. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2009.

GUEDES, Dartagnan Pinto. Manual prático para avaliação em educação física. São Paulo: Manole, 2006.

sábado, 6 de julho de 2019

3 dicas para ganhar tempo e começar a treinar

3 dicas para ganhar tempo e começar a treinar


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Kanban pode ser uma boa! - Fonte: Pixabay



Não posso treinar! 
Nunca tenho tempo! 
Tenho muita coisa para fazer! E por aí vai...

Você não faz ideia de como resolver este problema? Se liga nas dicas.

O dia tem apenas 24 horas. Se você perder 1 hora hoje não vai ganhar 1 hora amanhã. Ou seja, você PERDEU. 

Portanto, organizar sua rotina vai te ajudar a poupar tempo e começar a treinar! 😱

3, 2, 1, GO!

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1-Organize a semana 

Planeje o que você deve fazer na semana. E deixe alguns espacinhos na agenda para "emergências" como consultas, cartórios, etc.

Planeje os compromissos, aniversários e demais saídas.

Lave toda a roupa de uma vez e passe em outro dia.

Faça a faxina toda em um dia OU divida um cômodo por dia. E Tenha um mop! Torcer pano? Nunca mais!

Aqui é válido você planejar também o cardápio da semana (Lista de compras). 

Vá ao supermercado apenas uma vez na semana. Deixar as marmitas prontas e lanchinhos também te ajuda a ganhar tempo.

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2-Organizando a bagunça 

Na primeira vez você vai precisar de um ou dois dias para fazer a revolução. 

Como assim? Basicamente, cada coisa na casa deve ter o seu lugar. Após usar, devolva para o seu lugar. 

É interessante usar algumas caixas/cestos para você separar as coisas. Exemplos:

Devolver/Guardar: Significa que o objeto deve voltar para o seu devido lugar. 

Reciclar/Descarte: Coisas que estão quebradas. Caso não tenha conserto, reciclagem. 
 
Vender/Doar:  Coisas que você NÃO usou durante o ano. Tente vender/trocar ou desapegue de vez (É difícil, mas, você aprende. Não seja um(a) acumulador!).
Começando pelo ambiente mais movimentado da casa, depois para os quartos, cozinha, banheiro, área de serviço e o quartinho da bagunça (Eu sei que você tem um!). 

Depois da revolução, você vai ter mais espaço e cada coisa em seu específico lugar. 

Arrumar a casa durante a semana vai ser mais rápido! O segredo da é simples. Menos é mais. 

Não guarde coisas que você não usa com frequência e não compre coisas que você só vai usar uma vez. Alugue! 

A regra é clara: Você só pode comprar uma coisa nova, quando outra coisa é descartada! Alguma coisa precisa ceder o lugar. Simples assim...

Tenha caixas organizadoras transparentes!

Você pode guardar praticamente tudo! E elas podem ser empilhadas! Basta separar por categorias... Sapatos, bijuterias, material de escritório, etc.

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3-Organizado as finanças

Temos um post gigante sobre finanças aqui, procure na caixa de pesquisa. Então, lá vai a dica bônus: 

Pague suas contas logo quando você receber! Deixe os vencimentos próximos e vá ao banco uma só vez OU use o App/Internet banking.

Outro jeito de ganhar tempo aqui é concentrar seus gastos em um único cartão de crédito (De preferência se você tiver algum cartão que te ofereça benefícios como milhas, cashback, etc). Virou o mês, pague a fatura e pronto.

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Considerações finais

Desapegar de objetos e hábitos pode ser difícil no começo, mas, com um pouquinho de esforço você consegue, incluindo uma rotina de treinos!

sábado, 1 de junho de 2019

Quero emagrecer (ou ganhar peso). Como contar calorias?

Como contar calorias? Para quem quer emagrecer ou ganhar peso. 



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Fonte: Pixabay

Então você decidiu que chegou a hora de levar a dieta a sério?

Parabéns! Se você chegou até aqui já deve saber que passou da hora de mudar seu estilo de vida. Antes de iniciar, vamos deixar umas coisas bem claras! 

1- Consulte um profissional de nutrição. 
O nutricionista é o profissional que entende de alimentação. Ponto final.
Este post não é nem a ponta do iceberg. Só um bom nutricionista pode cuidar da sua alimentação.

2- Temos vários métodos para contar calorias. Este é apenas 1 deles. Amanhã pode ser publicada uma pesquisa e todas as outras técnicas anteriores vão para o lixo. É a vida. ¯\_(ツ)_/¯

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Fonte: Pixabay
 

COMEÇANDO! 


1-Para contar as calorias, você precisa saber qual a sua necessidade energética. 
Para isso calcule sua TMB (Taxa metabólica basal). Atualmente existem vários sites e apps que fazem isto. Escolha um e seja feliz. 


2-Faça uma Avaliação Física. 
É interessante saber seu percentual de gordura (Vulgo "BF"). Você vai precisar saber seu BF e também serve para medir seu progresso futuramente... 


3- Ajuste as calorias de acordo com o seu nível de atividade.

A TMB basicamente é a quantidade de energia que você precisa para se manter vivo. Mas, ela precisa ser ajustada, afinal, qualquer atividade física gasta calorias. 

A tabela abaixo é uma sugestão de fator de atividade (Fonte: Internet). 

Fator de atividade
Indivíduo Exercício FísicoFator
Sedentário-TMB x 1,2
Levemente ativo2/3 x semanaTMB x 1,375
Moderado ativo4/5 x semanaTMB x 1,55
Muito ativo6/7 x semanaTMB x 1,725
Ativo ao extremoAtleta/Trabalho pesadoTMB x 1,9

Lembrando que os apps já fazem todos estes cálculos. E um profissional de nutrição é muito melhor que qualquer coisa que você leu até aqui. ;-)

Temos um exemplo? Temos! Veja: 

Homem, 33 anos, peso 105Kg, 1,90m de altura e Percentual de gordura: 26%.

-Cálculo do TMB: 2230Kcal.
-Fator de atividade: Sedentário (TMB x 1,2) = 2676Kcal. 

Este rapaz precisa consumir 2676Kcal por dia! É um resultado aproximado, como já disse, existem técnicas diferentes, escolha uma e seja feliz.
 
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Fonte: Pixabay

4- Defina Metas

Agora começa o balanço energético.
  
  • Se você quer manter seu peso, precisa de uma dieta normocalórica, ou seja, vai ingerir a quantidade exata de calorias necessárias por dia.
  • Se você quer perder gordura (Vulgo "Emagrecer"), precisa de uma dieta hipocalórica, ou seja, precisa ingerir menos calorias do que a sua necessidade diária (Balanço energético negativo).
  • Se você que ganhar massa muscular (Vulgo "Ganhar peso"), precisa de uma dieta hipercalórica, ou seja, precisa de mais calorias do que a sua necessidade diária (Balanço energético positivo).


A partir daqui a coisa fica séria. Por isso lhe recomendo fortemente um profissional de nutrição. Pois, é mais fácil você controlar a entrada de alimento do que o gasto calórico!

A partir daqui você vai precisar de algum tipo de recordatório alimentar, que nada mais é do que controlar a sua ingestão alimentar. Novamente podemos usar apps, papel, planilhas, etc.

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Fonte: Pixabay

5 - Fazendo o Cutting e/ou Bulking

- O Cutting é a fase onde nos esforçamos para perder gordura (Déficit calórico).

A tal "Definição muscular" significa ter um percentual de gordura baixo. 
Sugere-se reduzir algo entre 300-500 calorias da necessidade diária.

Voltando ao exemplo: 2676Kcal - 500Kcal = 2176Kcal/Dia.

Observe que reduzir 500kcal não vai te matar. Menos 500 calorias você vai perder gordura de um jeito saudável e sem morrer de fome.

- O Bulking é a fase focada em ganhar massa muscular (Superávit calórico). Existe o bulk sujo, bulk limpo, mas, nutrição não é minha especialidade... 

Durante o bulking ganhar músculos e gordura é natural. Aumentar em torno de 400-500 calorias de sua necessidade diária já é suficiente.

Olha o exemplo: 2676Kcal + 500Kcal = 3176Kcal/Dia.

Mesma observação, 500Kcal a mais por dia não significa que você vai virar o Pac-Man!  

Vale lembrar que existe um limite para ganho de músculos! Isto depende da sua experiência de treino, genética, etc. Ou seja, em algum momento você vai perceber que quanto mais experiência, mais difícil de obter ganhos significativos.

Um dia na semana você pode sair da dieta. É o famoso "Dia do lixo". Alguns autores acreditam que é necessário um dia de "bagunça" para evitar que nosso corpo se acostume com essa rotina. Claro, que sem exageros...

Outro detalhe é que ajustes serão necessários. Nosso corpo não é um reloginho que funciona perfeitamente. Os ajustes poderão chegar até 15%. O peso não diminui? Diminua mais algumas calorias. O peso não sobe? Aumente as calorias.

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Fonte: Pixabay

6- Contando Macros (Proteínas, Gorduras e Carboidratos).

Você fez sua avaliação física? Então. Agora você precisa saber a sua quantidade de massa magra para poder realizar os cálculos. 

Vamos determinar a quantidade de macronutrientes para montar sua dieta. Siga a tabela abaixo como sugestão: 

MacronutrienteCuttingBulking
Proteínas (4Kcal/g)2,3 - 3,1 g/Kg1,6 - 2,2 g/Kg
Gorduras (9Kcal/g)0,9 - 1,3 g/Kg20 - 30% Kcal
Carboidratos (4Kcal/g)O restanteO restante

O Rapaz do nosso exemplo tem a Massa magra de: 77Kg (Peso: 105Kg - 26% de BF), os cálculos ficariam assim:

Macro/FaseCuttingBulking
Proteínas (4Kcal/g)238,7g / 954,8Kcal169,4g / 677,6Kcal
Gorduras (9Kcal/g)69,3g / 623,7Kcal30% / 952,8Kcal
Carboidratos (4Kcal/g)149,3g / 597,5Kcal386,4g / 1545,6Kcal
Ingestão diária2176Kcal3176Kcal

 * Já fiz os cálculos e arredondamentos... :/

Viu? É fácil. Só fazer as contas. Mas, repito, consulte um nutricionista.
O consumo de água, vitaminas, minerais e demais nutrientes é muito mais complexo do que estes cálculos apresentados. Sua saúde não tem preço!  

Conclusões


Existem várias técnicas para contar as calorias e macronutrientes. Atualmente temos muitos apps e softwares que podem fazer os cálculos com precisão. Mas, nada substitui uma consulta com um bom nutricionista. 

Mudar seu estilo de vida e sua alimentação não precisa ser uma tortura. Reduzir 500 calorias por dia não é algo impossível de se fazer. Com pequenas mudanças você pode ser uma pessoa mais feliz e mais saudável.

Referências

CAMPBELL, Bill I; Spano, MARIE A. Guia Da NSCA para nutrição o exercício e no esporte. 1. ed. São Paulo: Phorte, 2015.

GUEDES, Dartagnan Pinto. Manual prático para avaliação em educação física. São Paulo: Manole, 2006.

POWERS, Scott K. HOWLEY, Edward T. Fisiologia do Exercício: Teoria e Aplicação ao Condicionamento e ao Desempenho. 9. ed. São Paulo: Manole, 2017.

PRESTES, Jonato et al. Prescrição e periodização do treinamento de força em academias. 2. ed. São Paulo: Manole, 2016.

STOPPANI, Jim. Enciclopédia da musculação e força de Stoppani: 381 exercícios e 116 programas de treinamento de força vencedores. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017.

WILLIANS, Len; GROVES, Derek; THURGOOD, Glen. Treinamento de força. São Paulo: Manole, 2010.