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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Capítulo 6 - O UNIVERSI-O-TÁRIO - PARTE II - O Final

Em 2013 nosso personagem começou a cursar Educação Física. Já sofrendo pensando nos estágios obrigatórios, acabou conseguindo trabalho em horário alternativo (na madrugada) e lá estava ele novamente, no banco da faculdade.

Aos 27 anos ele voltou a ser “calouro”. E de cara já percebeu que não seria uma jornada fácil. A faculdade estava infestada com a Geração Z. 

"Z" de zumbis? 
Não. Que isso! Seria mais fácil lidar com zumbis. :o)

Resumidamente, a geração Z é muito bem relacionada no mundo VIRTUAL, mas, no mundo real o relacionamento com pessoas de verdade é complicado... 

Sabe aqueles concursos de Misses? Que uma rouba a coroa da outra? OU aquelas tramoias típicas de Malhação? Colocar laxante na bebida das inimigas... Foram 4 anos de baixaria. Sério, uma puxação de tapete constante.


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Todo dia tinha um barraco...



E o quebra-pau era geral. Brigas sem valor, mais uma selfie, mais 5 minutos de fama... etc. Depois de muito babado, gritaria e confusão, a graduação acabou em 2016. Aquela turma fez história... #facepalm.

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E o que aprendemos com tudo isso?

Ao final, você, leitor já deve ter percebido que esta história é a minha. 😅

Eu passei por todas estas situações (boas e ruins) e sim, acabei virando professor. Mesmo sabendo que a remuneração não valeria a pena, optei pela profissão que me permitisse desenvolver pessoas mais saudáveis, confiantes e felizes, contribuindo para um mundo melhor. 

Talvez minha história seja parecida com a sua. Nada caiu na minha mão sem dedicação e esforço (e até hoje tá difícil bagarai). 

As coisas podem não acontecer como o planejado (então você vai precisar de outras alternativas). Independente do resultado ser "bom" ou "ruim", o importante é você tenha o controle de suas ações e trabalhe para que suas metas sejam alcançadas.  

Hoje eu trabalho para a evolução dos meus alunos com as ferramentas que tenho disponíveis ao meu redor. Quero que eles sejam pessoas felizes, saudáveis, atletas melhores e que tenham oportunidades melhores. 

Se eu conseguir ajudar pelo menos uma pessoa, já cumpri a minha missão. 😜   #tmj

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Fim. E agora vamos falar sobre o que interessa! \o/

Capítulo 5 - O UNIVERSI-O-TÁRIO - PARTE I

Naquele mesmo ano ele começou a estagiar em uma empresa de Cobrança por telefone. Naquela época, ainda não havia sido aprovada a lei do estágio, então, a jornada era de 8 horas por dia. Porém, 17:30 já estava encerrando o expediente. 

Também não havia muitas "regras" para cobrança por telefone, então, só dava para receber dos clientes por meio de ameaça. O trabalho era terrível, mas, dava para pagar as contas. O que aprendemos com isto?

Aprendemos a comprar coisas usadas! Livros universitários custavam bem menos no Sebo, sobrava até para as fotocópias (Vulgo: Xérox).

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17:30? #partiucasa
Fonte: Pixabay

Em 2007 a cobrança por telefone já tinha deixado nosso personagem maluco e desgraçado da cabeça. Então, ele saiu. 

Fez uns bicos até conseguir outro emprego no comércio. Auxiliar de escritório/faturamento/caixa/departamento pessoal, motorista, office boy, etc. Ele atuava em sua área de formação (a jornada era terrível). Fazia o trabalho de 5 pessoas e ainda cobria as férias do chefe. 

Finalmente em 2009 ele estava formado! 
E, naturalmente, formado foi pedir um aumento de salário, afinal, nada mais justo. Trabalhava bem, vestia a camisa, fazia a diferença... 

Doce ilusão.

Aumento de salário. Que nada!  #facepalm

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Nem um mísero real
Fonte: Pixabay

E depois de 3 anos com aquele salarinho medíocre, em 2010, ele desistiu de dar murro em ponta de faca e foi procurar outra empresa com mais oportunidades. Ele já tinha percebido que não conseguiria ganhar mais dinheiro mesmo sendo o primeiro a chegar e o último a sair. 

E novamente começou uma jornada em busca de uma empresa grande, reconhecida no país todo, talvez até uma multinacional... E ele conseguiu! 

Ele conseguiu uma oportunidade em uma empresa que atuava no Brasil todo! O salário e os benefícios eram legais, trabalhava 8 horas por dia de segunda a sexta. Férias 2 vezes por ano, benefícios até cair da cadeira. Finalmente a prometida carreira promissora! 

Mas, em pouco tempo ele percebeu que as coisas não aconteciam do jeito que tinham que acontecer... Tinha muita gente desocupada naquele lugar...

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Pinte o desenho para entender o perfil da empresa
Fonte: Pixabay

O fato é que a engrenagem não rodava! Não havia vendas novas, não havia a manutenção dos clientes "velhos", não tinha teto, não tinha nada! 

Existiam apenas uns eventos BOCÓS! "Café da manhã do não sei o que", "almoço dos que não tem o que fazer", "encontro dos desocupados do sul"... Entenderam? Os dias passavam e as pessoas não produziam!

O barco estava afundando, as luzes estavam se apagando... Ele ainda aguentou por mais de 2 anos. Até que a situação atingiu o fundo do poço. O orçamento da instituição ficou negativo (No mundo “real” conhecemos isto como “falência”). Era hora de mudar.

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A vida batendo forte. Derrotado. De novo.
Fonte: Pixabay

Anos mais tarde ele descobriu que o presidente da instituição era um certo deputado flagrado com uma mala cheia de dinheiro...

Em maio de 2012 ele pediu demissão e decidiu voltar a estudar. Depois de 4 anos desistiu da Administração.  

E outra vez... O que aprendemos com esta história? 

Aprendemos que nada é definitivo. Nada dura para sempre.
& Tempo é uma moeda valiosa. Se você perder, nunca mais vai recuperar.

Continua...

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Capítulo 4 - OLHA ELAAA! A VIDA ADULTA

Em 2004, ao completar os 18 anos, nosso personagem estava desempregado e NÃO estava na faculdade. 

O que restava? Partir para o plano “B”... Conseguir um emprego!

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Dava para usar como bottom!
(Eu não consigo um emprego porque não tenho experiência) Fonte: Google

Em março, depois de rodar muuuito, ele conseguiu um emprego no comércio. Estoquista.
Só tinha hora para entrar (nada de benefícios ou hora para sair). A folga era no domingo e perdia 2 horas no transporte coletivo por dia. 
Sem mais detalhes. 
Foi um emprego ruim. 
Muito ruim.
Depois de 6 meses, uma vitória! Ele conseguiu a Carteira de motorista!
Com o dinheiro que tinha (e um empréstimo ele paga até hoje), conseguiu comprar sua primeira motocicleta, uma CG ’99, que era “azul”, mas, depois de velha ficava roxa!

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Igualzinha, mas, essa aqui 
ainda está azul! Fonte: Google


Apesar das dificuldades, ele não desistiu! Em 2005, tentou mais 2 vestibulares (e nada).

Neste ponto, já era hora de partir para o plano “C”. A faculdade particular.
No segundo semestre de 2005 ele começou a cursar Administração (E outro emprego, aquela jornada impossibilitava qualquer coisa).

Continua...

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Capítulo 3 - A (Terrível) Escolha de um curso superior


Na semana das inscrições para o vestibular os coleguinhas de nosso intérprete estavam explodindo de felicidade. Se imaginavam médicos, advogados, farmacêuticos, engenheiros, etc, etc.

Se conhecer a si mesmo é considerado o começo da sabedoria, nosso personagem sabia que não tinha muitas habilidades não era muito inteligente. Ele olhou para dentro de si e decidiu que faria a faculdade de Letras.

Quando seus colegas de classe descobriram que ele faria o vestibular para Letras, o céu escureceu, raios começaram a cortar as nuvens negras que ali pairavam.  Aquela rodinha ficou em silêncio, apenas observando...

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Pois é, eles fizeram essa cara...
Fonte: Google

Se ele não tinha muita dificuldade com as palavras, porque não? 
Ser professor não era (ainda não é) visto como uma profissão promissora. Só por isso. 


As provas do vestibular duravam 3 dias e eram compostas por TODAS as matérias. No final das contas, quanto saiu à lista geral dos aprovados... 

A grande surpresa!?!?!? QUE RUFEM OS TAMBORES!
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ELE NÃO PASSOU!

Nem no primeiro vestibular. 
Nem no segundo.
Nem no terceiro e com cursinho. 


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Deu aquela BAD!
Fonte: Pixabay

Fazer o que, né? ¯\_(ツ)_/¯
Mó BAD!


Mas, e aí?

O que aprendemos com essa historinha? Foi só para te deixar triste? NÃO!

Aprendemos a "ser como a água e contornar os obstáculos". 

Não existe apenas um caminho certo na via.

Continua...

domingo, 4 de dezembro de 2016

Capítulo 2 - Uma história de insucessos




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Fonte: Pixabay

Continuando...  

Nosso protagonista fazia parte de uma família humilde. Talvez, uma família como a sua, pais levantando às 5 da manhã para trabalhar e parando tarde da noite.

Demorou um tempo para seus pais conseguirem uma residência fixa, afinal, para alugar uma casa é necessário ter um emprego. De vez em quando é necessário mudar de cidade para conseguir um trabalho.

Finalmente conseguiram uma casinha e um trabalho no interior. E naquele bairro afastado a vida começou a acontecer. Em idade escolar, ainda na educação básica, com 6 anos nosso personagem pegou piolho na escola e descobriu a miopia, começou a usar óculos e não aprendeu a jogar futebol. #fato

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Piolho? Deu até uma coceira...
Fonte: Pixabay
 
No ensino fundamental, ele conheceu as maravilhosas ciências exatas (Física, química e matemática). Maravilhosas... Para os outros! Porque ele era muuuito ruim nestas disciplinas. As matérias que ele não tinha muita dificuldade eram o Português e o Inglês (O que não significa que ele entrou para a Academia Brasileira de Letras).  

Na adolescência ele começou a praticar alguns esportes, mas, as lentes atrapalhavam bastante e ele conseguiu até quebrar o braço. Sua carreira como atleta acabou sem medalhas expressivas...

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E as exatas? Fonte: Google

Chegando em 2001, durante o Ensino Médio, ele conseguiu um trabalho. Naquela época, existia a possibilidade de estudantes trabalharem meio período. Era um tipo de bolsa de iniciação ao trabalho, mas, diferente do programa Jovem Aprendiz. Não contava como experiência na carteira de trabalho, mas, recebia um dinheirinho no final do mês.
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É isso aí! Ele fazia as entregas.

Esta fase durou até o final do ensino médio. A escola que ele frequentava era pública e bem fraquinha. Foi uma escola que 5 anos antes era referência, porém, com a mudança da direção, entrou em decadência para nunca mais se recuperar...

Nosso protagonista sempre foi muito aplicado na escola. Era aquele aluno que não faltava, anotava tudo, prestava atenção nas aulas e no dia da prova, conseguia metade da nota. Mais tarde isto refletiu no vestibular e nos concursos fracassos.

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As notas das provas...
Fonte: Pixabay

Em 2003, no Terceirão, ele já tinha sua camisetinha customizada, doido para se formar.

E daí, surgiu a primeira grande batalha daquele jovem mancebo! pleonasmo oi

O vestibular! 

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A treta ficou séria!
Fonte: Pixabay

Naquela época não existia Prouni, PAS, Fies, SISU e afins. O critério para aprovação era melhor nota no limite das vagas. Ou seja, todos contra todos.
Continua...

sábado, 3 de dezembro de 2016

Capítulo 1 - A origem

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Fonte: Pixabay


Era uma vez um moleque de 14 anos que gostava de voleibol, karatê, video game e escrever. Em plenos anos 2000 ele criou seu primeiro blog. 

O blog (mais tarde o Orkut, Fotolog, Myspace, etc) servia como um "Diário" para você registrar as coisas que eram importantes. Era um jeito de  "arquivar experiências".

Naquela época, 14 anos era uma idade complicada, pois, os adolescentes já deveriam começar a pensar no vestibular, no resto da sua vida adulta e tudo e tal. 

O tempo passou, as coisas não aconteceram conforme o planejado e aos 30 anos, nosso personagem estava apresentando o TCC (Trabalho de conclusão de curso). Isso mesmo, ele se formou aos 30 anos, depois de quatro anos beeeeem perturbados. E só em 2016 ele começou a aprender sobre blogs, html, templates, etc. 


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_Blog? Que coisa ultrapassada!
Fonte: Pixabay

Tá, você deve estar pensando... "Blog? Que coisa velha!". Porém, todo mundo precisa começar de um jeito, certo? E gravar lives ou ter um canal na internet não é tão fácil assim... Então o blog ainda pode ser uma boa alternativa... Investimento baixo, a possibilidade de praticar edição de imagens, aprender mais sobre a internet, etc... No futuro, quem sabe partir para os vídeos...

Não saia daí! A história continua no próximo post. ;-)