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domingo, 8 de setembro de 2019

O que é o treinamento funcional?

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Kettlebell Swing - Fonte: Pixabay


E então? O que é o treinamento funcional?


Em linhas gerais, o treinamento funcional melhora a mobilidade e a estabilidade articular. Também promove ganhos em força muscular e condicionamento físico. Outro ponto importante é que o treinamento funcional precisa ter uma função!


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O quê? Fonte: Pixabay

Sim, significa treinar com um propósito. Quando usamos o treinamento funcional para esportes, estamos falando sobre o treinamento intencional para as características do esporte escolhido do aluno.  

Mas, não só de esporte vive o treinamento funcional. Sua origem veio do mundo da medicina esportiva, fisioterapia e reabilitação. No treinamento funcional, procura-se os movimentos semelhantes do esporte e treina-se este movimento. Todavia, podemos treinar os movimentos necessários na sua rotina (objetivos específicos), assim, o treinamento funcional não é específico apenas para esportes.

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Exercícios para mobilidade - Fonte: Pixabay


E como são as aulas de treinamento funcional? 


Tradicionalmente, atletas treinam força, flexibilidade e/ou o cardiovascular. O treinamento funcional busca, além destas três capacidades, a agilidade, o equilíbrio e a coordenação. 

O treinamento funcional é integrado, ou seja, busca-se treinar todos os padrões de movimento do corpo, por exemplo, puxar, empurrar, correr, agachar, etc. É uma aula  flexível com possibilidades ilimitadas, pois, tem-se uma maior liberdade de execução de movimentos e amplitudes.

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Fonte: Pixabay


Os movimentos são praticados nos três planos de movimento (Sagital, frontal e transverso), portanto, é multiplanar, treinando aceleração, desaceleração e estabilização (Quando ocorre movimento em um plano, os outros precisam se manter estáveis).

O treinamento funcional se preocupa com as articulações do corpo. Em resumo, o corpo humano possui várias articulações, cada uma tem a função de estabilidade ou mobilidade. Isto significa que quando uma articulação de estabilidade não executa sua função corretamente, o praticante sentirá dor e poderá sofrer com lesões no decorrer de suas atividades.

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Treino em suspensão - Fonte: Pixabay

Durante as aulas serão treinados movimentos fundamentais, mobilidade articular, estabilidade e controle. Ou seja, busca-se corrigir movimentos defeituosos e ter uma boa técnica, antes de colocar carga (leia-se peso).

Depois de melhorar os padrões de movimento, será desenvolvida a performance. A partir deste ponto será exigido uma boa técnica e para os exercícios de força, potência e condicionamento físico.

Por fim, vamos a especialização. Serão trabalhados as habilidades esportivas específicas (Ou as necessidades específicas do aluno).

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Exercícios com o kettlebell - Fonte: Pixabay
 
Muitas ferramentas podem ser utilizadas nas aulas de treinamento funcional, entre elas as medicine balls, coletes e cintos com peso, rolos de espuma (foam rollers), bolas suíças, pranchas para deslizamento (slide), escada de agilidade, bosu, tiras de suspensão (TRX), estação de cabos (tipo crossover), barras olímpicas, halteres, anilhas olímpicas e kettlebell. 

Além das variadas ferramentas, os treinamento com o peso do próprio corpo vão fazer parte da sua rotina. Normalmente as aulas ocorrem em pequenos grupos com a orientação de um professor, mas, podem individuais com atendimento personalizado. 

Faça uma aula experimental e tire suas próprias conclusões! 

Referências:
 
BOYLE, Michael. O novo modelo de treinamento funcional de Michael Boyle. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2018.

LIEBENSON, Craig. Treinamento funcional na prática desportiva e reabilitação neuromuscular. Porto Alegre: Artmed, 2017.

MONTEIRO, Artur Guerrini. EVANGELISTA, Alexandre Lopes. Treinamento Funcional: Uma abordagem prática. 3. ed. São Paulo: Phorte, 2015.

sábado, 3 de agosto de 2019

O que são as capacidades motoras Velocidade e Agilidade?

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Fonte: Pixabay

O que é a velocidade? 

 
Uma frase para definir velocidade? 
"É pra ontem!"  😁😁😁
 

Falando sobre outra capacidade física, a velocidade. Ela pode ser definida como a capacidade de realizar uma ação motora no menor tempo possível.

Alguns autores subdividem a velocidade em velocidade de reação (Resposta a um estímulo, por exemplo, o som do apito) e velocidade de movimento (a rapidez de uma contração muscular).

A velocidade é uma capacidade importante de ser treinada, pois, ela tem relação com outras capacidades físicas. Velocidade e potência são requisitos em praticamente todos os esportes.

Tá, mas, e a agilidade?



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Esquivas = Agilidade


A agilidade pode ser definida como a capacidade de mudar rapidamente a posição do corpo ou a direção do movimento no menor tempo possível. 

De maneira geral, podemos dizer que a agilidade é fruto da combinação de velocidade e potência. 


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Tudor Bompa, um grande cientista, representou por meio de um quadro como nossas capacidades físicas se relacionam. De maneira bem simples, quando você junta força máxima, velocidade e coordenação (capacidade de realizar movimentos ótimos) o resultado é a agilidade.

Outro exemplo de habilidades se relacionando. Imagine um chute. Quando colocamos força e velocidade, como resultado temos um chute potente ou "explosivo".

Testes para velocidade e agilidade


Existem testes para velocidade e agilidade que podem compor os famosos Testes de aptidão física - TAF (Ou Exames de aptidão física). São exemplos: 

Teste de velocidade: Teste de corrida de 50 m  
Teste de agilidade: Teste de agilidade Shuttle Run


Por fim, para se treinar velocidade e força procure um profissional de educação física. Desvios posturais ou padrões defeituosos de movimentos poderão resultar em lesões. Um bom profissional vai lhe orientar sobre a técnica correta e fazer as progressões corretas para o seu sucesso.  Bons treinos!

Referências:

BOMPA, Tudor O. Periodização: Teoria e metodologia do treinamento. São Paulo: Phorte Editora, 2002.

GOMES, Antonio Carlos. Treinamento desportivo: Estruturação e periodização. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2009.

GUEDES, Dartagnan Pinto. Manual prático para avaliação em educação física. São Paulo: Manole, 2006.