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sábado, 23 de setembro de 2023

Quais os cuidados para dias muito quentes?

Imagem de Freepik

Como diria a Marina Lima: 


Vem chegando o verão
O calor no coração
Essa magia colorida
São coisas da vida...


Então, quais são os cuidados que devemos tomar em dias muito quentes?


O verão está chegando e com ele muitos dias de sol e diversão, mas também alguns riscos para a saúde. Por isso, é preciso tomar alguns cuidados para evitar a desidratação, a insolação, as queimaduras e outras complicações. Veja a seguir algumas dicas para se manter fresco e saudável nos dias mais quentes do ano.

 

- Beba bastante água: A hidratação é fundamental para regular a temperatura corporal e evitar a perda de líquidos e sais minerais pelo suor. Recomenda-se beber pelo menos dois litros de água por dia, mesmo que não sinta sede. Evite bebidas alcoólicas, cafeinadas ou açucaradas, pois elas podem aumentar a desidratação.

- Use roupas leves, soltas e claras: As roupas pesadas, apertadas e escuras podem dificultar a transpiração e reter o calor. Prefira tecidos naturais, como algodão ou linho, que permitem a ventilação da pele. Proteja-se do sol com chapéus, bonés, óculos escuros e protetor solar. Aplique o protetor solar pelo menos 20 minutos antes de se expor ao sol e reaplique a cada duas horas ou sempre que suar ou se molhar.

- Evite atividades físicas intensas no horário de maior calor:  O exercício físico aumenta a produção de calor pelo corpo e pode sobrecarregar o organismo. Se for praticar alguma atividade ao ar livre, prefira os horários mais frescos do dia, como o início da manhã ou o final da tarde. Faça pausas frequentes para descansar e se hidratar. Se sentir algum sintoma de mal-estar, como tontura, náusea, dor de cabeça ou fraqueza, interrompa a atividade imediatamente e procure um local fresco e arejado.

- Mantenha o ambiente fresco e ventilado: Feche as janelas e as cortinas durante o dia para evitar que o sol entre na casa e aqueça o ambiente. Abra as janelas à noite para renovar o ar. Se possível, use ventiladores ou ar-condicionado para refrescar o ambiente. Limpe os filtros do ar-condicionado regularmente para evitar a proliferação de bactérias e fungos. Se não tiver ar-condicionado, coloque uma bacia com água gelada ou gelo na frente do ventilador para criar uma brisa mais fria.

- Cuide das crianças e dos idosos: As crianças e os idosos são mais sensíveis ao calor porque têm menor capacidade de regular a temperatura corporal e podem não perceber os sinais de desidratação ou insolação. Por isso, é preciso estar atento às suas necessidades e oferecer água com frequência. Evite expô-los ao sol nos horários mais quentes e vista-os com roupas adequadas. Em caso de febre, vômito, diarreia, convulsão ou perda de consciência, procure atendimento médico imediatamente.


Quais os cuidados com cães e gatos em dias muito quentes?

Os dias de calor intenso podem ser muito desconfortáveis também para os nossos amigos de quatro patas. Por isso, é importante tomar alguns cuidados para evitar problemas de saúde, como desidratação, insolação e queimaduras nas patas. Aqui estão algumas dicas para proteger os seus cães e gatos do calor:

- Ofereça água fresca e limpa o tempo todo: Troque a água com frequência e coloque gelo se necessário. Você também pode oferecer frutas e legumes com alto teor de água, como melancia, pepino e cenoura.

- Evite passear nos horários mais quentes do dia: Prefira as primeiras horas da manhã ou o final da tarde, quando o sol está mais fraco. Verifique a temperatura do asfalto ou da calçada com a mão antes de sair. Se estiver muito quente, use sapatinhos ou protetores nas patas dos seus pets.

- Mantenha os seus pets em locais frescos e ventilados: Evite deixá-los dentro do carro, mesmo com as janelas abertas. Se possível, ligue o ar-condicionado ou o ventilador. Você também pode usar toalhas úmidas ou caminhas geladas para refrescá-los.

- Corte o pelo dos seus pets se eles tiverem uma pelagem muito longa ou densa: Isso ajuda a reduzir o calor e a evitar nós e parasitas. Mas não raspe demais, pois o pelo também protege a pele dos raios solares.

- Fique atento aos sinais de hipertermia (Aumento excessivo da temperatura corporal): Alguns sintomas são: respiração ofegante, salivação excessiva, língua e gengivas vermelhas, letargia, vômito e convulsões. Se você notar algum desses sinais, leve o seu pet ao veterinário imediatamente.

Seguindo essas dicas simples, você pode aproveitar os dias de verão com mais segurança e conforto. Lembre-se de que a prevenção é sempre o melhor remédio. Cuide-se bem e até a próxima!

quinta-feira, 21 de setembro de 2023

O que são os isotônicos?

O que são os isotônicos?


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Você já deve ter visto ou ouvido falar dos isotônicos, aquelas bebidas coloridas que prometem hidratar e repor os sais minerais perdidos durante o exercício físico. Mas você sabe o que são os isotônicos e quais os riscos de ingerir essas bebidas em grande quantidade?


Quais os riscos de ingerir em grande quantidade?


Os isotônicos são bebidas que contêm água, açúcar e eletrólitos, como sódio, potássio, cálcio e magnésio, em concentrações semelhantes às do plasma sanguíneo. Por isso, eles são chamados de isotônicos, pois têm a mesma pressão osmótica que o sangue. Isso facilita a absorção desses líquidos pelo organismo, evitando a desidratação e a queda do rendimento físico.

Os isotônicos são indicados para pessoas que praticam atividades físicas intensas e prolongadas, como corrida, ciclismo, natação ou futebol, pois nessas situações há uma grande perda de água e sais minerais pelo suor. Nesses casos, a ingestão de isotônicos pode ajudar a repor esses nutrientes e a manter o equilíbrio hidroeletrolítico do corpo.

No entanto, os isotônicos não são recomendados para pessoas que fazem exercícios leves ou moderados, ou que não se exercitam. Isso porque essas bebidas contêm calorias e podem contribuir para o aumento de peso e para o desequilíbrio dos níveis de glicose e sódio no sangue. Além disso, o consumo excessivo de isotônicos pode causar problemas como:

 - Hipernatremia: é o excesso de sódio no sangue, que pode provocar sede, inchaço, pressão alta, confusão mental e até convulsões.

- Hipocalemia: é a baixa concentração de potássio no sangue, que pode causar fraqueza muscular, cãibras, arritmias cardíacas e até parada cardíaca.

- Hipercalcemia: é o excesso de cálcio no sangue, que pode causar náuseas, vômitos, constipação, pedras nos rins e alterações neurológicas.

- Hipermagnesemia: é o excesso de magnésio no sangue, que pode causar sonolência, fraqueza muscular, dificuldade respiratória e paralisia.


Portanto, os isotônicos devem ser consumidos com moderação e orientação médica ou nutricional. Eles não substituem a água nem outras fontes de hidratação e nutrição. Lembre-se que a melhor forma de se hidratar é bebendo água pura e natural ao longo do dia. E se você quer repor os sais minerais perdidos pelo suor, opte por alimentos naturais e saudáveis, como frutas, verduras e legumes.


A atividade física é uma das melhores formas de cuidar da saúde e do bem-estar. Ela traz diversos benefícios para o corpo e para a mente, como:

- Melhora o condicionamento físico e a resistência muscular, prevenindo doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade e hipertensão.

- Fortalece o sistema imunológico, aumentando a defesa contra infecções e inflamações.

- Reduz o estresse e a ansiedade, promovendo o relaxamento e a liberação de endorfinas, que são hormônios que causam sensação de prazer e felicidade.

- Melhora a autoestima e a confiança, pois ajuda a manter o peso ideal, a tonificar os músculos e a melhorar a postura e a aparência.

- Estimula o funcionamento do cérebro, melhorando a memória, a concentração, a criatividade e o aprendizado.

- Favorece o convívio social, pois possibilita fazer novas amizades, compartilhar experiências e se divertir.

Para aproveitar todos esses benefícios, é importante praticar atividade física regularmente, pelo menos três vezes por semana, por no mínimo 30 minutos cada sessão. Também é essencial escolher uma atividade que seja adequada ao seu perfil, aos seus objetivos e às suas preferências. Há diversas opções de exercícios, como caminhada, corrida, bicicleta, natação, dança, musculação, pilates, ioga e muito mais. O importante é se movimentar e se sentir bem.

A atividade física é um hábito que pode mudar a sua vida para melhor. Experimente e comprove!

quarta-feira, 16 de agosto de 2023

O que é a artrose no quadril?

 

Imagem de Freepik

O que é a artrose no quadril?

A artrose no quadril é uma doença degenerativa que afeta a cartilagem que reveste a articulação do quadril, causando dor, rigidez e dificuldade de movimento. A artrose no quadril pode ser causada por vários fatores, como o envelhecimento, o excesso de peso, o trauma, a genética ou a inflamação crônica.

 

O que é a cartilagem e como ela se degenera?

A cartilagem é um tecido elástico e resistente que cobre as extremidades dos ossos que formam uma articulação. Ela tem a função de amortecer os impactos, reduzir o atrito e permitir o deslizamento suave entre os ossos. A cartilagem é composta por células chamadas condrócitos, que produzem uma matriz extracelular rica em água, colágeno e proteoglicanos. Essa matriz confere à cartilagem as suas propriedades mecânicas e hidráulicas.

Com o passar do tempo, a cartilagem pode sofrer um processo de desgaste e perda de elasticidade, chamado de degeneração. Esse processo pode ser acelerado por fatores como o envelhecimento, o excesso de peso, o trauma, a genética ou a inflamação crônica. A degeneração da cartilagem leva à diminuição da sua espessura e à formação de fissuras e irregularidades na sua superfície. Isso provoca um aumento do atrito entre os ossos, que podem se deformar e formar osteófitos (bicos de papagaio). A degeneração da cartilagem também afeta a produção do líquido sinovial, que lubrifica a articulação. O líquido sinovial se torna mais viscoso e menos abundante, dificultando o movimento articular.

A degeneração da cartilagem é irreversível e progressiva, ou seja, não tem cura e tende a piorar com o tempo. No entanto, existem formas de retardar a sua evolução e aliviar os seus sintomas.

 

Quais são os sintomas da artrose no quadril?

- Dor no quadril, que pode se irradiar para a virilha, a coxa ou o joelho. A dor costuma piorar com o movimento, especialmente ao levantar da cama ou da cadeira, ao subir ou descer escadas, ao caminhar ou ao correr. A dor também pode ser mais intensa em dias frios ou úmidos.

- Rigidez no quadril, que dificulta iniciar o movimento após um período de repouso. A rigidez costuma durar menos de 30 minutos e melhora com o aquecimento.

- Redução da amplitude de movimento do quadril, que limita a capacidade de realizar atividades cotidianas, como calçar os sapatos, cruzar as pernas ou sentar-se no chão.

- Estalos ou crepitações no quadril, que podem ser percebidos pelo paciente ou pelo médico ao examinar a articulação.

- Alterações na marcha, que podem causar claudicação (manqueira) ou compensações posturais.

Os sintomas da artrose no quadril variam de acordo com o grau de degeneração da cartilagem e com a resposta individual de cada paciente. Algumas pessoas podem ter uma artrose avançada e apresentar poucos sintomas, enquanto outras podem ter uma artrose leve e sentir muita dor. Os sintomas também podem oscilar ao longo do tempo, alternando períodos de melhora e piora.

 

Como é feito o diagnóstico da artrose no quadril?

O diagnóstico da artrose no quadril é feito com base na história clínica do paciente, no exame físico da articulação e em exames de imagem. O médico responsável pelo diagnóstico e tratamento da artrose no quadril é o ortopedista especialista em cirurgia do quadril.

Na história clínica, o médico irá perguntar sobre os sintomas do paciente, como quando eles começaram, como eles evoluíram, quais são os fatores que os pioram ou melhoram, e como eles interferem na qualidade de vida do paciente. O médico também irá investigar possíveis causas ou fatores de risco para a artrose no quadril, como a idade, o peso, o histórico familiar, o trauma, as doenças inflamatórias ou as atividades físicas.

No exame físico, o médico irá avaliar a aparência do quadril, procurando por sinais de deformidade, inchaço, vermelhidão ou calor. O médico também irá testar a amplitude de movimento do quadril, a força muscular, a sensibilidade e a presença de estalos ou crepitações. Além disso, o médico irá observar a marcha do paciente, analisando se há claudicação ou compensações posturais.

Os exames de imagem mais utilizados para o diagnóstico da artrose no quadril são as radiografias (raios X) e a ressonância magnética. As radiografias permitem visualizar os ossos e as alterações causadas pela artrose, como a diminuição do espaço articular, a formação de osteófitos, a esclerose óssea e as deformidades. A ressonância magnética permite visualizar os tecidos moles e as alterações na cartilagem, no líquido sinovial, nos ligamentos e nos músculos. A ressonância magnética também pode detectar outras condições que podem afetar o quadril, como lesões labrais, necrose avascular ou tumores.

 

Quais são as opções de tratamento para a artrose no quadril?

O tratamento para a artrose no quadril tem como objetivos aliviar a dor, melhorar a função e retardar a progressão da doença. O tratamento pode ser conservador ou cirúrgico, dependendo da gravidade da artrose e da resposta do paciente.

O tratamento conservador envolve medidas não farmacológicas e farmacológicas. As medidas não farmacológicas incluem:

- Educação do paciente sobre a doença e as formas de preveni-la e controlá-la.

- Modificação do estilo de vida, como perder peso, evitar atividades que sobrecarreguem o quadril e adotar hábitos saudáveis.

- Fisioterapia, que pode incluir exercícios de alongamento, fortalecimento, mobilização e equilíbrio; técnicas de terapia manual; aplicação de calor ou frio; eletroterapia; e uso de órteses ou muletas.

- Terapias complementares, como acupuntura, massagem, hidroterapia ou yoga.

 

As medidas farmacológicas incluem:

- Analgésicos, como paracetamol ou dipirona, que aliviam a dor leve a moderada.

- Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), como ibuprofeno ou naproxeno, que aliviam a dor e a inflamação moderada a intensa. Os AINEs podem causar efeitos colaterais gastrointestinais, renais ou cardiovasculares, por isso devem ser usados com cautela e sob orientação médica.

- Corticoides, que são hormônios que reduzem a inflamação e a dor. Os corticoides podem ser administrados por via oral ou por injeção intra-articular. Os corticoides podem causar efeitos colaterais sistêmicos ou locais, como aumento da pressão arterial, diabetes, osteoporose, infecção ou necrose avascular.

- Viscossuplementação, que consiste na injeção intra-articular de ácido hialurônico ou derivados. O ácido hialurônico é um componente natural do líquido sinovial que melhora a lubrificação e o amortecimento da articulação. A viscosssuplementação pode aliviar a dor e melhorar a função por alguns meses.

- Opioides, que são medicamentos derivados da morfina que aliviam a dor intensa. Os opioides podem causar dependência física ou psicológica, além de efeitos colaterais como sonolência, náusea, constipação ou depressão respiratória. Os opioides devem ser usados apenas em casos refratários aos outros tratamentos e sob rigoroso controle médico.

 

Artrose e exercícios físicos

Embora não tenha cura, a artrose pode ser tratada com medicamentos, fisioterapia e, em alguns casos, cirurgia. Além disso, a prática de exercícios físicos é fundamental para manter a saúde do quadril e prevenir o agravamento da doença.

Quais exercícios são indicados para quem tem artrose no quadril? A resposta depende do grau de comprometimento da articulação, da idade e das condições gerais de saúde de cada pessoa.

De modo geral, os exercícios mais recomendados para quem tem artrose no quadril são aqueles que fortalecem os músculos que envolvem a articulação, como os glúteos, os abdutores e os flexores do quadril. Esses exercícios ajudam a estabilizar o quadril e a reduzir o atrito entre os ossos. Alguns exemplos são: elevação lateral de perna, ponte, agachamento e afundo.

Outros exercícios que podem beneficiar quem tem artrose no quadril são os que melhoram a mobilidade e a flexibilidade da articulação, como os alongamentos e as rotações do quadril. Esses exercícios contribuem para aliviar a rigidez e a dor, além de prevenir contraturas musculares. Alguns exemplos são: puxar o joelho em direção ao peito, cruzar uma perna sobre a outra e girar o tronco para o lado oposto, e fazer círculos com o quadril.

Por fim, os exercícios aeróbicos também são importantes para quem tem artrose no quadril, pois ajudam a controlar o peso corporal, a melhorar a circulação sanguínea e a liberar endorfinas, que são substâncias que promovem o bem-estar e o alívio da dor. Os exercícios aeróbicos mais adequados para quem tem artrose no quadril são os de baixo impacto, como caminhada, bicicleta, natação e hidroginástica.

Lembre-se de que os exercícios devem ser feitos com regularidade, intensidade moderada e respeitando os limites do seu corpo. Evite exercícios que causem dor ou desconforto excessivo no quadril. Se você sentir algum desses sintomas durante ou após a atividade física, procure orientação médica.

terça-feira, 15 de agosto de 2023

O que é a artrite?

 

Imagem de storyset no Freepik

O que é a artrite?

É uma inflamação das articulações que causa dor, rigidez e limitação dos movimentos. Existem vários tipos de artrite, como a osteoartrite, a artrite reumatoide, a gota, a espondilite anquilosante e a artrite psoriática. Cada uma tem suas próprias causas, sintomas e tratamentos.

A artrite é uma doença crônica que pode afetar pessoas de qualquer idade, mas é mais comum em idosos. Ela pode comprometer a qualidade de vida e dificultar as atividades diárias. Por isso, é importante procurar um médico se você sentir dor ou inchaço nas articulações por mais de duas semanas.

 

Diagnóstico

O diagnóstico da artrite é feito por meio de exames clínicos, laboratoriais e de imagem, como o raio-X, a ultrassonografia e a ressonância magnética. O tratamento depende do tipo e da gravidade da artrite, mas, geralmente envolve medicamentos anti-inflamatórios, analgésicos, corticoides e imunossupressores. Em alguns casos, pode ser necessária a fisioterapia ou a cirurgia.

A artrite não tem cura, mas pode ser controlada com o acompanhamento médico adequado e com hábitos saudáveis, como manter o peso ideal, praticar exercícios físicos moderados, evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool e ter uma alimentação equilibrada. Essas medidas podem ajudar a reduzir a inflamação, a dor e a progressão da doença.

A artrite é uma condição que afeta milhões de pessoas no mundo todo. Se você tem ou suspeita que tenha artrite, não deixe de buscar ajuda profissional e seguir as orientações médicas. Assim, você poderá viver melhor e com mais qualidade de vida.

 

Quais os melhores exercícios para quem tem artrite?

Ter artrite não significa que você deve ficar parado. Pelo contrário, a prática regular de exercícios físicos pode trazer vários benefícios para a saúde das articulações, como:

- Melhorar a circulação sanguínea e a nutrição da cartilagem;

- Fortalecer os músculos que sustentam as articulações;

- Aumentar a flexibilidade e a amplitude de movimento;

- Reduzir o estresse e a inflamação;

- Prevenir ou retardar a progressão da doença;

- Melhorar a qualidade de vida e o bem-estar;


Quais são os melhores exercícios para quem tem artrite? 

A resposta depende de vários fatores, como o tipo, a localização e a gravidade da artrite, as preferências e os objetivos de cada pessoa, e a orientação médica. De modo geral, recomenda-se uma combinação de três tipos de exercícios:

- Exercícios aeróbicos: são aqueles que aumentam a frequência cardíaca e respiratória, como caminhar, nadar, pedalar, dançar, etc. Eles ajudam a melhorar a capacidade cardiovascular, a queimar calorias e a controlar o peso, o que é importante para aliviar a pressão sobre as articulações.

- Exercícios de fortalecimento: são aqueles que trabalham os músculos, como musculação, pilates, ioga, etc. Eles ajudam a aumentar a massa muscular, a proteger as articulações e a prevenir lesões.

- Exercícios de alongamento: são aqueles que esticam os músculos e as articulações, como alongamento, tai chi chuan, etc. Eles ajudam a melhorar a flexibilidade, a mobilidade e a postura.

É importante ressaltar que os exercícios devem ser feitos com cuidado, respeitando os limites do corpo e evitando movimentos bruscos ou de alto impacto. Além disso, é essencial consultar um médico antes de iniciar qualquer atividade física, e contar com o acompanhamento de um profissional de educação física ou fisioterapeuta.

Lembre-se: exercitar-se é uma forma de cuidar da sua saúde e da sua qualidade de vida. Não deixe que a artrite te impeça de se movimentar!

sábado, 6 de maio de 2023

Quais são os distúrbios da tireoide?

Imagem de Gino Crescoli por Pixabay 

 
Vocês sabem o que é a tireoide e para que ela serve? E quais são os principais sintomas de que algo não vai bem com essa glândula? Vamos lá!
 
A tireoide é uma glândula que fica no pescoço, logo abaixo do pomo de adão. Ela tem o formato de uma borboleta e produz dois hormônios chamados T3 e T4. Esses hormônios são responsáveis por regular várias funções do nosso corpo, como o metabolismo, o crescimento, o humor, a fertilidade, o ciclo menstrual e muito mais. Por isso, é muito importante conhecer os sintomas e os tratamentos dessas condições.
 
Quando a tireoide funciona bem, ela libera a quantidade certa de hormônios para o nosso organismo. Mas às vezes ela pode produzir hormônios demais ou de menos, causando um desequilíbrio que pode trazer vários problemas de saúde. Essas alterações são chamadas de hipertireoidismo e hipotireoidismo.
 

Principais sintomas

O hipertireoidismo acontece quando a tireoide produz hormônios em excesso, fazendo com que o organismo fique acelerado. As pessoas com hipertireoidismo podem apresentar sintomas como nervosismo, ansiedade, palpitações, perda de peso, suor excessivo, insônia, tremores e olhos saltados. As causas mais comuns do hipertireoidismo são as doenças autoimunes, como a doença de Graves, ou alguns nódulos na glândula. O tratamento pode ser feito com medicamentos que bloqueiam a produção dos hormônios da tireoide, com iodo radioativo ou com cirurgia para remoção da glândula.

O hipotireoidismo ocorre quando a tireoide produz hormônios insuficientes, fazendo com que o organismo fique lento. As pessoas com hipotireoidismo podem ter sintomas como cansaço, sonolência, ganho de peso, depressão, pele seca, queda de cabelo, prisão de ventre e intolerância ao frio. A causa mais frequente do hipotireoidismo é a tireoidite de Hashimoto, uma doença autoimune que ataca a glândula. O tratamento é feito com a reposição dos hormônios da tireoide em comprimidos.

Além do hipertireoidismo e do hipotireoidismo, existem outros problemas que podem afetar a tireoide, como os nódulos, os cistos e o câncer. Os nódulos são pequenos caroços que se formam na glândula e que podem ser benignos ou malignos. A maioria dos nódulos não causa sintomas e é descoberta por acaso em um exame de ultrassom. O câncer de tireoide é raro e costuma ter bom prognóstico se tratado precocemente.

Diagnóstico e tratamento

Para diagnosticar os problemas na tireoide, é preciso consultar um médico endocrinologista e fazer alguns exames de sangue que medem os níveis dos hormônios da tireoide. Também pode ser necessário fazer um ultrassom da tireoide para avaliar o tamanho, a forma e a presença de nódulos na glândula.
O tratamento dos problemas na tireoide depende da causa e da gravidade de cada caso. Em geral, o hipertireoidismo é tratado com medicamentos que bloqueiam a produção dos hormônios da tireoide ou com iodo radioativo que destrói parte da glândula. Em alguns casos, pode ser indicada a cirurgia para retirar toda ou parte da tireoide.

O hipotireoidismo é tratado com a reposição dos hormônios da tireoide por meio de comprimidos diários. Os nódulos benignos podem ser acompanhados periodicamente ou tratados com medicamentos ou injeções de álcool. Os nódulos malignos ou suspeitos devem ser removidos cirurgicamente.

Como vocês viram, os distúrbios da tireoide são bastante variados e podem ter diferentes causas e consequências. Por isso, é fundamental fazer um acompanhamento médico regular e realizar exames de sangue para medir os níveis dos hormônios da tireoide. Assim, você pode prevenir ou tratar essas condições e manter a sua saúde em dia.

domingo, 30 de abril de 2023

O que é a hipertensão arterial?

Imagem de Tumisu por Pixabay 
 

A hipertensão arterial é uma condição médica que se caracteriza por um aumento persistente da pressão que o sangue exerce sobre as paredes das artérias. A pressão arterial normal é de 120/80 mmHg (milímetros de mercúrio), mas quando ela ultrapassa os valores de 140/90 mmHg, considera-se que há hipertensão.

A hipertensão arterial é um fator de risco para diversas complicações cardiovasculares, como infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca e renal. Além disso, a hipertensão pode causar danos em outros órgãos, como os olhos e o cérebro.


Diagnóstico e sintomas

O diagnóstico da hipertensão arterial é feito com base na medição da pressão arterial em pelo menos duas ocasiões diferentes. Alguns médicos se utilizam também de outros exames como a monitorização da pressão por 24 horas e o teste ergométrico, pois, este analisa o comportamento da pressão antes, durante e depois do teste.

A hipertensão arterial é uma doença silenciosa, pois na maioria dos casos não provoca sintomas. Por isso, é importante medir a pressão arterial e consultar um médico regularmente.

Alguns sintomas que podem indicar hipertensão arterial são: dor de cabeça, tontura, falta de ar, palpitações, sangramento nasal e visão embaçada. No entanto, esses sintomas podem ter outras causas e não são exclusivos da hipertensão.


Tratamento

O tratamento da hipertensão arterial envolve mudanças no estilo de vida, como reduzir o consumo de sal, praticar atividade física, controlar o peso, evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool. Além disso, o médico pode prescrever medicamentos anti-hipertensivos, que devem ser tomados conforme a orientação médica.

A hipertensão arterial é uma doença crônica que requer acompanhamento médico e adesão ao tratamento. O objetivo é manter a pressão arterial dentro dos limites normais e prevenir as complicações da doença.


Benefícios da atividade física para os hipertensos

A hipertensão arterial é uma condição que afeta milhões de pessoas no mundo e que pode trazer sérias complicações para a saúde cardiovascular. Por isso, é importante adotar hábitos saudáveis que ajudem a controlar a pressão alta, como uma alimentação equilibrada, um sono adequado e a prática regular de exercícios físicos.

A atividade física é um dos pilares do tratamento da hipertensão arterial, pois ajuda a regular a pressão arterial e a prevenir outras doenças associadas, como o colesterol alto, o diabetes, a obesidade e o sedentarismo.

Além disso, o exercício físico melhora a função cardíaca, aumenta a capacidade aeróbica, fortalece os músculos, melhora o metabolismo, reduz o estresse e melhora a qualidade de vida dos hipertensos.


Exercício físico e hipertensão

Antes de iniciar um programa de exercícios físicos, é fundamental que o paciente com hipertensão consulte um médico para avaliar seu estado de saúde e receber as recomendações adequadas para sua condição.

Alguns cuidados que devem ser tomados ao se exercitar com hipertensão são:

- Medir a pressão arterial antes e depois do exercício

- Evitar exercícios muito intensos ou que exijam muita força

- Evitar exercícios que comprimam o abdômen ou o tórax

- Evitar exercícios em ambientes muito quentes ou frios

- Hidratar-se bem antes, durante e depois do exercício

- Respeitar seus limites e interromper o exercício se sentir dor no peito, falta de ar, tontura ou palpitações

- Usar roupas confortáveis e adequadas ao clima

Se você tem hipertensão arterial ou suspeita que possa ter, procure o seu médico e siga as orientações dele. A hipertensão arterial é uma doença silenciosa, mas pode ser controlada com medicamentos e mudanças no estilo de vida. Cuide da sua saúde e da sua pressão!

terça-feira, 11 de abril de 2023

O que é a osteoporose?

 O que é a osteoporose?

Imagem de Erak007 por Pixabay 


A osteoporose é uma doença silenciosa que pode ter consequências graves se não for diagnosticada e tratada adequadamente. Por isso, é importante fazer exames periódicos para avaliar a densidade óssea, especialmente após os 50 anos de idade ou se houver fatores de risco como histórico familiar, baixo peso corporal ou uso prolongado de corticoides. O médico pode indicar o melhor tratamento para cada caso e acompanhar a evolução da doença.


Qual o tratamento para a osteoporose? 

Osteoporose é uma doença que afeta a qualidade e a densidade dos ossos, tornando-os mais frágeis e suscetíveis a fraturas. A osteoporose é mais comum em mulheres após a menopausa, mas também pode afetar homens e pessoas jovens. A osteoporose não tem cura, mas pode ser prevenida e tratada com medidas como:

- Uso de medicamentos que ajudam a interromper a perda de massa óssea ou estimular a formação de novos ossos. Esses medicamentos devem ser prescritos pelo médico e usados com cuidado, pois podem ter efeitos colaterais.

- Suplementação de cálcio e vitamina D, que são nutrientes essenciais para a saúde óssea. A dose recomendada varia de acordo com a idade, o sexo e o estado de saúde de cada pessoa. O médico pode indicar a melhor forma de suplementar esses nutrientes, que também devem ser obtidos pela alimentação.

- Prática regular de exercícios físicos moderados e de baixo impacto, que ajudam a fortalecer os músculos, as articulações e os ossos. Alguns exemplos são caminhada, dança, hidroginástica, pilates e musculação. Os exercícios devem ser orientados por um profissional de educação física ou fisioterapeuta, para evitar lesões e sobrecarga nos ossos.

- Alimentação saudável e equilibrada, rica em alimentos fontes de cálcio, como leite e derivados, vegetais verde-escuros, sementes e oleaginosas. Também é importante consumir alimentos fontes de vitamina D, como peixes gordos, ovos e cogumelos, ou se expor ao sol por cerca de 15 minutos por dia, para favorecer a produção dessa vitamina pelo organismo.

- Evitar hábitos prejudiciais à saúde óssea, como fumar, beber álcool em excesso ou usar drogas. Essas substâncias interferem na absorção e no metabolismo do cálcio e da vitamina D, além de aumentar o risco de quedas e fraturas.


Quais os exercícios recomendados para a osteoporose? 

A osteoporose é uma doença que enfraquece os ossos e aumenta o risco de fraturas. Ela afeta principalmente as mulheres na pós-menopausa, mas também pode atingir homens e pessoas mais jovens. Uma das formas de prevenir e tratar a osteoporose é praticar exercícios físicos regularmente. Mas quais são os melhores tipos de exercícios para fortalecer os ossos e evitar lesões? Veja a seguir algumas recomendações.


- Exercícios de impacto: São aqueles que fazem com que os ossos suportem o peso do corpo ou de cargas externas, como caminhar, correr, pular corda, dançar, subir escadas, levantar pesos, etc. Esses exercícios estimulam a formação de novas células ósseas e aumentam a densidade mineral dos ossos. Eles devem ser feitos pelo menos três vezes por semana, por cerca de 30 minutos cada sessão.

- Exercícios de equilíbrio e coordenação: São aqueles que melhoram a capacidade de manter a postura e evitar quedas, como tai chi chuan, ioga, pilates, etc. Esses exercícios trabalham a flexibilidade, a agilidade, a força muscular e a consciência corporal. Eles devem ser feitos pelo menos duas vezes por semana, por cerca de 20 minutos cada sessão.

- Exercícios de alongamento: São aqueles que ajudam a relaxar os músculos e as articulações, como alongar o pescoço, os ombros, as costas, as pernas, etc. Esses exercícios previnem a rigidez e a dor muscular e melhoram a amplitude de movimento. Eles devem ser feitos todos os dias, por cerca de 10 minutos cada sessão.


Antes de iniciar qualquer programa de exercícios físicos para osteoporose, é importante consultar um médico e um profissional de educação física para avaliar as condições de saúde e o nível de aptidão física. Eles poderão orientar sobre quais são os exercícios mais adequados e seguros para cada caso. Além disso, é essencial usar roupas confortáveis, calçados adequados, beber água e respeitar os limites do corpo. Com esses cuidados, os exercícios físicos podem ser grandes aliados na prevenção e no tratamento da osteoporose.

segunda-feira, 10 de abril de 2023

O que é a fibromialgia?

 O que é fibromialgia? Qual o tratamento?

 

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A fibromialgia é uma síndrome que causa dores crônicas em todo o corpo, principalmente nos músculos, articulações e tendões. Além da dor, a fibromialgia também pode provocar fadiga, distúrbios do sono, problemas de memória e concentração, ansiedade e depressão. A fibromialgia afeta mais as mulheres do que os homens e costuma surgir entre os 30 e 50 anos de idade.

 

A causa da fibromialgia ainda não é conhecida, mas acredita-se que esteja relacionada a uma alteração no sistema nervoso central, que aumenta a sensibilidade à dor. Alguns fatores que podem contribuir para o desenvolvimento da síndrome são: genética, infecções virais, doenças autoimunes, trauma físico ou emocional e estresse.

 

O diagnóstico da fibromialgia é feito por um médico reumatologista, que avalia os sintomas e descarta outras doenças que possam causar dor generalizada. Não há um exame específico para detectar a fibromialgia, mas alguns exames de sangue e de imagem podem ser solicitados para auxiliar o diagnóstico.


Qual o tratamento para fibromialgia

O tratamento da fibromialgia visa aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Não há cura para a síndrome, mas é possível controlar a dor e os outros desconfortos com o uso de medicamentos prescritos pelo médico, como analgésicos, anti-inflamatórios, antidepressivos e relaxantes musculares. Além disso, é importante fazer atividade física regularmente, como caminhada, natação ou hidroginástica, para fortalecer os músculos e liberar endorfinas, que são substâncias que reduzem a dor e melhoram o humor.

 

Outras formas de tratamento para a fibromialgia são as terapias alternativas, como acupuntura, massagem, yoga, meditação e aromaterapia. Essas técnicas podem ajudar a relaxar o corpo e a mente, diminuindo o estresse e a ansiedade. Também é recomendado ter uma alimentação equilibrada e evitar alimentos que possam piorar os sintomas, como cafeína, álcool, açúcar e gordura.

 

A fibromialgia é uma doença que pode afetar muito a vida das pessoas que sofrem com ela. Por isso, é fundamental buscar ajuda médica e seguir as orientações do tratamento. Além disso, é importante contar com o apoio da família e dos amigos e participar de grupos de apoio com outras pessoas que têm a mesma condição. Assim, é possível conviver melhor com a fibromialgia e ter mais bem-estar.

 

Exercícios recomendados para fibromialgia

Um dos pilares do tratamento da fibromialgia é a prática regular de exercícios físicos. Os exercícios podem ajudar a aliviar os sintomas da doença, como a dor, a fadiga e os problemas de sono. Além disso, os exercícios podem melhorar a qualidade de vida, a autoestima, o humor e a saúde em geral das pessoas com fibromialgia.

 

Não existe um tipo de "exercício ideal" para todas as pessoas com fibromialgia. Cada caso deve ser avaliado individualmente, levando em conta as características, as preferências e as limitações de cada pessoa. Veja alguns exemplos:

 

- Exercícios aeróbicos: são aqueles que aumentam a frequência cardíaca e respiratória, como caminhada, corrida, ciclismo, natação ou hidroginástica. Esses exercícios melhoram o condicionamento físico, a circulação sanguínea, a oxigenação muscular e a liberação de endorfinas, que são substâncias que promovem o bem-estar e reduzem a dor. Os exercícios aeróbicos devem ser feitos pelo menos três vezes por semana, por 20 a 30 minutos cada sessão.

 

- Exercícios de força: são aqueles que trabalham os músculos contra uma resistência externa, como pesos livres, máquinas ou elásticos. Esses exercícios aumentam a massa muscular, a força e a resistência dos músculos envolvidos na dor da fibromialgia. Os exercícios de força devem ser feitos duas ou três vezes por semana, alternando os grupos musculares.

 

- Exercícios de flexibilidade: são aqueles que alongam os músculos e as articulações, como yoga, pilates ou alongamento. Esses exercícios melhoram a amplitude de movimento das articulações afetadas pela fibromialgia, além de relaxar os músculos tensos e doloridos. Os exercícios de flexibilidade devem ser feitos diariamente ou pelo menos antes e depois dos outros tipos de exercícios.

 

Como começar a se exercitar sem piorar a dor?

Muitas pessoas com fibromialgia têm receio de se exercitar por medo de piorar a dor ou causar lesões, neste caso, sugerimos que siga as orientações do seu personal trainer. No entanto, esse medo pode ser superado com algumas dicas simples:

 

- Comece devagar: não tente fazer mais do que você pode ou do que está acostumado. Comece com exercícios leves e curtos e vá aumentando gradualmente a intensidade e a duração conforme sua tolerância e seu progresso.

 

- Respeite seus limites: escute seu corpo e pare ou diminua o ritmo se sentir dor excessiva ou desconforto durante ou após o exercício. Não force além do seu limite nem se compare com outras pessoas.

domingo, 9 de abril de 2023

O que é diabetes?

 O que é diabetes?

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Diabetes é uma doença que afeta a forma como o corpo usa a glicose, um tipo de açúcar que é a principal fonte de energia para as células. A glicose vem dos alimentos que comemos e é transportada pelo sangue até as células, onde é usada para gerar energia. Para isso, é preciso que o pâncreas produza um hormônio chamado insulina, que facilita a entrada da glicose nas células.

 

Quando o pâncreas não produz insulina suficiente ou quando o corpo não consegue usar bem a insulina que produz, a glicose se acumula no sangue e causa um problema chamado hiperglicemia, que é o aumento do nível de açúcar no sangue. Isso pode trazer sérias complicações para a saúde, como danos aos rins, aos olhos, ao coração, aos nervos e aos vasos sanguíneos.

 

Existem diferentes tipos de diabetes, que têm causas e características diferentes. Os principais são:

- Diabetes tipo 1: é um tipo menos comum e geralmente se manifesta na infância ou na adolescência. Nesse caso, o pâncreas não produz insulina porque as células responsáveis por isso são destruídas pelo próprio sistema imunológico do corpo. As pessoas com diabetes tipo 1 precisam tomar insulina todos os dias para controlar a glicose no sangue.

- Diabetes tipo 2: é o tipo mais comum e geralmente se manifesta na idade adulta. Nesse caso, o pâncreas produz insulina, mas ela não funciona bem nas células, que se tornam resistentes à sua ação. Isso pode estar relacionado a fatores como obesidade, sedentarismo, alimentação inadequada e histórico familiar de diabetes. As pessoas com diabetes tipo 2 podem precisar tomar medicamentos orais ou insulina para controlar a glicose no sangue.

- Diabetes gestacional: é um tipo que pode ocorrer durante a gravidez, quando os hormônios da placenta interferem na ação da insulina e causam hiperglicemia. Geralmente, o diabetes gestacional desaparece após o parto, mas aumenta o risco de desenvolver diabetes tipo 2 no futuro. Além disso, pode trazer complicações para a mãe e para o bebê durante a gestação e o parto.

- Pré-diabetes: é um estágio anterior ao diabetes, em que o nível de açúcar no sangue está elevado, mas ainda não é suficiente para caracterizar a doença. É um sinal de alerta para mudar os hábitos de vida e prevenir o desenvolvimento do diabetes tipo 2.

 

O diagnóstico do diabetes é feito por meio de exames de sangue que medem a glicose em jejum ou após uma sobrecarga de glicose. Os valores considerados normais, pré-diabéticos e diabéticos são:


- Glicose em jejum: 

Normal até 99 mg/dL; 

Pré-diabetes entre 100 e 125 mg/dL; 

Diabetes acima de 126 mg/dL.


- Glicose após sobrecarga: 

Normal até 139 mg/dL; 

Pré-diabetes entre 140 e 199 mg/dL; 

Diabetes acima de 200 mg/dL.


Tratamento 

O tratamento do diabetes depende do tipo e da gravidade da doença, mas envolve basicamente três pilares: alimentação saudável, atividade física regular e uso de medicamentos. O objetivo é manter o nível de glicose no sangue dentro dos limites adequados e evitar as complicações da doença.

A alimentação saudável para quem tem diabetes deve ser equilibrada, variada e adequada às necessidades individuais de cada pessoa. Deve-se evitar o consumo excessivo de açúcar, carboidratos refinados, gorduras saturadas e trans e sal. Deve-se priorizar o consumo de alimentos integrais, frutas, verduras, legumes, carnes magras, peixes, ovos, leite e derivados desnatados e gorduras boas como as encontradas em oleaginos. Consulte um profissional de nutrição!

sábado, 1 de junho de 2019

Quero emagrecer (ou ganhar peso). Como contar calorias?

Como contar calorias? Para quem quer emagrecer ou ganhar peso. 



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Fonte: Pixabay

Então você decidiu que chegou a hora de levar a dieta a sério?

Parabéns! Se você chegou até aqui já deve saber que passou da hora de mudar seu estilo de vida. Antes de iniciar, vamos deixar umas coisas bem claras! 

1- Consulte um profissional de nutrição. 
O nutricionista é o profissional que entende de alimentação. Ponto final.
Este post não é nem a ponta do iceberg. Só um bom nutricionista pode cuidar da sua alimentação.

2- Temos vários métodos para contar calorias. Este é apenas 1 deles. Amanhã pode ser publicada uma pesquisa e todas as outras técnicas anteriores vão para o lixo. É a vida. ¯\_(ツ)_/¯

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Fonte: Pixabay
 

COMEÇANDO! 


1-Para contar as calorias, você precisa saber qual a sua necessidade energética. 
Para isso calcule sua TMB (Taxa metabólica basal). Atualmente existem vários sites e apps que fazem isto. Escolha um e seja feliz. 


2-Faça uma Avaliação Física. 
É interessante saber seu percentual de gordura (Vulgo "BF"). Você vai precisar saber seu BF e também serve para medir seu progresso futuramente... 


3- Ajuste as calorias de acordo com o seu nível de atividade.

A TMB basicamente é a quantidade de energia que você precisa para se manter vivo. Mas, ela precisa ser ajustada, afinal, qualquer atividade física gasta calorias. 

A tabela abaixo é uma sugestão de fator de atividade (Fonte: Internet). 

Fator de atividade
Indivíduo Exercício FísicoFator
Sedentário-TMB x 1,2
Levemente ativo2/3 x semanaTMB x 1,375
Moderado ativo4/5 x semanaTMB x 1,55
Muito ativo6/7 x semanaTMB x 1,725
Ativo ao extremoAtleta/Trabalho pesadoTMB x 1,9

Lembrando que os apps já fazem todos estes cálculos. E um profissional de nutrição é muito melhor que qualquer coisa que você leu até aqui. ;-)

Temos um exemplo? Temos! Veja: 

Homem, 33 anos, peso 105Kg, 1,90m de altura e Percentual de gordura: 26%.

-Cálculo do TMB: 2230Kcal.
-Fator de atividade: Sedentário (TMB x 1,2) = 2676Kcal. 

Este rapaz precisa consumir 2676Kcal por dia! É um resultado aproximado, como já disse, existem técnicas diferentes, escolha uma e seja feliz.
 
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Fonte: Pixabay

4- Defina Metas

Agora começa o balanço energético.
  
  • Se você quer manter seu peso, precisa de uma dieta normocalórica, ou seja, vai ingerir a quantidade exata de calorias necessárias por dia.
  • Se você quer perder gordura (Vulgo "Emagrecer"), precisa de uma dieta hipocalórica, ou seja, precisa ingerir menos calorias do que a sua necessidade diária (Balanço energético negativo).
  • Se você que ganhar massa muscular (Vulgo "Ganhar peso"), precisa de uma dieta hipercalórica, ou seja, precisa de mais calorias do que a sua necessidade diária (Balanço energético positivo).


A partir daqui a coisa fica séria. Por isso lhe recomendo fortemente um profissional de nutrição. Pois, é mais fácil você controlar a entrada de alimento do que o gasto calórico!

A partir daqui você vai precisar de algum tipo de recordatório alimentar, que nada mais é do que controlar a sua ingestão alimentar. Novamente podemos usar apps, papel, planilhas, etc.

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5 - Fazendo o Cutting e/ou Bulking

- O Cutting é a fase onde nos esforçamos para perder gordura (Déficit calórico).

A tal "Definição muscular" significa ter um percentual de gordura baixo. 
Sugere-se reduzir algo entre 300-500 calorias da necessidade diária.

Voltando ao exemplo: 2676Kcal - 500Kcal = 2176Kcal/Dia.

Observe que reduzir 500kcal não vai te matar. Menos 500 calorias você vai perder gordura de um jeito saudável e sem morrer de fome.

- O Bulking é a fase focada em ganhar massa muscular (Superávit calórico). Existe o bulk sujo, bulk limpo, mas, nutrição não é minha especialidade... 

Durante o bulking ganhar músculos e gordura é natural. Aumentar em torno de 400-500 calorias de sua necessidade diária já é suficiente.

Olha o exemplo: 2676Kcal + 500Kcal = 3176Kcal/Dia.

Mesma observação, 500Kcal a mais por dia não significa que você vai virar o Pac-Man!  

Vale lembrar que existe um limite para ganho de músculos! Isto depende da sua experiência de treino, genética, etc. Ou seja, em algum momento você vai perceber que quanto mais experiência, mais difícil de obter ganhos significativos.

Um dia na semana você pode sair da dieta. É o famoso "Dia do lixo". Alguns autores acreditam que é necessário um dia de "bagunça" para evitar que nosso corpo se acostume com essa rotina. Claro, que sem exageros...

Outro detalhe é que ajustes serão necessários. Nosso corpo não é um reloginho que funciona perfeitamente. Os ajustes poderão chegar até 15%. O peso não diminui? Diminua mais algumas calorias. O peso não sobe? Aumente as calorias.

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Fonte: Pixabay

6- Contando Macros (Proteínas, Gorduras e Carboidratos).

Você fez sua avaliação física? Então. Agora você precisa saber a sua quantidade de massa magra para poder realizar os cálculos. 

Vamos determinar a quantidade de macronutrientes para montar sua dieta. Siga a tabela abaixo como sugestão: 

MacronutrienteCuttingBulking
Proteínas (4Kcal/g)2,3 - 3,1 g/Kg1,6 - 2,2 g/Kg
Gorduras (9Kcal/g)0,9 - 1,3 g/Kg20 - 30% Kcal
Carboidratos (4Kcal/g)O restanteO restante

O Rapaz do nosso exemplo tem a Massa magra de: 77Kg (Peso: 105Kg - 26% de BF), os cálculos ficariam assim:

Macro/FaseCuttingBulking
Proteínas (4Kcal/g)238,7g / 954,8Kcal169,4g / 677,6Kcal
Gorduras (9Kcal/g)69,3g / 623,7Kcal30% / 952,8Kcal
Carboidratos (4Kcal/g)149,3g / 597,5Kcal386,4g / 1545,6Kcal
Ingestão diária2176Kcal3176Kcal

 * Já fiz os cálculos e arredondamentos... :/

Viu? É fácil. Só fazer as contas. Mas, repito, consulte um nutricionista.
O consumo de água, vitaminas, minerais e demais nutrientes é muito mais complexo do que estes cálculos apresentados. Sua saúde não tem preço!  

Conclusões


Existem várias técnicas para contar as calorias e macronutrientes. Atualmente temos muitos apps e softwares que podem fazer os cálculos com precisão. Mas, nada substitui uma consulta com um bom nutricionista. 

Mudar seu estilo de vida e sua alimentação não precisa ser uma tortura. Reduzir 500 calorias por dia não é algo impossível de se fazer. Com pequenas mudanças você pode ser uma pessoa mais feliz e mais saudável.

Referências

CAMPBELL, Bill I; Spano, MARIE A. Guia Da NSCA para nutrição o exercício e no esporte. 1. ed. São Paulo: Phorte, 2015.

GUEDES, Dartagnan Pinto. Manual prático para avaliação em educação física. São Paulo: Manole, 2006.

POWERS, Scott K. HOWLEY, Edward T. Fisiologia do Exercício: Teoria e Aplicação ao Condicionamento e ao Desempenho. 9. ed. São Paulo: Manole, 2017.

PRESTES, Jonato et al. Prescrição e periodização do treinamento de força em academias. 2. ed. São Paulo: Manole, 2016.

STOPPANI, Jim. Enciclopédia da musculação e força de Stoppani: 381 exercícios e 116 programas de treinamento de força vencedores. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017.

WILLIANS, Len; GROVES, Derek; THURGOOD, Glen. Treinamento de força. São Paulo: Manole, 2010.