terça-feira, 5 de junho de 2018

Primeiros Socorros - Uma introdução


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Precisamos falar sobre primeiros socorros!

Tenho contato com vários pessoas diferentes, com culturas  e níveis de escolaridade diferentes e o que mais me preocupa é a falta de informações de primeiros socorros. Coisas como passar pasta de dente em queimadura e fazer torniquete ainda aparecem por aí...

O artigo é extenso, porém, é um mal necessário. Primeiro precisamos entender como abordar a vítima. Depois o que fazer em alguns casos. Ao final, como proceder com alguns animais peçonhentos e uma sugestão para montar um kit de primeiros socorros!



Telefones úteis ☎

Antes de começar decore estes telefones! Anote e cole no aparelho de telefone fixo, nos contatos do celular, na porta da geladeira, principalmente se houver crianças e idosos em casa, mas, que esteja em um local visível e de fácil acesso em caso de emergência:

190 – Polícia Militar – Qualquer risco, ameça e vida, denúncia de roubo.
192 – SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) - Urgências Clínicas.
193 – SIATE/Bombeiros (Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência).
199 – Defesa Civil – Presta assistência a população em caso de desastres. Ex. Enchente.

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Parte I - O que são os primeiros socorros?


Basicamente primeiros socorros são os cuidados prestados a uma pessoa, com o objetivo de garantir suas funções vitais até que receba assistência médica.

O Prestador de socorro pode ser qualquer pessoa com um mínimo de conhecimento capaz de atender a vítima até a chegada do socorro. Já o Socorrista é um o profissional qualificado que atua por alguma instituição como o Corpo de Bombeiros, SAMU, entre outras, para melhor atender a vítima.


Atendimento inicial à vítima de trauma (AIVT)

O objetivo do AIVT é identificar riscos a vida da vítima e providenciar os cuidados necessários: Imobilização, Remoção e Acionamento de serviços de apoio (Bombeiros, serviços de energia elétrica, entre outros).

Os passos iniciais no atendimento à vítima são:Controle de cena: O controle da cena tem por objetivo a segurança da vítima e de quem vai atendê-la. É necessário eliminar qualquer possibilidade de risco para todos. Coisas como
fogo, fios elétricos caídos, explosões, materiais perigosos (incluindo sangue e outros fluídos corporais), trânsito de veículos, inundações, armas de fogo, facas, objetos cortantes, muito calor ou frio, etc. O mais importante aqui é não se tornar mais uma vítima do acidente.


Os procedimentos adotados neste caso são:


1-Sinalizar o local do acidente (Principalmente em vias públicas);
2-Acionar os serviços necessários (Ex. Bombeiros, SAMU, Viapar ou similares);
3-Isole a área de risco;
4-Somente após garantir a segurança é possível iniciar o atendimento;

Avaliação primária: Aqui queremos saber à condição da vítima, verificando as Vias aéreas, Respiração, Circulação e reanimação.

Depois de executar o controle da cena, o socorrista deve aproximar-se pelo lado que a vítima está olhando, pois, isto evita que ela se movimente.

Você deve Imobilizar a cabeça da vítima e perguntar como ela está, tente tranquilizá-la e pergunte o que aconteceu (Se ela responder significa que está consciente, orientada e com as vias aéreas desobstruídas). A seguir executa-se o protocolo A-B-C:


A) Via aérea com controle cervical: As vias aéreas são o caminho que o ar percorre até os pulmões. Aqui verifica-se se existe algum obstáculo neste caminho, podendo ser um sólido (Dente, comida, objetos) ou líquido (Sangue, vômito). Se a vítima estiver inconsciente é indicada a manobra de inclinação da cabeça e a elevação do queixo (Cuidado com a coluna cervical).

A obstrução das vias respiratórias pode ser parcial ou total. No caso da obstrução parcial a respiração pode ser ruidosa, difícil e acompanhada de tosse. Na obstrução total, a vítima não consegue falar, respirar ou tossir. A ausência de ar nos pulmões leva a perda de consciência, a vítima pode apresentar coloração cinza-azulada e se não houver atendimento a vítima morre.

Em caso de engasgo e a vitima estiver sem forças para tossir, pergunte se pode ajudar, chame o resgate (192 ou 193) e realize a manobra de Heimlich.

Para a desobstrução de vias aéreas de lactentes (Bebês de até 1 ano de vida), existe uma manobra específica. Chame o resgate, mas, pesquise por vídeos da execução desta manobra.

B) Respiração: Para verificar se a vitima está respirando, aproxime seu ouvido da boca/nariz da vítima, com as vias aéreas desobstruídas e:

1-Observe se o tórax se movimenta (Ver);
2-Ouça a saída de ar na expiração (Ouvir);
3-Sinta se há fluxo de ar (Sentir);

A vítima só consegue falar se o ar passar pelas cordas vocais, portanto, se ela responder as vias aéreas estão desobstruídas (A e B resolvidos). Se a respiração estiver difícil, repita a desobstrução e se a vitima parar de respirar, iniciar a respiração artificial.

C) Circulação e controle de grandes hemorragias: Aqui o objetivo é verificar se há sinais de circulação sanguínea e a presença de grandes hemorragias. Você pode avaliar por meio do pulso radial ou (o menos indicado) pulso carotídeo (Pesquise por vídeos).

Se não houver sinais de circulação inicie manobras de reanimação cardiopulmonar. Também controle os pontos de sangramento externo evidentes, mediante compressão dos ferimentos ou aplicação de curativos compressivos.

Reanimação cardiorrespiratória: A parada cardiorrespiratória (PCR) é a cessação repentina dos batimentos cardíacos e dos movimentos respiratórios. A vítima pode iniciar com parada respiratória e caso não seja atendida, evoluir para parada cardíaca (Ou a parada cardíaca pode ser o primeiro sinal, com consequente parada respiratória).

Este tipo de emergência é frequente e depende de um conjunto de medidas chamadas de “Corrente de sobrevivência”:

1-Reconhecimento imediato dos sinais;
2-Acionamento precoce de um serviço de emergência;
3-Início da reanimação cardiorrespiratória e chegada rápida do serviço de atendimento pré-hospitalar;

A circulação sanguínea deve ser restabelecida num período máximo de 4 minutos, caso contrário se instalam alterações irreversíveis nos tecidos, principalmente no tecido nervoso (um dos mais sensíveis a falta de oxigênio).

Sinais de parada cardiopulmonar: Inconsciência (Vítima não responde); Ausência de batimentos cardíacos; Ausência de movimentos respiratórios.


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Sequência da RCPAs diretrizes de 2010 recomendam a sequência C-A-B (Compressões torácicas, vias aéreas, respiração), pois as compressões devem ser iniciadas o mais rápido possível para manter o ritmo cardíaco (Posterior uso do desfibrilador) e manter o sangue oxigenado em circulação.

Parte II – Como proceder em algumas situações


1) Asfixia: É a dificuldade ou parada respiratória, podendo ser provocada por várias causas.  Se manifesta como atitudes que caracterizem dificuldade na respiração; Ausência de movimentos respiratórios; Inconsciência; Cianose (lábios, língua e unhas arroxeadas); Midríase (pupilas dilatadas); Respiração ruidosa; Fluxo aéreo diminuído ou ausente.

2) Afogamento: É a asfixia provocada pela imersão em meio líquido. Geralmente ocorre por câimbra, mau jeito, onda mais forte, inundação ou enchente e por quem se lança na água sem saber nadar. O sujeito apresenta agitação, dificuldade respiratória, inconsciência, parada respiratória e parada cardíaca.

Recomenda-se retirar a vítima da água utilizando material disponível (corda, boia, remo, etc.); Em último caso e se souber nadar muito bem (muito bem mesmo),  tente o salvamento aquático (Ou espere pelo resgate).

3) Cãibra: É uma contração muscular espasmódica, vigorosa, involuntária e dolorosa de um ou mais músculos, podendo ocorrer durante o exercício ou em repouso. A cãibra apresenta dor e contratura (a musculatura não volta para a posição original) no local. Recomenda-se alongar o músculo atingido. Aplicar compressa quente no local e se necessário massagear o local.

4) Distensão Muscular: É uma lesão provocada pelo estiramento do músculo (rompimento de fibras musculares), ou parte dele, por movimento brusco e/ou violento. Apresenta dor intensa à movimentação e edema (inchaço) no local.

Recomenda-se NÃO movimentar a região lesionada (se necessário fazer uma bandagem para sustentar a estrutura ou imobilizar a região). Aplicar compressas geladas ou gelo no local. É importante consultar um médico.

5) Desmaio ou Síncope: Perda de consciência de curta duração que não necessita manobras específicas de recuperação, ou seja, geralmente a pessoa se recupera espontaneamente. Ocorre devido à diminuição da circulação e oxigenação cerebral.

A causa mais frequente do desmaio é a queda da pressão arterial e acontece normalmente quando a pessoa está em pé, em consequência de:

1-Ambientes com muitas pessoas, sem uma adequada ventilação;
2-Emoções fortes;
3-Fome;
4-Queda do nível de açúcar (glicose) no sangue;
5-Insolação e calor excessivo;
6-Dor intensa e súbita;
7-Punção venosa;
8-Cenas com sangue;

Sinais e sintomas: A pessoa pode apresentar-se pálida, com extremidades frias e respiração suspirosa. Após alguns minutos ocorre tontura, visão embaçada e súbita perda de consciência.

Tratamento

Se a pessoa ainda não desmaiou: Sentá-la numa cadeira e pedir para que ela coloque a cabeça entre as coxas e pressionar a nuca para baixo com a palma da mão. Esse movimento fará com que aumente a quantidade de sangue e oxigênio no cérebro.

Se a pessoa já desmaiou: 


1-Se estiver em ambiente mal ventilado ou lotado, providenciar a remoção para local mais apropriado;
2-Manter a pessoa deitada, preferencialmente com a cabeça abaixo do corpo; elevar os membros inferiores a cerca de 20cm. Com isso o sangue circula em maior quantidade no cérebro;
3-Virar a cabeça para o lado, evitando que ela venha a se asfixiar;
4-Liberar vestimentas apertadas;
5-Mantê-la deitada por alguns minutos mesmo depois de recuperada. O mesmo em relação a deixá-la caminhar sozinha imediatamente após o desmaio. Faça-a sentar e respirar fundo, após auxilie-a a dar uma volta, respirando fundo e devagar. Com isso o organismo se readapta a posição vertical e evita que ela possa desmaiar novamente, o que pode ocorrer se ela levantar bruscamente.
6-Após o desmaio ter passado, não dê água imediatamente para evitar que a pessoa se afogue, pois ainda não está com seus reflexos recuperados totalmente.
7-Informar-se sobre a história da pessoa (Doenças, medicamentos em uso, etc).
8-Na maior parte das vezes, não há necessidade de levar a pessoa ao hospital.



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6) Crise convulsiva: A convulsão é uma desordem temporária do cérebro. Durante um breve período de tempo, o cérebro deixa de funcionar normalmente, passando a enviar estímulos desordenados para o resto do corpo, provocando as crises convulsivas, também conhecidas como “ataques”.

Traumatismo cranioencefálico, infecções, parasitoses (principalmente neurocisticercose), malformações e tumores cerebrais e abuso de drogas e álcool são as causas mais comuns de convulsão em adultos. Em crianças, a causa mais frequente é febre, e geralmente é um processo benigno. Quando a pessoa apresenta crises convulsivas repetidas ao longo de sua vida, caracteriza-se, então, como epilepsia. Essa doença não é contagiosa.

A convulsão pode ou não ser precedida de algum sintoma que avisa que ela está se iniciando. A crise se caracteriza pela perda súbita de consciência, às vezes precedida de um grito. O paciente cai no chão, fica durante um período com o corpo rígido e, a seguir, inicia um período de movimentos com tremor da face, tronco e membros. O tremor vai diminuindo, até que o paciente fique completamente imóvel.

A convulsão demora em média de 3 a 5 minutos e é seguida por um período de inconsciência. Após alguns minutos, a consciência vai voltando aos poucos, registrando-se, geralmente, um período curto de confusão mental, dor de cabeça e sonolência. Durante a crise, a pessoa pode cair e se ferir, morder a língua ou ainda apresentar salivação abundante e liberação involuntária de urina e fezes.

Se as crises duram muito tempo (crises prolongadas, ou crises seguidas sem recuperação de consciência), com duração igual ou superior a 30 minutos, se caracterizam uma emergência clínica, podendo, nesse caso, haver risco de morte. Assim, a pessoa deverá ser encaminhada ao hospital, pois poderá ocorrer dano ao cérebro, são as chamadas crises subentrantes ou estado de mal epiléptico, porém, a maioria das crises não provoca dano algum, pois são de curta duração e autolimitadas.

Tratamento

1-Manter-se calmo e procurar acalmar os demais;
2-Colocar algo macio sob a cabeça da pessoa protegendo-a;
3-Remover das proximidades objetos que possam ferir a vítima;
4-Afrouxar a roupa, deixando o pescoço livre de qualquer coisa que o incomode;
5-Girar a cabeça do paciente para lado, para que não ocorra asfixia – desde que não haja qualquer suspeita de trauma raquimedular;
6-Não tente abrir sua boca com a mão ou algum objeto;
7-Não introduzir nada pela boca, também não prender a língua com colher ou outro objeto (Não existe perigo algum de o paciente engolir a própria língua);
8-Não tente fazer a pessoa voltar a si, lançando-lhe água ou obrigando-a a beber;
9-Não o agarrar na tentativa de mantê-lo quieto;
10-Em caso de ataque prolongado, seguido de outros, ou a pessoa não recupere consciência ou, ainda, for gestante, diabética, ou se machucar, deve-se encaminhá-la o mais rápido possível ao hospital;
11-Ficar ao lado da pessoa até que a respiração volte ao normal e ela se levante;
12-Não coloque nada na boca;
13-Procure por identificadores de alerta médico;
14-Cronometre o tempo de convulsão com um relógio;
15-Não contenha o paciente à força;
16-Quando a crise passar, ofereça ajuda;
17-Proteja a cabeça, remova os óculos;
18-Afrouxe roupas apertadas;
19-Vire o paciente de lado;

7) Entorse: É a separação MOMENTÂNEA das superfícies ósseas de uma articulação, com comprometimento ligamentar. Apresenta dor intensa à movimentação, edema (inchaço), perda da mobilidade local e deformidade da articulação (pelo inchaço).

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8) Ferimentos: Chama-se ferimento qualquer lesão da pele produzida por traumatismo, em qualquer tipo de acidente. Os ferimentos podem apresentar dor e sangramento. Os ferimentos são classificados em fechados ou abertos.

Ferimentos fechados ou por contusões: São lesões produzidas por objetos contundentes que danificam o subcutâneo com extravasamento de sangue, sem romper a pele. Podem ser:

Equimose: Sinal arroxeado na pele, consequência de uma contusão, sem inchaço no local. Ex. Olho roxo.
Hematoma: Sinal arroxeado com inchaço no local. Ex. “Galo” na cabeça.

Ferimentos abertos ou feridas: Diz-que um ferimento é aberto quando rompe a pele, expondo tecidos internos, geralmente com sangramento. As feridas podem ser incisivas ou cortantes, produzidas por objetos cortantes, afiados (Bisturi, faca, estilete).

Feridas por Contusões: Resultam de objeto com superfície romba (instrumento cortante não muito afiado tipo, pau, pedra, soco, etc.) e que atinge a superfície do corpo com alta energia, rompendo a pele. Recomenda-se não movimentar a região lesionada (Se necessário imobilizar) e aplicar compressas frias ou saco de gelo no local.

Feridas perfurantes: O objeto que as produz é geralmente fino e pontiagudo, capaz de perfurar a pele e os tecidos. Ex: Ferimentos por arma de fogo e arma branca.

Feridas penetrantes: O objeto atinge uma cavidade natural do organismo, geralmente tórax ou abdome.

Feridas transfixantes: Constituem uma variedade de ferida perfurante ou penetrante. O objeto é capaz de penetrar e atravessar os tecidos ou determinado órgão em toda a sua espessura.

Escoriações ou abrasões: Produzidas pelo atrito de uma superfície áspera e dura contra a pele. Atinge somente a pele. Frequentemente contem partículas de corpo estranho (Cinza, graxa, terra).

Cuidados com a vítima de ferimentos

O atendimento pré-hospitalar dos ferimentos possui três objetivos principais:

1-Proteger a ferida contra o trauma secundário;
2-Conter sangramentos;
3-Proteger contra infecção;

Como orientação geral, lave o ferimento com água corrente ou soro fisiológico, para remover partículas de corpo estranho, e, a seguir, cubra com gaze estéril.

Nas escoriações: Lave com água corrente ou soro fisiológico, sem provocar atrito. Se disponível, instile uma solução antisséptica antes do curativo. Recubra a área escoriada com gaze estéril, fixando-a com fita adesiva ou, em área muito grande, com atadura ou bandagem triangular.

Nas feridas incisivas: Aproxime e fixe suas bordas com um curativo compressivo, utilizando atadura ou bandagem triangular.

Nas feridas lacerantes: Controle o sangramento e proteja-as com uma gaze estéril firmemente pressionada. Lesões graves podem exigir a imobilização da parte afetada. Todos os ferimentos extensos ou profundos devem ser avaliados em hospital.

Orientações gerais sobre alguns ferimentos

Ferimentos na cabeça: Uma vítima que apresente ferimento na cabeça, dependendo do mecanismo de lesão que os causou, pode apresentar lesão cerebral (traumatismo craniano).

Os sintomas podem ser imediatos ou não, exigindo que se fique atento a possíveis alterações nas condições da vítima como:
1-Perda de consciência por instantes ou diminuição progressiva da consciência (Desorientação, sonolência, coma);
2-Dor de cabeça, náuseas, vômito;
3-Sangramento ou saída de líquido pelo nariz e/ou ouvidos.

Quando o cérebro é lesado, ele reage com um edema (inchaço), como qualquer outro tecido. Os centros de controle da respiração e outros centros vitais podem ficar prejudicados pelo edema. Nesse caso, deve-se prestar o seguimento atendimento:

1-Prestar atenção ao A-B-C;
2-Manter as vias aéreas com controle cervical;
3-Controlar as hemorragias presentes;
4-Observar o nível de consciência da vítima;
5-Evitar mexer com a vítima;
6-Proteger com gaze ou pano limpo, sem apertar a ferida;
7-Se apresentar vômito, proceder ao rolamento lateral em bloco (Para não aspirar);
8-Se houver sangramento ou saída de líquido pelo nariz ou ouvido, não tentar conter a saída desse líquido;
9-Chamar o Serviço de Atendimento Pré-Hospitalar ou conduzir a vítima para um hospital;

Ferimentos no tórax: A caixa torácica é formada por costelas, vértebras torácicas e o esterno. Envolve os pulmões, coração, grandes vasos e esôfago.

Qualquer traumatismo no tórax pode resultar em dano a esses órgãos. Se um ferimento colocar em comunicação a parte interna da cavidade torácica com a atmosfera do meio ambiente, o mecanismo da respiração fica comprometida. Assim, devem-se tomar os seguintes cuidados:

1-Colocar uma proteção (gaze, plástico, esparadrapo) sobre o ferimento no final da expiração, para evitar entrada de ar no tórax;
2-Fixe o material usado para proteção com cinto ou faixa de pano, firmemente;
3-Não apertar muito o local do ferimento para não prejudicar a respiração;
4-Acionar o Serviço de Atendimento Pré-Hospitalar ou conduzir a vítima para um hospital;
5-Não retirar objetos que estejam empalados. Imobilizá-lo com o curativo e providenciar rapidamente o transporte da vítima ao hospital;

Ferimentos no abdome: Os ferimentos profundos na região de abdome podem atingir qualquer órgão abdominal interno, inclusive com exteriorização das vísceras, principalmente das alças intestinais. Cuidados no atendimento:

1-Evitar ao máximo mexer na vítima.
2-Não remover objetos que estejam empalados.
3-Não tentar recolocar os órgãos para dentro do abdome.
4-Cobrir os órgãos com gaze, compressa ou pano limpo, úmidos.
5-Manter o curativo preso com ataduras não muito apertadas.
6-Em caso de amputação, faça a compressão no coto para conter o sangramento.

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9) Fraturas: Chama-se fratura qualquer interrupção na continuidade do osso provocada por trauma. As fraturas podem ser classificadas como:

Fraturas fechadas: A pele se mantém integra, não havendo conexão entre o osso quebrado e a superfície externa do corpo.

Fraturas abertas: A fratura comunica-se como meio externo, a pele é rasgada ou aberta pela mesma força que quebra o osso ou pela força que faz o osso perfurar a pele. É situação de urgência pelo risco de infecção.

Tanto as fraturas abertas como as fechadas podem resultar em séria perda de sangue. As abertas produzem hemorragias externas; as fechadas, hemorragias internas. Dependendo da quantidade de sangue perdido, há risco também de choque hipovolêmico, quadro comum, por exemplo, nas fraturas de fêmur.

Sinais e sintomas das fraturas:
1-Dor;
2-Impotência funcional (A fratura impede movimentos do segmento fraturado);
3-Deformidade do segmento fraturado;
4-Aumento de volume (Por edema ou sangramento);
5-Crepitação (Causada pelo atrito dos fragmentos ósseos fraturados – não provocá-la intencionalmente);

Cuidados gerais no atendimento das fraturas:

1-Se não existe um serviço de atendimento de emergências próximo ao acidentado, imobilizar as fraturas para transportá-lo de modo mais confortável e cuidadoso;
2-Não mover o acidentado até que as fraturas estejam imobilizadas, exceto se estiver perto de fogo, com perigo de explosões, etc. Nesses casos, resgatá-lo no sentido do maior eixo do corpo;
3-Aplicar uma leve tração enquanto proceder à imobilização, mantendo-a até que a tala esteja no lugar;
4-Imobilizar as fraturas, incluindo a articulação proximal e distal;
5-Em fraturas abertas, controlar o sangramento e cobrir a ferida com curativo limpo antes da imobilização (não limpar a ferida);
6-Se houver exposição óssea (fratura exposta), não tente colocar o osso no lugar;
7-Se houver fratura em joelho, tornozelo, punho e cotovelo, não tentar retificar a fratura. Imobilizar na posição da deformidade que se encontra;
8-Deixar firmes as talas, mas, não apertadas a ponto de interferir na circulação;

Cuidados específicos nas fraturas de crânio: Fraturas de ossos da cabeça podem ser graves pelo risco de lesão cerebral. Podem ser sinais e sintomas de fratura de crânio:
1-Tontura, desmaios;
2-Perda de consciência;
3-Sangramento pelo nariz, boca e/ou ouvido e alteração de pupilas;

Além da abordagem primária, com atenção ao A-B-C, os cuidados a serem tomados incluem:
1-Manter a vitima deitada, quieta;
2-Proteger a ferida, cuidando para não comprimir o local;
3-Acionar o Serviço de Atendimento Pré-Hospitalar ou transportar a vítima para um hospital.

Cuidados específicos nas fraturas de coluna: Fraturas de coluna acontecem por acidentes. O conhecimento do mecanismo de lesão é importante na suspeita de fraturas de coluna. Essas fraturas podem ser simples ou envolver outras estruturas, geralmente a medula espinal, responsável pela condução de impulsos nervosos do cérebro para as extremidades.

Sinais e sintomas de lesões medulares compreendem: A perda total ou parcial dos movimentos nas extremidades (Paralisia ou paresia) e/ou perda total ou parcial da sensibilidade nas extremidades (Anestesia ou parestesia).

É importante que, no primeiro atendimento, a vítima não seja manipulada de maneira brusca e intempestiva. Nas localidades onde exista Serviço de Atendimento Pré-Hospitalar, este será o responsável pelo manuseio e a remoção da vítima com suspeita de lesão de coluna. A remoção desse tipo de vítima de maneira inadequada pode resultar em lesões irreversíveis.

Cuidados específicos nas fraturas de pelve: As fraturas de pelve (bacia) devem ser consideradas graves, considerando a possibilidade de perfuração de estruturas importantes, como bexiga, intestinos ou outros órgãos. 

A vítima pode apresentar sinais de choque por perda de sangue (externo ou interno), dor intensa e falta de movimentos de membros inferiores. Cuidar para não rolar a vítima, erguendo-a para colocá-la sobre a tábua de transporte.

A imobilização é feita com acolchoamento entre as coxas e enfaixamento de coxas e pernas juntas, com bandagens triangulares. Realizar a abordagem primária (A-B-C) e acionar, imediatamente o Serviço de Atendimento Pré-Hospitalar ou transportar a vítima para um hospital.

Cuidados específicos nas fraturas de fêmur: As fraturas de fêmur (Coxa) geralmente produzem sangramento considerável, que pode levar inclusive ao choque hipovolêmico.

Além dos passos da abordagem primária (A-B-C), os cuidados incluem os seguintes:
1-Manter a vítima deitada e aquecida;
2-Colocar a perna em posição mais próxima do normal, mediante leve tração (não fazer tração se a fratura for exposta);
3-Manter a tração durante a imobilização, para reduzir a dor;
4-Imobilizar com duas talas acolchoadas, fixando-as com bandagens;
5-Se a fratura for exposta, fazer o curativo para o controle da hemorragia antes da imobilização, tomando o cuidado de não introduzir fragmentos ósseos novamente para dentro da pele;
6-Acionar imediatamente o Serviço de Atendimento Pré-Hospitalar se existir ou transportar a vítima para um hospital;

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10) Hemorragia: É o extravasamento de sangue os vasos sanguíneos através de uma ruptura nas suas paredes. A hemorragia pode ser classificada em:

Externa: Visível porque extravasa para o meio ambiente.
Interna: O sangue extravasa para o interior do próprio corpo, dentro dos tecidos ou cavidades naturais.

Conforme o tipo de vaso sanguíneo lesado, considera-se a hemorragia mais ou menos grave:

Hemorragia arterial: Perda de sangue de uma artéria. O sangue é de coloração viva, vermelho claro e derramado em jato, conforme o batimento cardíaco. Geralmente é rápida e de difícil controle.
Hemorragia venosa: Perda de sangue por uma veia. Sangramento de coloração vermelho-escuro, em fluxo contínuo com baixa pressão. Considerada grave se a veia comprometida for de grosso calibre.
Hemorragia capilar: Sangramento por leito capilar. Flui de diminutos vasos da ferida. De coloração avermelhada, menos vivo que o arterial, é facilmente controlado.

Sintomas de hemorragia
A hemorragia externa é facilmente reconhecida por ser visível. Geralmente o sangue se exterioriza por algum ferimento ou orifício natural do corpo (Boca, nariz, ânus, vagina).

A hemorragia interna não se exterioriza, sendo difícil, muitas vezes identificar o local da perda de sangue.

Sinais que levam a suspeitar de hemorragia interna:
1-Mecanismo de lesão: Os traumas por contusão são as principais causas de hemorragia interna (acidentes de trânsito, quedas, chutes e explosões);
2-Sinais de fratura da pelve e ossos longos (Braços, fêmur) – O extravasamento de sangue nos tecidos moles ao redor da fratura pode provocar hemorragias severas;
3-Rigidez de abdômen;
4-Área extensa de contusão (Equimose) na superfície do corpo;
5-Ferida penetrante em crânio, tórax ou abdome;

Controle da hemorragia externa: O sangramento externo geralmente é de fácil controle.

Os métodos utilizados são:
1-Pressão direta sobre o ferimento: Quase todos os casos de hemorragia externa podem ser controlados pela aplicação de pressão direta na ferida, o que permite a interrupção do fluxo de sangue e favorece a formação de coágulo. Preferencialmente, usar compressa estéril, pressionando firmemente por 10 a 30 minutos. Em seguida, fixar a compressa com bandagem. Em sangramento profuso, não perder tempo e localizar uma compressa – faça a pressão direta com um pano limpo ou toalha.

2-Elevação da área traumatizada: Quando se eleva uma extremidade de forma que ela fique acima do nível do coração, a gravidade ajuda a diminuir o fluxo de sangue. Aplicar este método simultaneamente ao da pressão direta. Não o utilizar, porém, em caso de fratura, luxações ou de objetos empalados na extremidade.

3-Pressão digital sobre o ponto de pulso: Usar a pressão sobre o pulso de artéria quando os dois métodos anteriores falharam ou não se tem acesso ao local do sangramento (Esmagamento, extremidades presas em ferragens). Essa pressão é aplicada com os dedos sobre os pontos de pulso de uma artéria contra uma superfície óssea. É necessário habilidade do agente e conhecimento dos pontos exatos de pressão das artérias. Os principais pontos: Artéria braquial – para sangramento de membros superiores; Artéria femoral – Para sangramento de membros inferiores; Artéria temporal – Para sangramento de couro cabeludo.

4-Aplicação de gelo: O uso de compressas frias ou bolsas de gelo nas contusões previne a equimose (mancha roxa). Evitar, no entanto, o uso prolongado, pois pode diminuir a circulação, causando lesões de tecidos.

Controle de hemorragia interna: O tratamento da hemorragia interna só pode ser feito em ambiente hospitalar.

As medidas de atendimento inicial consistem em:
1-Abordar adequadamente a vítima, prestando atenção ao A-B-C;
2-Aquecer a vítima com cobertores;
3-Não lhe dar nada para comer ou beber;
4-Imediatamente acionar o Serviço de Atendimento Pré-Hospitalar ou conduzir a vítima a um hospital.

Choque hipovolêmico: As hemorragias (externas ou internas) graves, com grande perda de volume sanguíneo, podem levar à situação denominada choque hipovolêmico (Choque por perda de sangue). Esta é uma situação grave, com perigo de morte.

Os sinais que podem sugerir choque por hemorragia severa:
1-O pulso se torna fraco e rápido;
2-Pele fria e úmida (Pegajosa);
3-Pupilas dilatadas;
4-Vítima ansiosa, inquieta e com sede;
5-Náusea e vômitos;
6-Respiração rápida e profunda;
7-Perda de consciência e até parada cardiopulmonar;

*A decisão de interrompera RCP por irreversibilidade do quadro é de competência exclusiva do médico.

**Sangramento no nariz: Apenas comprimir o nariz, caos necessário aplique compressas frias no nariz e na face.

11) Luxação: A luxação é o deslocamento da extremidade de um osso  da articulação, com comprometimento de vários componentes articulares, podendo ser fechadas ou abertas. Apresenta dor aguda, edema, deformação visível da articulação e impossibilidade de movimentação.

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12) Queimaduras: Queimaduras podem ser causadas por calor, frio, produtos químicos, radiação, eletricidade. As queimaduras são divididas em:

1º Grau: Apresenta menos riscos, pois, atinge apenas as camadas superficiais da pele. Apresenta vermelhidão no local, inchaço e dor suportável. Não surgem bolhas.
2º Grau: Ocorre uma destruição maior da epiderme e derme. A pele fica avermelhada, com bolhas, manchada ou com uma coloração variável. Há dor, inchaço, desprendimento de camadas da pele.
3º Grau: Neste caso há uma destruição total de todas as camadas da pele. Apele fica branca com aspecto de couro ou carbonizada. Na queimadura de 3 grau, somente irrigar, não remover roupas e objetos.

O que fazer?

Remova a fonte de calor; deixe escorrer água fria, corrente, sobre a lesão por 10 minutos (não coloque gelo). Remova roupas e objetos da vítima que possam atrapalhar a circulação no local. Após estes procedimentos, envolva a região com uma compressa úmida e limpa, para proteger a área de infecção. Não estoure bolhas, isso reduz a dor e acelera a cicatrização. Não coloque pasta de dente, pomadas, ovo, manteiga entre outras coisas na queimadura.
** Queimadura nos olhos: Irrigar por alguns minutos e depois vendar os olhos.


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Fonte: Pixabay


Animais peçonhentos


Serpentes (cobras): Não faça cortes, perfurações, torniquetes, nem aplique produtos na lesão.

Gênero Bothrops - Jararaca, urutu, jararacuçu.
Sinais e sintomas: Local - Inchaço, vermelhidão, dor - evolui equimose até necrose. Geral - Náusea, vômito, sudorese, diminuição PA, choque, hemorragias, insuficiência renal aguda.
 
Gênero Crotalus - Cascavel
Sinais e sintomas: Local - Quase ausentes, inchaço, pouca dor ou formigamento. Geral - Dor de cabeça, náusea, prostração, sonolência, turvação de vista, dificuldade para deglutir, dores musculares.
 
Gênero Micrurus - Coral
Sinais e sintomas: Local - Quase ausentes. Geral - Náusea, vômitos, prostração, sonolência, perda de equilíbrio, fraqueza muscular, paralisia flácida podendo chegar a parada respiratória.

Atendimento
1-Lave o local da picada com água e sabão;
2-Mantenha o paciente calmo e imóvel;
3-Transporte ao hospital;
4-Levar a cobra, se possível, para poder identificá-la e escolher o soro mais adequado.


Aranhas
Aranha marrom (Loxosceles)

Sinais e sintomas: Local - Passa desapercebida por 6 a 12 horas. Após, inchaço, vermelhidão e dor. Ulceração e necrose após 72 horas. Geral (Raros): náusea, vômitos, urina escura e insuficiência renal.

Escorpiões
Sinais e sintomas: Local - Dor intensa. Geral - Sudorese intensa, lacrimejamento, tremores musculares, pulso lento, diminuição da PA, pode levar ao choque.

Lagartas (Taturanas)
Sinais e sintomas: Local - Dor em queimação, vermelhidão, inchaço e calor local. Geral - Dor de cabeça, náusea, vômitos dor articular. Pode evoluir para hemorragias insuficiência renal e morte.

Atendimento
1-Lave o local da picada com água e sabão;
2-Aplique compressa fria sobre a lesão;
3-Mantenha o paciente calmo;
4-Transporte ao hospital; 
5-Levar o animal, se possível;


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Fonte: Pixabay


Como montar um Kit de primeiros socorros?

Você precisa adquirir os seguintes itens:
  • Antisséptico para feridas;
  • Soro fisiológico (para limpar machucado);
  • Água oxigenada
  • Algodão
  • Analgésico (Ex. Paracetamol, aspirina, ibuprofeno);
  • Antitérmico (Ex. Aspirina, ibuprofeno);
  • Anti-histamínico (Ex. Histamin ou Cetirizina);
  • Antidiarreico (Ex. Imosec);
  • Aparelho digital para medir a pressão arterial;
  • Ataduras/Atadura elástica;
  • Curativo tipo Band-aid;
  • Bolsa térmica de gel "Quente-Fria" reutilizável;
  • Colírio lubrificante;
  • Fita microporosa;
  • Gaze esterilizada;
  • Hastes de algodão flexíveis;
  • Lanterna;
  • Luvas descartáveis;
  • Pinça;
  • Pomada para queimadura (Ex. Nebacetin);
  • Termômetro;
  • Tesoura sem ponta;
  • Uma maleta ou nécessaire para guardar;

Referências
 
Corpo de Bombeiros do Estado do Paraná – Material Didático. Disponível em: <http://www.bombeiros.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=87> Acesso em: 04/06/2018.

SILVEIRA, Elzio Teobaldo Da. MOULIN, Alexandre Fachetti Vaillant. Socorros de Urgência Em Atividades Físicas: Curso Teórico-Prático. 6. ed. CREF7, 2006.

Socorros de Urgência – Manual de Procedimentos – Módulo V. Governo do Estado Paraná. Casa Militar da Governadoria. Coordenadoria Estadual de Defesa Civil. Brigadistas Escolares – Defesa Civil Na Escola. 2013.

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Aptidão física e Capacidades motoras – Uma introdução

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Os seres humanos são capazes de realizar vários movimentos. Estes movimentos envolvem força, flexibilidade, velocidade, etc. Estas qualidades são chamadas de capacidades motoras, biomotoras ou valências físicas.

Os variados esportes demandam uma maior predominância de algumas capacidades. Algumas modalidades precisam de força, outras de velocidade, outras de resistência e algumas modalidades exigem um alto grau de coordenação. 

A nossa capacidade de executar um movimento é considerada a “causa” e o movimento é apenas o efeito, ou seja, a consequência. A partir daí, entende-se que podemos aperfeiçoar a “causa”, ou seja, os componentes fisiológicos que influenciam a causa (Gerando um bom efeito). De maneira geral, isto seria o “treinamento”. 


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Os movimentos que vemos sendo realizados pelos grandes atletas, envolvem a combinação de capacidades físicas condicionantes e coordenativas. Essa combinação de capacidades é o que chamamos comumente de técnica ou habilidade.

Capacidades motoras condicionantes (Resistência, força, velocidade¹ e flexibilidade²)

São o conjunto de capacidades motoras que tem aspectos fisiológicos em nosso organismo. São as capacidades que necessitam de energia, que “movimentam” o metabolismo energético. 

Capacidades motoras coordenativas (Equilíbrio, ritmo e coordenação motora)


São as capacidades que precisam de controle motor. Elas envolvem a organização do corpo para realizar os movimentos por meio dos mecanismos de controle corporal como tato, visão, audição, etc. Basicamente, são as capacidades controladas pelo cérebro. Elas organizam e regulam os movimentos, aprendendo, organizando e executando os gestos técnicos.

¹,² Velocidade e flexibilidade podem ser consideradas capacidades intermediárias, pois, não dependem só da parte condicionante ou da parte coordenativa, mas, da combinação entre as demais capacidades.

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As capacidades biomotoras podem ser divididas em componentes para a Saúde e para o Desempenho Atlético.

Componentes da aptidão física relacionada à Saúde (Resistência Cardiorrespiratória,  Força/Resistência muscular e Flexibilidade)

Estas capacidades tem a característica de prevenção ao surgimento de disfunções degenerativas causadas pelo sedentarismo, ou seja, doenças como diabetes ou obesidade. Podemos dizer que a aptidão física relacionada a saúde depende da prática de atividade física regular, independente do idade ou características do sujeito.

Componentes da aptidão física relacionada ao Desempenho Atlético (Velocidade, potência, agilidade, coordenação e equilíbrio)

Neste caso, além dos componentes voltados para a saúde, adicionamos as capacidades necessárias aos esportes. Para o desempenho atlético a herança genética e o ambiente influenciam muito. Por exemplo, um jogador de basquete precisa ser alto, rápido e forte, enquanto, um ginasta também precisa ser rápido, forte e flexível, porém, mais baixo.


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Fonte: Pixabay


E como avaliamos as capacidades motoras? 
Por meio de testes motores! 
 

Uma das maneiras de identificar o desempenho motor (como os componentes da aptidão física estão quantitativamente) são aplicados testes motores. Por exemplo, o famoso TAF – Teste de Aptidão Física, muito utilizado em concursos públicos.

Os testes motores são situações em que a pessoa avaliada será submetido a uma (ou algumas) situações onde aquela capacidade motora será testada. A partir do resultado podemos dizer o sujeito está apto ou não para aquela função, se ela possui o mínimo daquele pré requisito.

A partir dos resultados dos testes motores (e demais avaliações físicas), são elaborados os Programas de Condicionamento Global, com o intuito de melhorar todas as capacidades motoras

Alguns autores consideram que as capacidades não se desenvolvem separadamente, portanto, os programas de treinamento devem aprimorar todas as capacidades do sujeito, independe se este sujeito busca apenas saúde ou o desempenho atlético.

Ao final, podemos concluir que as capacidades motoras são complexas e estão relacionadas entre si. Dependendo do objetivo do cliente/atleta, devemos nos preocupar em atingir os objetivos dos nossos alunos com um programa de exercícios adequado para o bom desenvolvimento de suas capacidades motoras.
 

Referências:

BOMPA, Tudor O. Periodização: Teoria e metodologia do treinamento. São Paulo: Phorte Editora, 2002.

FLECK Steven J. KRAEMER William J. Fundamentos do treinamento de força muscular. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2006.

GOMES, Antonio Carlos. Treinamento Desportivo: Estruturação e periodização. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2009.

GUEDES, Dartagnan Pinto. Manual Prático para Avaliação em Educação Física. São Paulo: Editora Manole, 2006.

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Princípios gerais do treinamento de força – Uma introdução


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Uma das coisas mais legais do treinamento é ver a evolução do aluno/atleta ao longo do tempo. Quando montamos uma sessão de treino não fazemos isto de maneira aleatória. Entre varias coisas, precisamos escolher os exercícios, a velocidade de execução, etc. Hoje vamos falar sobre alguns princípios que norteiam a prescrição de exercícios.



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Princípio da Especificidade
O efeito do treinamento é especifico nos músculos envolvidos na atividade. Ou seja, treinar de forma especifica para resultados específicos. Se você treinar só seus braços, não vai ver resultados nas pernas… 


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Princípio da Sobrecarga Progressiva
Nossos músculos só vão se desenvolver se forem sobrecarregados (estressados). Ou seja, significa o aumento contínuo da intensidade da sessão de treinamento.

Um mito grego diz que Mílon de Crotona (500 a.C.), um famoso lutador que venceu alguns Jogos Olímpicos, foi o primeiro a incorporar o princípio da sobrecarga em seu treinamento. Ele carregava um bezerro em suas costas e corria cerca de 120 passos. A medida que o bezerro crescia, sua força crescia proporcionalmente.



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Fonte: Pixabay
 
Princípio da Individualidade
O programa de treinamento vai considerar as necessidade especificas ou os objetivos e as habilidades do indivíduo para quem o programa foi elaborado. Por exemplo, o João quer treinar para aumentar sua massa muscular e já treina faz um tempo. O Antônio quer diminuir o percentual de gordura, mas, nunca treinou na vida. Como são objetivos diferentes, cada um com o seu treino. 



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Temos infinitas possibilidades! Fonte: Pixabay
 
Princípio da Variabilidade
Após um curto período de treinamento, as adaptações vão acontecer (O organismo vai se acostumar). Assim, novos estímulos deverão ser aplicados. Por isso a Periodização é importante (macrociclos, mesociclos e microciclos).



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Fonte: Pixabay


Princípio da Manutenção
Quando o objetivo do aluno é atingido, é mais fácil manter o nível de força ou de massa muscular. A frequência do treinamento pode ser reduzida e outros elementos da aptidão física poderão ser trabalhados.



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Treinar é preciso. Fonte: Pixabay

Princípio da Reversibilidade
Os ganhos de condicionamento por meio da sobrecarga são rapidamente perdidos quando o treinamento é interrompido e a sobrecarga retirada. Ou seja, aquilo que você não usa, você perde.


Princípio da Adaptação
Podemos pensar em adaptação como as mudanças que o corpo precisa passar para melhor sobreviver no meio ambiente. Seu corpo precisa descansar para se recuperar dos estímulos que recebeu do treinamento. Em conjunto com a alimentação, você vai perceber evolução nos seus treinos.


Princípio da Interdependência Volume X Intensidade

Existe uma relação ótima entre volume e intensidade. Quando o volume é muito alto, se diminui a intensidade ou vice-versa, dependendo dos objetivos.

Princípio da conscientização
Este princípio diz que o cliente/aluno precisa compreender o motivo pelo qual ele está executando determinado exercício. Dessa forma, este entendimento ajudaria o cliente a ser mais eficiente para atingir resultados. Existe muita informação disponível na internet, mas, é necessário que o aluno/cliente receba a informação adequada. 

Princípio da acomodação
De maneira geral, quanto mais treinado você é, mais difícil será obter grandes "ganhos". 


Referências

POWERS, Scott K. HOWLEY, Edward T. Fisiologia do exercício: Teoria e aplicação ao condicionamento físico e desempenho. 9. ed. São Paulo: Manole, 2017.

PRESTES, J. et al. Prescrição e periodização do treinamento de força em academias. 2. ed. Barueri: Manole, 2016.  

STOPPANI, Jim. Enciclopédia da musculação e força de Stoppani: 381 exercícios e 116 programas de treinamento de força vencedores. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017.

sexta-feira, 9 de março de 2018

Política, eleições e a distribuição do Poder - Uma introdução


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Você se lembra dos últimos candidatos em que votou? Ou se você nunca votou, faz ideia de como escolher seu candidato?

Para ambos os casos, só repetir que votar “não vai adiantar” e “todos são iguais” é muito cômodo de nossa parte. Precisamos estudar caso a caso e fazer as melhores escolhas da mesma maneira que fazemos quando vamos comprar um objeto. Afinal, é bem mais difícil trocar um político depois que ele foi eleito.  

O que é a Política? 

O termo política surgiu na Grécia antiga. Hoje a palavra “política” se refere à administração pública. A política pode ser exercida por todas as pessoas e todos os lugares para defender os direitos das pessoas ou grupos.

Seu objetivo é a busca pelo bem comum. Assim, não é uma atividade exclusiva daqueles que foram eleitos. É responsabilidade de toda a população. A escola, por exemplo, é um ambiente propicio para estimular a política. Por exemplo, por meio da Associação de Pais, Mestres e Funcionários - APMF, o Conselho Escolar e os Grêmios Estudantis. 

Cidadania é outro termo que veio do latim. Trata-se do conjunto de direitos e deveres que as pessoas possuem, independente de ser na cidade, na zona rural ou no mundo virtual. A vida em sociedade exige algumas condutas que disciplinam a interação entre as pessoas. Daí o conceito de direitos e deveres.

Direitos são as “normas” que promovem e protegem os cidadãos. Por exemplo, o Conselho Tutelar. Deveres são condutas que as pessoas devem adotar, muitas vezes, regulamentadas pela força da lei. 

E como podemos saber se o “governo” está funcionando bem? 

Por meio da fiscalização. Um exemplo de órgão fiscalizador seria o Observatório Social. Existem leis que obrigam os órgãos públicos a divulgar informações de interesse coletivo como nomes dos servidores públicos, cópias de processos de licitações, contratos e concursos públicos, informações sobre à arrecadação e os gastos da União, Estados, Distrito Federal e Municípios devem estar disponibilizadas em tempo real na internet.  

O que é a eleição? 

É o processo de votação onde são escolhidos os candidatos que irão ocupar os cargos públicos. É o mecanismo da democracia para escolher os representantes do povo. 

Quem pode votar?

Apenas entre 18 e 70 anos o voto é obrigatório. Os analfabetos, menores de 18 anos e maiores de 70 anos o voto é facultativo. 
Condenados pela Justiça cumprindo pena e aqueles que estão prestando serviço militar são impedidos de votar (conscritos). Na hora de votar é necessário o Titulo de Eleitor e um documento oficial com foto. No título consta a seção eleitoral que o eleitor deve votar. 

Quem pode ser candidato? 

Para se candidatar é necessário ser brasileiro, alfabetizado e filiado a algum partido político. Para vereador é preciso ter 18 anos de idade. Para prefeito e deputado 21 anos. Para governador 30 anos e para senador ou presidente, 35 anos. 

O que é a Lei Da Ficha Limpa?

A lei da ficha limpa não permite a candidatura daqueles que foram condenados por crimes dolosos (aqueles com a intenção) ou ter cumprido pena nos últimos 8 anos por delitos graves. Também não pode ter sido punido por corrupção eleitoral, abuso de poder econômico ou político e por desvios de recursos. 

O que é o voto? 

O voto é uma manifestação de vontade ou preferência. No Brasil todos os eleitores têm o mesmo poder de voto. 

O que são os Partidos políticos? 

Os partidos são entidades que reúnem pessoas com objetivos políticos comuns, com estatutos onde constam seus programas. É necessário estar filiado a algum partido para concorrer a um cargo político. 

Como é o Calendário Eleitoral?
 
A cada dois anos acontecem eleições no Brasil, uma para prefeitos e vereadores e outra para governadores, deputados estaduais e federais e para presidente da República
As eleições ocorrem no mês de outubro. O segundo turno ocorre quando nenhum dos candidatos atinge a maioria dos votos (metade mais um voto) no primeiro turno. A maioria dos cargos tem duração de 4 anos. Os senadores têm mandato de 8 anos, porém, votamos neles de quatro em quatro anos (Em uma eleição elegemos dois candidatos para ocupar 2 das 3 vagas, depois de 4 anos, votamos no terceiro). 

Regras da propaganda eleitoral

O Horário Gratuito de Propaganda Eleitoral é a oportunidade que os partidos têm para divulgar suas propostas. Neste caso os partidos não precisam pagar pelo tempo que utilizam. Os meios de comunicação (rádio e a televisão) recebem abatimento de impostos do governo federal.


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Sistema Eleitoral Brasileiro 

Nem sempre no Brasil o candidato que recebeu mais votos é eleito. Em alguns cargos o sistema eleitoral é proporcional. Para prefeitos, governadores e o presidente da República utiliza-se o Sistema Majoritário. OU seja, para o candidato vencer as eleições, ele precisa atingir a maioria absoluta dos votos, ou seja, 50% dos votos (e quando nenhum atinge a maioria pode ocorrer o 2º turno). Os senadores também são eleitos pelo sistema majoritário, porém, os mais votados serão eleitos (Maioria relativa). 

Para os cargos do Poder Executivo (Presidente, Governador e Prefeito) em cidades/Estados com mais de 200 mil eleitores poderá ocorrer segundo turno caso ninguém alcançar a maioria absoluta dos votos ou superar a soma dos adversários. O segundo vai ocorrer entre os dois candidatos mais votados. Para o Senado e locais com menos de 200 mil eleitores a decisão será em único turno. 

Sistema proporcional (Voto de Legenda) - ocorre para vereadores, deputados federais e estaduais. O eleitor vota no candidato, no partido ou na coligação e a soma dos votos é dividida pelo número de vagas em disputa. Ao final, após alguns cálculos, sabe-se o número de vagas que o partido terá direito de preencher.  

Desde a eleição de 2006, o mandato passou a ser do partido. Assim, é fundamental conhecer o partido e o candidato. Às vezes você pode escolher o candidato, mas, o partido não tem os mesmos objetivos que você, assim, é claro que suas necessidades não serão atendidas. 

Justiça Eleitoral 

A Justiça Eleitoral faz parte do Poder Judiciário e tem a função de organizar e regular as eleições no país, inclusive fiscalizar as contas das campanhas. É formada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Tribunal Regional Eleitoral (TER), Juntas Eleitorais e Juízes Eleitorais. 

A distribuição do Poder 

No Brasil os poderes são divididos em: 
Executivo: Administra o interesse público por meio de leis – Fazem parte os Prefeitos, Governadores e o Presidente;
Legislativo: Elabora as leis – Composto por Vereadores, Deputados Estaduais, Deputados Federais e Senadores;
Judiciário: Coloca as leis em prática – Formado por Juízes (Primeiro Grau), Desembargadores (Segundo Grau), ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF).
As esferas de atuação da política no Brasil são distribuídas da seguinte maneira:

Federal
Executivo: Presidência da República.
Legislativo: Congresso Nacional.
Judiciário: Conselho Nacional de Justiça, Tribunais Superiores e Regionais, Juízes de Primeira Instância.

Estadual
Executivo: Governadoria.
Legislativo: Assembleia Legislativa ou Câmara Legislativa.
Judiciário: Tribunal de Justiça e Juízes de Primeira Instância.

Municipal
Executivo: Prefeitura.
Legislativo: Câmara de Vereadores.


De maneira geral podemos dizer que são as leis que regulam o país. Um exemplo é a Constituição Federal. A “CF” é a lei que regula a responsabilidade do Estado (Entenda “Estado” como os serviços públicos) e os nossos direitos e deveres. A função do Estado de maneira geral é de representar o povo, legislar e fiscalizar.

As leis não são elaboradas de qualquer jeito. Elas seguem uma ordem começando pela esfera federal, depois estadual e por fim na municipal. Como assim? A Lei Orgânica do seu município não pode ser contraditória a uma lei estadual que também não pode ser contraditória a uma lei federal.

Nosso sistema de governo é o Presidencialismo (Escolhido em 1993 por meio de plebiscito). Nosso regime político é Democrático (A população é consultada por meio de plebiscitos e referendos), e nossa forma de governo é a República (Escolhida por plebiscito, pois, seria o modelo mais compatível com a democracia).

O Congresso Nacional vota as leis e organiza democrática e pacificamente a sociedade. Tem 3 funções, representar, legislar e fiscalizar. Por exemplo, decidir sobre leis em geral (que criam impostos até as que distribuem benefícios sociais) e na definição do gasto público.

O Poder Legislativo é composto pela Câmara dos Deputados (que representa o povo) e pelo Senado Federal (que representa os Estados e o Distrito Federal). A Câmara Federal se limita a 513 deputados. Os Senadores totalizam 81 cadeiras.

O Poder Judiciário

É o Poder responsável por aplicar as leis para resolver os conflitos garantindo os direitos. De todos os Poderes do Estado é o único que não possui representantes escolhidos diretamente pelo povo (São selecionados por meio de concurso público). Todavia, a composição dos tribunais e a forma de escolha de desembargadores e ministros podem variar. O Presidente pode indicar alguém para ser ministro e o mesmo deverá passar por uma sabatina (ser aprovado) pelo Senado Federal.

Obs. Quando ocorre o desrespeito a um direito de caráter pessoal, é necessário um advogado para ingressar na Justiça. Quando não se possuiu condições para pagar pelos serviços do advogado, deve-se buscar a Defensoria Pública ou os Núcleos Jurídicos das Faculdades de Direito que atendam gratuitamente.

Nos Juizados Especiais (Ou Pequenas Causas) o próprio cidadão pode apresentar sua causa desde que o valor seja de até 20 salários mínimos. Valores acima será necessário contratar um advogado.


Ministério Público

O “MP” é responsável pela defesa dos direitos dos cidadãos, meio ambiente, na preservação do patrimônio público. Na área de segurança, processa os criminosos, combate os crimes, a corrupção e fiscaliza o trabalho da polícia. Quando solicitar? Quando algum direito público ou social for violado, por exemplo, desvio na administração pública, violação de direitos do consumidor, má qualidade de serviços públicos.

O Promotor de Justiça é a autoridade que representa o Ministério Público. Eles podem ser procurados por qualquer cidadão que acredita que teve algum direito violado.

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Como se dá o Processo Legislativo?

Tipos de leis

  • Emendas à Constituição: É uma modificação aplicada ao texto da Constituição Federal. São as famosas “PECs” – Proposta de Emenda à Constituição.
  • Leis Complementares: São leis que visam regulamentar normas previstas na Constituição Federal ou Estadual.
  • Leis Ordinárias: São criadas para disciplinar as matérias que não sejam cabíveis de regulamentar por meio de leis complementares, decreto legislativo ou resolução.
  • Leis Delegadas: São leis elaboradas pelo Presidente ou pelo Governador, mediante solicitação ao Congresso Nacional ou à Assembleia Legislativa. É muito raro encontrar estas leis no Brasil.
  • Medidas provisórias: Quando necessário o Presidente pode se usar das “MPs”, com duração de 60 dias e prorrogáveis por mais 60 dias.
  • Decretos Legislativos e Resoluções: São atos normativos para regular matéria de competência exclusiva do Poder Legislativo.

Obs. Cabe ao Poder Legislativo apresentar leis, porém, os cidadãos podem apresentar um Projeto De Lei de Iniciativa Popular.

Votação de projetos de lei
É a parte do processo legislativo onde se tenta aprovar um projeto. A votação pode ser por maioria simples (a maioria dos membros presentes, porém, uma proposta só pode ser votada com a presença de mais da metade dos parlamentares). A Maioria absoluta representa o primeiro número inteiro acima da metade. É um número fixo.

Maioria Qualificada: É uma fração que resulta em um número maior que a maioria simples o a maioria absoluta. Pode ser 2/3 ou 3/5 dos parlamentares.

Sanção ou veto: Após a aprovação do projeto de lei pelo Poder Legislativo o documento é enviado ao Chefe do Poder Executivo (Presidente, Governador ou Prefeito) para sanção ou veto. “Sanção” significa a concordância (Aprovação). O “veto” é um instrumento que pode recusar a sanção no todo ou em partes. As razões do veto precisam ser analisadas.

Promulgação/Publicação: O processo se encerra com a promulgação da lei e a publicação no Diário Oficial. Ou seja, a lei passa a valer.

Fontes:

DIAP – Cartilha do Cidadão Consciente. Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar. Ed.1. DIAP: Brasília, 2010.

Guia do Cidadão – Geração atitude; 

Guia do Cidadão – Ministério Público do Paraná: Secretaria do Estado Da Educação: Assembleia Legislativa do Paraná, 2014.